Mostrar mensagens com a etiqueta Escuteiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escuteiros. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Aventura do Escutismo.

Enquanto se prepara o acampamento anual das crianças para este fim de semana, na Vila, lembrei-me que há, de facto, coisas boas. Ocupamos demasiado do nosso tempo a pensar nas desgraças que nos rodeiam, naquilo que já não vale grande coisa, ou que ainda não é como deve ser, esquecendo, ou não dando o verdadeiro realce, ao que continua a ter um papel essencial na nossa comunidade.
O propósito de ultrapassar o que parece impossível, desenvolvendo no escuta a confiança, em si e nos outros, que lhe ensina a desembaraçar-se das dificuldades, utilizando os meios de que dispõe, assim como a grande escola da natureza, cuja linguagem disponibiliza um conjunto de valores, são dimensões que o escutismo continua a aprofundar em muitas crianças e jovens de hoje, também aqui, nestas nossas ilhas, apontando um caminho ético, intelectual e físico.
Como Lord Baden-Powell of GilWell, o fundador, deixou escrito, em jeito de mensagem, quando, em 1941, procurou o Criador: “Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz. O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros.”
Veio-me à saudade o agrupamento 114, em Angra. Lembrei-me do conforto de espírito de estar materialmente em condições simples, de quão rica é a natureza na sua espontaneidade, embora cada vez mais distante. Dei por mim entre os quilómetros que separam a Lagoa do Ginjal da cidade, e, esta, da Lagoa do Negro. Deparei-me entre o desafio do cume do Pico e o sossego que a noite corvina empresta ao Caldeirão.
E, ao longe, o ritmo dos tambores cadenciando o brio das fardas. Ou o fogo, ou a água, ou o sereno, ou a riqueza das coisas simples.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Alerta Lobito!

Com a velada de armas se inicia a vigília que antecede de véspera a Cerimónia das Promessas. Dos mais velhos aos mais novos, assim é, desde logo, com os pequenos Lobitos.
É um momento de preparação e oração, com uma névoa de feliz ansiedade que só conhece quem se fardou dessa grande escola de vida e de serviço.
E assim chega o grande dia: “Prometo pela minha Honra e com a Graça de Deus fazer todos os possíveis por cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria; auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias; e obedecer à Lei do Escuta”.
Assim, Sábado, dirá também o Francisco. E, daqui, ao longe, a essa hora no Coro Alto da Matriz de São Miguel Arcanjo, ensaiando o soleníssimo Ave Verum de Mozart, para a Festa do Sagrado Lausperene, que em boa hora quis o novo e dinâmico Prior restaurar, desses suplicantes acordes, estará com ele o seu orgulhoso padrinho, crente nas crianças felizes que crescem no dever de tornar o mundo feliz. Sempre Alerta!