sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

domingo, 24 de janeiro de 2021

Domingo de São Sebastião - Patrono da Cidade

Capela das Casas do Frias

Bem diziam os antigos que Janeiro é mês santeiro. Dos mais populares desta quadra pós-natalícia, São Gonçalo abre a época no dia 10, Santo Amaro e Santo Antão intermedeiam, a 15 e a 17, e São Sebastião, o soldado romano invocado contra a peste, tal como aconteceu em Ponta Delgada, nos anos 1523 a 1531, em que a população formulou um voto de levantar um templo maior no local da pequena Ermida da então Vila, quando o flagelo acabasse, é festejado a 20 de Janeiro. Terminada a peste, logo os habitantes de Ponta Delgada tomaram São Sebastião por seu padroeiro, iniciando a construção de uma Igreja maior.
Desde então, o Município encarregou-se de promover as festividades em honra do Patrono da Cidade, com Missa Solene, seguida de Procissão, onde se incorporavam as autoridades, a oficialidade, o senado, uma força militar e, mais tarde, a sua Banda.
Por deliberação de 18 de Janeiro de 1578, pagava também a Câmara, das suas rendas, uma dança e folia na festa do excelso Padroeiro, que grande era a devoção que lhe tinha este povo e a popularidade desta festa entre as gentes da cidade, que, logo na véspera do dia vinte, saíam à rua em descantes, cantando, ao som de violas e guitarras, as conhecidas sebastianas.
E rezam também as crónicas que na característica procissão da Cidade integravam-se 23 andores, entre os quais, por ser Procissão Real, o de São Miguel Arcanjo, e os dos santos padroeiros dos ofícios mecânicos, fechando com o do Glorioso Mártir, profusamente ornamentado, em cujo andor, levado por quatro artilheiros, a mais bela e farta das laranjeiras da época, como hoje, na Capela-Mor.
Percorria toda a cidade, em percurso semelhante ao do Senhor, sendo o venerando soldado efusivamente saudado, com vinte e um tiros de peça, ao passar no castelo de São Brás.
Mas veio a República e vieram as proibições de exteriorização de fé, para não ofender a minoria laica que entretanto foi crescendo como a erva à solta. E lá se foi a Tradição. 
Nas velhas Casas, hoje no 3º Domingo de Janeiro, a laranja, fruta do dia, que outrora era dada aos amigos, quando não mesmo, festivamente atirada, à saída da Igreja, ornamenta o santinho e dá o requintado sabor ao bolo típico da festa que, no recato do lar, a tradição vive e tempera a vida e enche a alma, pois que o corpo, em dia de batalha, cá em Casa se fica por umas boas tripas à moda do norte...
Bom Domingo. PG

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Presépios das Casas do Frias

Altarinho da Capela

Capela de São Gonçalo

Presépio do Forno da Cozinha

Presépio da Saleta

Presépio da Sala

Menino Jesus do Oratório

Lapinha das Miniaturas

Presépio de Prata (Sala de Jantar)

Presépio das Crianças

Presépio da Gruta no Pátio da Capela

Presépio Africano (Cozinha de Apoio)

Menino Jesus dos Postalinhos dos Amigos

 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Presépios da Casa de São Domingos

Ermida de São Domingos

Presépio da Ermida

Presépio da Sala de Jantar

Presépio da Sala

Presépio da Cozinha

Sagrada Família

 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Paço de Mouronho - Novembro de 2020


O Salão Nobre.

O Jardim do Bispo.

O Pátio dos Fornos.

O Corredor de Coimbra.

Fachada, com a barra a ouro do Brasão da Casa.

O Paço de Mouronho, renascendo passo a passo.

A todos os que contribuíram para mais esta etapa, o nosso agradecimento.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Tempo de Gratidão: E a Direita Brilhou!


Artigo publicado nos Jornais
Diário dos Açores
Correio dos Açores
Açoriano Oriental
(em dia da tomada de posse do novo Governo)

"Escrito o desafio: “Brilha, Agora Direita!”, em dia de I Oitava Eleitoral, sem elogios, nem regozijos apressados, eis que, tendo já a mais ou menos Direita (uns mais, outros menos) subido em palco, é tempo de dar parecer ao I Acto: a entrada em cena. Tempo de gratidão, pois que se era bem mais fácil a direita dispersa semear em vários terrenos, mais difícil era este consenso, pondo cada um de lado a legítima ambição de ficar apenas para si próprio o trigo recolhido. Conhecendo os vários actores em causa como os conheço, os seus diferentes percursos e as suas próprias visões do que significa este lado do espaço político, há aqui um gesto de profunda boa vontade que, como açoreano, interessado na causa pública, só tenho a agradecer.
Manda a isenção de quem está de fora que se reconheça que essa entrada teve algumas hesitações e variações, mas tal, parece-me, só confirma a consciência do acto por parte de todos. Elenquemos pois os responsáveis, a quem aqui fica esta palavra de reconhecimento.
Em primeiro lugar, ao Partido Socialista. Na hora da sua saída de palco, é tempo de agradecer. Com sinceridade. Duas décadas e meia de paz social, de progresso e de obra, a que entenderam possível, apreciando mais uma ou menos outra, a verdade é que a política não pode ser só aspereza e bota-abaixo. O Presidente Vasco Cordeiro e o Presidente Carlos César representam e representarão, com todos os que os acompanharam, uma parte importante da nossa história autonómica, tal como a todos é devida essa gratidão ao primeiro desta nossa história, o Presidente Mota Amaral, e aos fazedores desta Autonomia em outras quase duas décadas.
Mas, claro, aos novos actores, corajosamente unidos. Juntos completam-se numa direita mais plural. No entanto, juntos, sabem também que anulam parte das suas próprias identidades.
Ao Presidente Bolieiro, a cuja qualidade de homem de consensos muito se deve o crescimento do PPD/PSD. Ao Presidente do meu velho CDS, Dr. Artur Lima, cujo belíssimo resultado nas Ilhas Terceira e São Jorge permitiu retirar o Partido do fatalismo de quem lhe deseja mal. Ao meu correligionário monárquico, Dr. Paulo Estevão, que, estendendo a sua dinâmica à Região, com excelentes resultados no Grupo Ocidental, eleva o PPM à sua dignidade original de membro fundador e imprescindível da AD. Ao meu sempre “camarada, Dr. Nuno Barata, lutador aguerrido, que, sabendo dar o toque açoreano à sua Liberal Iniciativa, venceu e viveu, livre e em Paz, o primeiro desafio eleitoral. E acrescento aqui os do nosso lado que não venceram, mas lutaram, pelo que não devem ser esquecidos, nem aqui nem neste congregar de vontades que o novo tempo reclama: aos que levaram até ao fim o projecto do ALIANÇA, o meu bem haja pela persistência e pela dedicação à causa pública. E, finalmente, sem complexos nem parolos politicamente correctos, aqui vai o meu abraço aos Amigos do CHEGA, os quais, com essa legítima opção, sabem que se atiraram às balas, sem medos nem receios do que pensam deles os que por vezes nem sequer pensam por si.
Bem, mas a terminar, em jeito de Post Scriptum, já que a mim ficará mal usar a sigla PS, um merecido reparo, já que nem tudo são rosas. Ou melhor, nem tudo será culpa “dos rosas”. Então começamos um tempo novo com vícios dos velhos?
Declaração de interesses e amizade: fui convidado por três dos seis partidos à direita do PS para encabeçar a lista por São Miguel. Fui convidado por um dos três partidos da Coligação (não necessariamente coincidentes com os anteriores) para assumir uma Secretaria. Que me perdoem o facto de, com pena, nesta fase da vida dedicada à família e à chegada dos meus ao escritório, não ter aceite nenhum destes honrosos convites. Porém, com toda a estima, isso não me inibe de defender a direita no que nós somos genuinamente. Perfeitos? Longe disso. Defeitos? Muitos. Sovinas, forretas, entre muitas outras coisas piores. Mas relaxados e despesistas é que nunca fomos. Por isso, a terminar a minha gratidão, não posso calar o meu desânimo: então chega a direita (mais ou menos) ao poder para fazer um Governo maior que o do PS? 13 figurantes (indiscutivelmente bons, não nego)? A desculpa é porque se trata de uma coligação? Então se é isso, devolvam já o poder ao PS que me sai mais barato. Vamos ser sérios. Onde está o meu CDS-Partido Popular que me levou a voz e a juventude em prol da contenção? O nosso PPM com o exemplo dos últimos Reis que de tudo abicavam em prol da Nação? E os fiscais do jogo? Iniciativa Liberal? Mais Estado? Brincamos? Chega!? Menos tachos? Vão deixar passar este Governo imenso? A faca e o queijo que têm na mão é só para afrontar comunistas decaídos e pobres sem rendimento ou é para cortar a direito?
Nós, a Direita de sempre, temos orgulho na vossa capacidade de entendimento, mas nunca compreenderemos o vosso papel se afinal tudo isto acabar assim. Ser Liberal será apenas dar uma mão às causas fracturantes da esquerda, pois que para a parcimónia da gestão pública afinal não contam? E gritar Chega será apenas questionar o nosso respeitado povo cigano, por quem nós, os verdadeiramente conservadores, pelo seu apego à causa da Tradição (legitimamente a sua), temos a mais profunda admiração, pois que, afinal, para reduzir tachos muito falaram mas, desculpem-me a franqueza, para nada serviram?
Enfim, profundos parabéns e sentido reconhecimento pela capacidade de consenso, no entanto, amanhem-se o projecto de Governo e os seus aliados: ou sobe ao palco este Governo mais magro do que o anterior, ou termina já o brilho dos que em vão invocaram o nome da direita!
Errar é humano e reconhecer o erro é o mais nobre dos gestos.
E, claro, tarde, mas ainda vão a tempo de emendar o exagero.
Passo, pois, a palavra ao Parlamento. Com a devida e saudosa vénia.
Já não conseguem? Quem vamos despedir? Peçam ao menos desculpa. Foi um erro! Emendem ao menos nos Directores Regionais: metade dos anteriores. E as Secretarias para reduzir até ao fim do mandato para ao menos chegarem ao número com que começou o Presidente Carlos César quando dependia do nosso CDS. Claro, se não tiverem arte, nem coragem, para cortar já a direito… como eu, eterno ingénuo e sonhador, esperava."

Casas do Frias, 23 de Novembro de 2020

Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Na Casa de Mouronho

PAÇO DE MOURONHO - Coimbra (Tábua)

Património da Casa Botelho de Gusmão
(Vila Franca do Campo)

Imagens de António Paiva (Topaiva) - 2020

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Noite de São Martinho


Os copos da Tradição.

 

O Magnífico XIV Provador da Irmandade de São Martinho das Casas do Frias.

O Antigo Provador que produziu e ofertou o precioso Vinho trazido de Vila Franca do Campo.

O Antigo Provador que generosamente produzirá o bom Vinho do Pico para 2021.


O Guardião.

O Irmão Veterano autografando o livro de João Bento Sampaio - Provador Honorário.
 
O Irmão Cartoleiro: excentricidades pandémicas…