sábado, 13 de abril de 2019

Tempo de Páscoa

 

Artigo escrito para o Jornal "A Crença".

  1. Convidou-me meu bom Amigo Padre José Paulo Machado a pôr aqui a pena, passe a expressão, em seara alheia. Confesso que, como será sabido, há muitos anos que não escrevo em jornais. Pior ainda num Jornal que tem uma tutela, por ser digna voz da Santa Madre Igreja. Aparentemente poderia parecer natural a um, sociologicamente, católico aqui escrever. Mas, obviamente, conhecendo a Instituição e o ilustre mercado de leitores, não é tarefa fácil. Seguramente, seara alheia. Sou daqueles que, por opção, mantêm a velha regra de que, à Mesa, nem política, nem futebol, muito menos Religião. Resta, por isso, pouco. Mas, como não estamos à Mesa, concederão, beneplacitamente, mais algum campo de manobra. Mesmo assim só ao de leve. Como um antigo guerreiro. Que não tem medo, graças a Deus, do combate. Mas que, por opção, perdeu a garra ou a paciência, como lhe preferirmos chamar, para querelas ou despiques em assuntos que nunca terão consenso. Como sempre me disse um amigo e afilhado, opinião cada um tem a sua. Seara alheia, porque o mundo de hoje tolera pouco visões que nos ponham a pensar. Pior do que o fundamentalismo antigo, o de hoje trucida, num pestanejar de olhos, quem sai do político, social ou religiosamente correctos. E eu, para mal dos meus pecados, tenho o defeito de pensar pela minha cabeça. Pior, penso o mesmo hoje que pensava há dez, há vinte, há trinta ou desde que me tenho memória. De qualquer modo, por admiração ao novo Director, homem com mundo e vida, que muito honra e ilustra Vila Franca; por dedicação a esta terra, berço do Jornal, na qual também sou morador por sangue e convicção; por, no fundo, nunca desistir das causas em que acredito, enfim, aqui estou. Modestamente. Anunciando, previamente, que são crónicas, aos tempos, de um conservador, quiçá fora do mundo de hoje e do tempo de agora, e que só valerão, passe a presunção, como réstias do que fomos, pois que o futuro também se constrói do passado, tenhamos sobre ele a legítima opinião que tivermos.
  1. Está a Senhora Câmara, termo antigo que muito aprecio, construindo um muro à entrada da Vila. Concedo, esteticamente, melhora em muito o espaço em frente ao Pavilhão. Com pedra, lembrando o velho muro que nos acolhia à entrada na antiga capital. Verdade seja reposta, esse muro fazia parte do projecto inicial do Pavilhão apresentado pelo Presidente Rui Melo. Fui eu, imbuído do espírito da época, conforme constará das actas do município do início deste século, que pedi a sua ausência. Pareceu-me, ao tempo, caído que fora o opressor vermelho de Berlim, que quantos menos muros melhor. Uma Vila aberta. A Câmara de então, respeitando a opinião deste modesto Vereador, embora tivesse maioria, suprimiu o muro, percebendo a nossa falta de espaços amplos, filosoficamente, penso, admitindo a nossa abertura à Ilha. Mas hoje, claro, os tempos são outros. E, mesmo que o Papa os condene, há muros que ficam bem. E este, concedo, fica esteticamente bonito.
  1. Está a nossa Santa Casa da Misericórdia de Parabéns. Já era tempo de nos reencontrarmos. Partidos à parte. Poder-se-á dizer, mas são pessoas de Partidos. Claro. Quem serviu e serve a sua terra na causa pública, claro que, ao menos até agora, que começam a aparecer as listas de independentes, esteve metido em Partidos, o que não significa nenhuma menoridade. Pelo contrário, maioridade simbolizada está em pessoas de vários quadrantes se juntarem em prol da solidariedade e das nossas tradições. E está especialmente bem entregue pela sua liderança ao Senhor Lucindo, como todos o conhecem e assim deve ser respeitado. É homem de bem e que muito aprecia estas coisas da sacralidade. Vive, sente e dedica-se a estas velhas causas da Vila, que são a nossa Identidade. Lembro-me, poucos saberão, que foi quem se interessou pelo velho e abandonado painel quinhentista da nossa Matriz e quem artisticamente deu ambão digno da Palavra à Igreja do Espírito Santo desta Vila, dita da Misericórdia. Este ano certamente estaremos já em cima da hora, mas, no futuro, tem todas as condições de engrandecer a secular Procissão de Passos da velha Vila.
  1. E, por falar em Procissões, pois que este é um Jornal de Ilha, o nosso reconhecimento à Santa Casa da Ribeira Grande que teve a coragem de devolver à Tradição os encapuçados em Procissão de Terceiros. Dirão os velhos do Restelo dos idos de 60 que a Fé não se faz disso, mas da caridade, corrijo, da solidariedade. Faça cada um a sua caridade, ou, preferindo, a sua solidariedade, e deixe de se desculpar em palavras ocas o fundamento para a perda das nossas tradições. Há sempre nestas coisas um qualquer cientista da verdade que se levanta e diz, com alguma sobranceria, tradições não, que isso são resquícios do passado ou até religião de fachada. Mas, quem assim grita que fará de concreto pelos pobres? Em minha modesta opinião, melhor fazem estes que, sem barulho, dão espaço ao seu Povo para oferecerem o que é seu. Por mais singelo que seja. Trazem gente. Trazem movimento à terra. Dão emprego aos que precisam dele. Claro, não necessariamente os encapuçados, nem esta ou aquela tradição, mas o conjunto, a vivência, os costumes antigos, a nossa identidade, aquilo que os outros povos procuram neste resquício de civilização. E às coisas da Religião ou, se preferirmos, do nosso Património Imaterial, traz sempre outra solenidade. Claro que, mesmo entre os crentes, há muito quem desconsidera as práticas religiosas como reduto dos pobres e incultos, dos que não têm fé esclarecida, dos que não vivem a nova evangelização, ao contrário dos que sabem a bíblia de cor, dos que caminham esclarecidos para a santidade, ao contrário de nós, velho povo católico, aos seus superiores olhos, apenas gente a formar, convencer, instruir. Enfim.
  1. E por falar em filosofias, aí estão os tempos. O reverso da medalha do moralismo. Andou a Igreja, com alguma dose de exagero, passe a expressão, muito concentrada apenas na defesa do moralismo, minimizando as coisas da Tradição. João Paulo II, Santo, aliás, contra os preservativos e agora Francisco contra intimidades entre “segundos casados”. Claro que ninguém lhes pede para dizerem o contrário, mas prefiro um estilo mais Bento XVI, concentrado nas coisas do Sagrado e não na vida alheia. E a Religião, enquanto suprema arte de adoração ao Sagrado tem forçosamente na Tradição a grande cadeia de transmissão. Ainda há dias o nosso Venerando Bispo dizia, em meio urbano, a meia dúzia de jovens resistentes que se iam crismar: Parabéns que aqui estais porque descobristes Cristo na vossa vida e não vindes por tradições ou costumes. Mensagem bonita. Edílica até. Embora, salvo o devido respeito, que é muito, não totalmente verdadeira. É que manda a verdade que se diga que os jovens que se apresentam ao Crisma são esmagadoramente maioritários frutos do que resta da Tradição Católica. Passe o termo, não descobriram a Bíblia atrás duma pedra na semana passada. São cristãos por convicção, mas por força da Tradição. Do que lhes transmitiram os seus pais e a sua Família.
  1. Trouxe, à boca de cena, o nosso Conservatório, uma peça orquestral. Eu, que raramente saio de Casa, pelos meus afazeres jurídicos profissionais e administrativos de Família, tendo duas filhas em palco, na Orquestra, à qual dedicaram toda a semana com entusiasmo, senti-me na merecida obrigação de estar presente. Tratava-se de uma peça sobre Pinóquio. Em orquestração contemporânea. Bem. Em primeiro lugar, os meus Parabéns à minha velha escola musical. 150 músicos em palco. Teatro micaelense cheio. Os nossos antigos estão seguramente orgulhosos pelo patamar a que chegamos. E, claro, uma palavra de especial apreço à Senhora Directora, Alma Mater do nosso Conservatório e minha Mestre, Dr.ª Ana Paula Andrade. O que não me inibe de dizer que aquele aglomerado de músicos às mãos de nosso Professor Amâncio também teria feito bom papel.
  1. Pronto, e aqui me despeço aos que tiveram a santa paciência de me ler até tanto. Parto esta semana para o meu reduto de Mouronho, em Coimbra. À Semana Santa. À minha velhinha Casa da Senhora das Dores e da Piedade, Patrona e Mãe, imagem da qual deixo aqui retrato. Velha e sã Aldeia. Velho feudo. Espera-se a Páscoa. O Compasso. A visita da Aldeia com a Cruz.
Post Scriptum: Está a nossa querida Banda Lealdade em recomeço de temporada. Mais um ano, em 152 de vida e dedicação à terra. Aos jovens que gostem de música, aqui fica o apelo: estão as inscrições abertas para a sua Escola de Música, gratuitamente e com transporte, vivendo longe, oferecido, de casa até aos ensaios. A Banda, no segundo fim-de-semana de Setembro, estará em Alcácer do Sal e conta com a colaboração de todos os que possam para que representem nobremente a nossa Vila.
 
Casas do Frias, Domingo, 07 de Abril de 2019,
 
Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão

segunda-feira, 8 de abril de 2019

IX Caravana a Mouronho


 


Segue, esta semana, para Mouronho, a IX Caravana, às Campanhas de Restauro do velho Paço:

Gonçalo Madeira de Bettencourt Botelho de Gusmão
Edgardo Costa Madeira
Sr. Diamantino
Luís Manuel Morais Leite
Maria Rita Alves Gusmão
Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão

domingo, 7 de abril de 2019

Cármen Maria Alves Gusmão Fins

 

Nasceu a 07 de Abril de 1971, quarta-feira, na freguesia de São Jorge de Arroios, cidade de Lisboa. É filha de Aristides de Medeiros Gusmão e de Maria Rita Alves Gusmão, os quais, nesse tempo, viviam em Santa Iria da Azóia, em Lisboa.

Foi Baptizada na Ermida da Mãe de Deus, em Ponta Delgada, tendo sido seus padrinhos os seus tios Cristiana Soares Botelho de Gusmão e Arnaldo de Medeiros Gusmão.

Em Outubro de 1976, com cinco anos de idade, ingressou no Colégio das Irmãs de Maria Imaculada, em Vila Franca do Campo, para onde haviam regressado os seus pais em 1973.

Em Outubro de 1977, com seis anos de idade, ingressou na Instrução Primária, na Escola de Santa Cruz, no 1º Ano, na Lagoa, onde vivia então a Família. Em Outubro de 1981 ingressou no ciclo preparatório, na Escola dos Frades, em Santa Cruz, onde completou o 9º ano.

Fez a Catequese na Matriz de Santa Cruz da Lagoa, tendo aí feito a Primeira Comunhão, em 1978, e a Comunhão Solene em 1982, ambas na Festa do Sagrado Coração de Jesus, em Junho, pelo Pe. Agostinho Machado.

A partir de Outubro de 1986, com quinze anos, prosseguiu os seus estudos no Liceu Nacional Antero de Quental, em Ponta Delgada, cidade onde os seus pais passaram a ter residência principal, na Rua de Sant’Anna, a partir de Fevereiro de 1987.

Foi crismada na Igreja Matriz de Ponta Delgada, por D. Aurélio Granada Escudeiro, em 1987, sendo sua madrinha a tia Maria Manuela Alves. Nesta Paróquia colaborou vários anos como catequista.

Em Outubro de 1991 iniciou o curso de Economia, na Universidade de Coimbra, onde completou a respectiva licenciatura.

Casou com Manuel António Pereira Fins, em 1997, na Igreja da Memória, em Belém, Lisboa. Foi então viver para Portalegre, onde estava colocado o seu marido, e depois para a cidade de Beja. Desde 2003 vive em Algés, junto à Casa de seus Pais.

É mãe dedicada aos seus filhos Maria Helena, nascida em 2000, e Francisco, nascido em 2002, e cristã empenhada na sua e também nossa Paróquia de Algés.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Caminhada das Crianças



Dia 07 de Abril, V Domingo da Quaresma, às 09.00, da Casa de Santo António, em Santa Cruz da Lagoa, às Casas do Frias, em Ponta Delgada. Este ano, tendo já completado os 10 anos de idade, estreia-se Isabel.

sábado, 23 de março de 2019

São José

Imagem barroca, Casas do Frias.

sábado, 16 de março de 2019

Uma Santa Quaresma

 
Capela de São Gonçalo das Casas do Frias.

sábado, 9 de março de 2019

Banim 2019: "Padrinho, Aqui Não Há Gatos!"


O cenário oficial do Banim 2019:
"A Rua do Frias ao Canto da Canada"
Obra de Edgardo Costa Madeira, com a colaboração dos mais jovens da Casa e a participação especial da nossa Maria Helena Alves Gusmão  Fins.
A peça intitulou-se "Padrinho, Aqui Não Há Gatos!",
com texto e músicas do aqui subscritor e a participação de:
Mário Sousa (actor convidado), Edgardo Costa Madeira, Júlia Sampaio, João Bento Sampaio, Laura Cogumbreiro, Sofia Vidal, Maria Ramos, Isabel Botelho de Gusmão, Cristiana Botelho de Gusmão e Gonçalo Botelho de Gusmão.
A todos, o nosso obrigado.

sábado, 2 de março de 2019

Carnaval 2019

Casas do Frias, Ponta Delgada.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

XX Baile de Carnaval das Casas do Frias

 

Segunda-feira, dia 04 de Março de 2019:

18.30 - Solene Recepção;

19.00 – Récitas dos convidados;
 
19.30 – Teatro-bailinho das Casas do Frias;
 
21.00 – Ceia;
 
22.00 – Abertura do Baile;
 
24.00—Encerramento, ao Hino da Maria da Fonte.
 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Espectáculo de Equitação

 

 
Gonçalo Madeira de Bettencourt Botelho de Gusmão
 
Quinta do Vento, 02 de Fevereiro de 2019 - Festa das Estrelas

sábado, 26 de janeiro de 2019

VIII Caravana à Casa de Mouronho


 
A todos os que cooperaram em mais esta etapa do restauro do Paço de Mouronho e participaram das suas vivências, o nosso reconhecimento.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Visita aos Presépios e Madeiro de Natal

 


29 de Dezembro de 2018, Véspera da Sagrada Família,
Casas do Frias:

18.30 – Visita ao Presépio Grande;

19.00 – Concerto de Natal;

19.30 - Ceia ao Relento, com carne de vinha d’alhos;

21.00 – Serenata, visita aos Presépios da Casa e calzins.

Tempo das Missas do Parto na Madeira






sábado, 15 de dezembro de 2018

Valores e Tradição comemora Rainha de Portugal

 
No dia 08 de Dezembro de 2018, dia da Imaculada Conceição, Rainha de Portugal, como já é tradição, reuniram-se os ilustres associados do Movimento Açoreano Valores e Tradição, ao Almoço, na Baixa de Ponta Delgada. Este ano foi seu orador o dinâmico actor Mário Sousa, o qual brindou os presentes com uma reflexão muito apreciada.

 "Num regresso à memória das primeiras civilizações, vemos uma tribo que se reúne na caverna e que, através de um ato teatral retrata o dia, transmite assim valores e posteriormente tradições (daí os rituais de iniciação). De volta aos nossos dias vemos o desaparecimento destes encontros, cujas causas são variadíssimas e estão a levar ao declínio da cultura. A identidade de um povo é a sua cultura. É através desta que se evolui quer individualmente quer socialmente. Cabe a nós alertar e lutar contra esta situação, de modo a preservarmos a herança recebida dos nossos antepassados, sem a qual, hoje, nada seriamos quer como indivíduos quer como sociedade", afirmou Mário Sousa, perante uma plateia de cerca de quarenta membros e convidados.
 
Neste dia, simbolicamente, foi também inaugurado um quadro em homenagem à Padroeira de Portugal.
 



sábado, 24 de novembro de 2018

XII São Martinho das Casas do Frias



Pelo XII ano consecutivo, festejou-se São Martinho nas Casas do Frias, como é regimental, às 9 badaladas do Sábado seguinte ao 11 de Novembro, este ano a 17 de Novembro.

Foi seu Provador o Amigo Aires Gonçalo, anfitrião em serões de Ponta Garça e azeiteiro oficial da Casa. Os trabalhos decorreram até às três da matina, cumprindo-se algumas das  9 rodadas oficiais, que de 9 se faz Novembro ao costume de S. Martinho.

O vinho, que é agora usado nas festas da Casa, foi, como sempre, trazido de Ponta Garça pelo nosso Batoqueiro, Cláudio Medeiros, vinho, uma vez mais, muito apreciado.

Estiveram presentes, além do Provador, este Guardião da Adega; o Pós-Veterano, João Paulo Constância; o Veterano, Frederico Sampaio; o pós-Iniciado, Vítor Gonçalves; o ainda Iniciado, Mário Sousa; o Agitador, Edgardo Madeira; o Batoqueiro, Cláudio Medeiros; e as bonitas Senhoras.

Na Arcada reuniu-se a Irmandade das Crianças, a qual, seguindo os mesmos ritos, em forma breve, provando o vinho servido em laranjada. Foi este ano sua Provadora, a da Casa, Cristiana Botelho de Gusmão.

Esta velha tradição portuguesa festeja a abertura do vinho para sustento da Casa, por mais um ano, partilhando, com vizinhos e Amigos, este momento familiar. PG

sábado, 17 de novembro de 2018

Filhos da Terra recebidos no Paço de Mouronho






Nota à Imprensa do Grupo Filhos da Terra:

"Mais de 250 pessoas encheram a sala da Comissão de Melhoramentos de Mouronho, no passado dia 10 de Novembro de 2018, para celebrarem o 104º Aniversário da Tuna Mouronhense, em que os Filhos da Terra, da Ribeira Chã, foram o grupo convidado para homenagear esta Tuna de Mouronho, concelho de Tábua, Coimbra.
A viagem dos Filhos da Terra iniciou-se por Lisboa, a 8 de Novembro, em que percorreram as principais artérias lisboetas, muito bem acompanhados por Amadeus Dinis da Fonseca e José Manuel Mendonça Lima.
Foi uma oportunidade para conhecerem a Baixa Pombalina e a sua história, passando pelo Hard Rock Café, seguindo-se o Parque das Nações, com uma visita obrigatória ao Oceanário.
No dia seguinte, os Filhos da Terra visitaram o Santuário de Fátima, um local de grande espiritualidade, que permitiu conhecer os principais monumentos e a sua história.
No final deste mesmo dia, os Filhos da Terra chegaram ao Solar de Mouronho, da familia Botelho de Gusmão, onde foram recebidos pelos anfitriões, que acolheram a comitiva açoreana, na sua estadia em Mouronho, acompanhados pelos dirigentes da Tuna Mouronhense, Amilcar Martins, Rui Andrade, Patrícia Ferreira e Rafaela Neves.
Todos os membros dos Filhos da Terra assinaram o Livro de Honra, seguindo-se um Porto de Honra. Aguardava como surpresa inicial um azulejo que iria formalizar a sede simbólica dos Filhos da Terra num dos espaços nobres do Solar de Mouronho. Com este gesto simbólico, os Filhos da Terra passaram a fazer parte da história deste Solar secular e desta bonita terra que é Mouronho.
Foi oferecido pelos Filhos da Terra à familia Botelho de Gusmão e ao Solar de Mouronho, uma Bandeira do Divino Espirito Santo, como agradecimento pela hospitalidade e também como ligação simbólica entre a Ribeira Chã e Mouronho. Esta Bandeira foi bordada manualmente por Goreti Pacheco, membro dos Filhos da Terra, respeitando com rigor a tradição do nosso artesanato religioso.
Nesta mesma noite foram recebidos pelos elementos da Tuna Mouronhense e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Mouronho, António Gouveia, seguindo-se um ensaio geral, coordenado pelo maestro Tiago Mateus, em que participou também o musico e compositor Amadeu Dinis da Fonseca.
Durante a estadia no Solar de Mouronho houve um momento para a exposição da Bandeira do Divino Espirito Santo e oração na Capela, a que se juntaram alguns amigos locais, culimando com o Hino do Divino Espirito Santo. Seguiu-se a plantação de duas roseiras na entrada do referido Solar e a afixação do azulejo no espaço que servirá, daqui em diante, simbolicamente como sede dos Filhos da Terra.
A noite de 10 de Novembro foi de celebração do 104º Aniversário da Tuna Mouronhense. Esta iniciou-se com uma Sessão Solene, na Sede da Tuna, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Tábua, Mário Loureiro, com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Mouronho, António Gouveia e vários outros autarcas do concelho de Tábua, em que também estiveram presentes muitos dirigentes de associações e organizações de Tábua, Arganil e Coimbra. Durante esta cerimónia os Filhos da Terra, assim como Amadeu Dinis da Fonseca, José Manuel Mendonça Lima e Paulo Domingos Botelho de Gusmão, foram convidados pelo presidente da Tuna Mouronhense, Amilcar Martins, a se juntarem à Mesa de Honra, neste momento solene e de exaltação cultural.
No salão da Comissão de Melhoramentos de Mouronho, perante uma plateia de mais de 250 pessoas, decorreu o jantar de aniversário, seguindo-se as atuações da Tuna aniversariante e dos Filhos da Terra, a que se juntou Amadeu Dinis da Fonseca na interpretação do “Tema de Ribeira Chã” de sua autoria. No encerramento das atuações conjuntas subiram a palco o Presidente da Tuna  e os Presidentes da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia para uma troca de lembranças. Os Filhos da Terra receberam várias lembranças de Tábua, Mouronho e da Tuna e ofereceram um prato comemorativa do aniversário, em loiça da Lagoa. Ficou o convite, por parte do presidente dos Filhos da Terra, José Pacheco, para que em Julho de 2019 a Tuna Mouronhense visitasse a Ribeira Chã e a ilha de São Miguel. Este convite foi prontamente aceite e deverá contar com os apoios da Câmara Municipal de Tábua e da Junta de Freguesia de Mouronho.
Antes do regresso a Lisboa, a comitiva açoreana passou por Coimbra com o acompanhamento e apoio do presidente da Junta de Freguesia de Mouronho, António Gouveia e do dirigente da Tuna Rui Andrade.
 
A viagem dos Filhos da Terra ao continente português terminou como começou, em Lisboa. Foi o momento de visitar alguns locais da Baixa Pombalina, assim como toda a zona histórica de Belém, antes do regresso à Ribeira Chã."