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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O que já fomos...

"Dali em diante, a tarefa foi árdua e prolongada, a avaliar pela enormidade da obra e pelo número de operários em acção: cerca de 45 000. Vieram de Itália pranchas de nogueira para os caixotõs da sacristia e do coro; angelim do Brasil, destinado a portas e janelas. Pero Pinheiro, Sintra e Loures deram mármores para colunas, vergas e peitoria. A França, a Itália, a Belgica e a Holanda contribuiram com estátuas, sinos, carrilhões, baixela do Convento, luminária, indumentária e torêutica eclesiástica de inexcedível e primoroso trabalho..."

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O progresso com elegância.

Lisboa está diferente. A tal ponto que os transportes públicos já não são puxados por animais. É verdade. Reconheço. A novidade não está no facto dos transportes públicos agora serem a motor. A novidade é relembrarmo-nos, de quando em vez, desses bucólicos tempos, em que o ritmo da vida era proporcional à velocidade dos transportes de então. Hoje é um bom dia para pensar nisso. Há exactamente 176 anos, a 26 de Novembro de 1832, era inaugurado, em Nova Iorque, o primeiro carro de transporte público puxado a cavalo. Hoje, ao chegar à velha capital do grande Império Português, lembrei-me de que a velocidade e a pressa não são sinónimos de paz e de felicidade. Quão bela é a velha Lisboa!