Mostrar mensagens com a etiqueta Presépios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Presépios. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Um Santo Natal.
Celebramos o nascimento do Senhor Deus, feito Menino.
O tempo dos presépios. Ainda bem que estão de volta. É verdade que nunca desapareceram do calor das casas tradicionais: no centro do esplendor dos velhos salões solarengos ou na candura das rústicas cómodas campestres, a graciosa representação do nascimento do Deus Menino nunca perdeu o seu lugar. Porventura foi esquecido, por imitação ou acanhamento, nas assoalhadas em que as modas são ditadas, à classe média, através do aparelho mágico.
Ainda bem que os presépios estão de volta porque são a melhor representação do Natal.
É óptimo que nós sejamos pela Paz, sobretudo se a Guerra, Graças a Deus, está a milhas daqui. É óptimo que as crianças, nestes dias, recitem encantadores poemas sobre os desfavorecidos, que bem padecem do outro lado desta individualista aldeia global. É belíssimo aproveitarmos a época e os dias de repouso para tirarmos tempo para nos reencontrarmos com a família e os amigos. É encantador lembrar aquele velhote barbudo e sorridente, outrora vindo pela chaminé, hoje, a bem dizer, em muitos casos pelo exaustor, com o seu ar triunfante e vitorioso, como a cultura americana.
Para os mais distraídos comemorar-se-iam cem ou duzentos anos de Pai Natal, cinquenta ou sessenta de bolo-rei ou vinte ou trinta de compras ao metro. Mas pouco significará o Natal quando for apenas o espaço de tempo que vai do dia das montras ao dia das compras, ou da noite da comida à do populacho das Avenidas. Com o mérito que cada uma destas facetas tem, enquanto festa social e até dinamização destas nossas Ilhas, nenhuma delas, nem as tantas outras, pode substituir o Natal.
Hoje os presépios voltaram donde tinham sido arredados e isso é um bom sinal. Claro que voltaram tão ao jeito dos nossos dias: porque são vendidos às caixas sobre caixas, entre prateleiras de bacalhau, em réplicas com o toque final dos nossos irmãos chineses, em modelo pronto a armar.
Mas, mesmo assim, ainda bem. Ajudam a lembrarmos a razão da festa: o nascimento de Cristo.
Mas o Natal não é apenas memória, é sobretudo uma celebração.
Uma celebração de Fé.
Nasceu um Menino: Deus fez-se Homem entre os homens.
Crentes ou não crentes, nasceu para todos. O Natal é única e exclusivamente a celebração do nascimento de Cristo. Com todos os adornos que embelezam a festa e até a nossa vida.
Talvez por isso o melhor voto que se possa fazer nesta Festa seja tão só: Um Santo Natal.
Com o respeito que quem não crê nos deve merecer, a absoluta convicção e a alegria do privilégio da Fé é a humildade do reconhecimento da pequenez humana face à grandeza de Deus. Quão mais triste não será acreditar que o homem é o senhor de si mesmo, o maior no cosmos e na ciência, e, de um instante para o outro, faltando o sopro da vida, a magnitude da inteligência e a importância de si mesmo ficam reduzidos a carne putrefacta abandonada à lama submersa da sepultura.
Quão grande é o Dom da Fé: a alma, mais humilde e mais recatada que a razão, mas outrossim, destinada à Glória da Vida.
O Natal é isso mesmo: a festa da Vida. Da Fé na presença de Deus entre os homens.
Simbolicamente, os Meninos de loiça regressaram às nossas casas. Simbolicamente, regressemos nós também à Casa do Menino. A noite de Natal é noite de celebração. Claro que Ele também faz casa sua em cada coração, mas que seria da ceia de Natal se, ao invés de nos encontrarmos, ficássemos cada um na sua solidão com toda a família no coração? Deixemo-nos de poesias e comodismos. Quem tem Fé tem o dever de a assumir e de a viver em comunhão com os outros, em Igreja.
Que mundo queremos afinal para os nossos filhos?
O mundo da futilidade, por mais que seja disfarçado, é inócuo, triste e infeliz.
Quem tem Fé não sinta vergonha de apontar para o Menino que nasceu e nessa ternura reconhecer o próprio Deus.
A estes o Natal significará com certeza a paz consigo próprios, com aqueles que os rodeiam e a verdadeira Justiça com os que lhes estão próximos.
Certamente um Natal bem mais feliz.
Um Santo Natal!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)