domingo, 8 de agosto de 2021
domingo, 25 de julho de 2021
CORO DA MISSA NOVA DO PADRE JORGE SOUSA - Ponta Garça, 18 de Julho de 2021
Aos
músicos e cantores que deram voz e alma ao Coro que solenizou a Missa Nova do
nosso estimado Neo-Sacerdote, Padre Jorge Sousa, também ele nosso antigo e
belíssimo tenor, aqui fica o meu agradecimento. Apesar das máscaras e do
distanciamento, do calor e da extensão da celebração (3h15), aos 60 músicos e
cantores que, empenhadamente, se juntaram nesta Sagrada Causa, a minha gratidão
pela paciência, entusiasmo, colaboração e profunda Fé devolvida ao Criador,
através do canto e da liturgia.
Desde logo ao meu querido Coro de Ponta Garça e ao seu maestro, Sr. Carlos Neto, o qual, dedicadamente, ensaiou os cânticos litúrgicos ao Coro. Do mesmo modo, à dezena das minhas estimadas cantoras de Vila Franca que, simbólica e esmeradamente, veio dar a sua colaboração. Finalmente, a todos os que acederam ao meu pedido de prestarem a sua preciosa ajuda, aqui destacando a Sr.ª Organista e minha Comadre, Prof.ª Ana Paula Andrade; a competente cantora, Prof.ª Rita Andrade; o belíssimo tenor, Dr. Ricardo Botelho, Presidente e Contra-Mestre do Coral de São José; o maestro da Matriz de São Miguel, Sr. Hélio Medeiros, e seu atinado filho, Dr. Rogério Medeiros; a Sr.ª D. Catarina Medeiros Ferreira, bela voz que nos acompanha desde a Missa Nova de Pe. Norberto, já lá vão 21 anos; a segura Sr.ª Enf.ª Sandra Fontes; os meus profissionais compadres, Dr.ª Andrea Vasconcelos e Dr. Frederico Sampaio; o meu querido Cunhado, Prof. Edgardo Madeira, que desta vez até chegou a horas; e, claro, as minhas Senhoras, Esposa e sempre pronta companheira Gisela, e Meninas Cristiana e Isabel, com os seus decididos instrumentos de corda que tanto aprecio. A todos os Amigos que me acompanham nesta missão de muitos anos, quando e onde é preciso, aos que participaram e aos que, por restrições de lugar, desta vez não pude chamar, o meu bem-haja e Deus vos pague. Uma palavra especial ao grande baixo Dr. Vítor Gonçalves, que nos faltou por mau jeito no pé, desejando-lhe rápidas melhoras. E porque os últimos são os primeiros, aos Seminaristas André Andrade Furtado, do Rosário da Lagoa; Leonel Fidalgo Vieira, das Furnas; Fábio de Sousa Silveira, da Candelária do Pico; e ao nosso Afonso, desta cidade e do nosso Conservatório de Ponta Delgada.
Esta celebração abre-se com uma peça solene de Órgão, enquanto o sacerdote caminha para a Igreja; invoca-se, à maneira antiga, o Divino Espírito Santo, Aquele que, pela Ordenação, trouxe os dons do sacerdócio, com o Veni Creator, em fá bordão, à sua chegada ao templo. Inicia-se, então, o solene cântico de entrada, ”O Cordeiro que foi Imolado” do Pe. António Cartageno. Seguem-se o Kyrie, do Pe. Carlos Silva, o Gloria in Excelsis, do compositor contemporâneo francês, Jean-Paul Lécot, o bonito salmo do seminarista Leonel Vieira, e o imponente Aleluia da Prof.ª Ana Paula Andrade. Ao ofertório, o cântico temático da liturgia do dia (Bom Pastor), “Jesus, Rei Admirável”, também do Pe. Cartageno, intercalado pelo Majestoso Iuravit, do Cardeal Henry O’Conneel (O Juramento de que Deus não se arrependerá). A Consagração pelo Neo-Sacerdote, momento maior da Santa Missa, é antecedida pelo Santo, de Marco Frisina, compositor e Maestro do Vaticano, e seguida, com o celebrante de joelhos, pelo Hino do Santíssimo Sacramento, da velha escola musical micaelense do Padre Serrão, com a percursão identitária das nossas açoreanas filarmónicas. À comunhão, após o Cordeiro de Deus, do Pe. Azevedo Oliveira, o regresso do tema do dia, com “O Senhor é o Bom Pastor”, de António Mário Costa, seguido do sereno e belo “Quem Comer deste Pão”, da Prof.ª Ana Paula Andrade, acompanhado de Violino e Violoncelo, tal como se fizera no Aleluia, encerrando-se com o festivo Tollite Hostias, de Camille Saint-Saens. Após agradecimentos, ofertas, poemas e outras variedades, regressou-se à Sagrada Liturgia com o canto do Te Deum, de Bordese, seguindo-se o Tantum Ergo, gregoriano, em português, encerrando-se a celebração com o Ecce Sacerdos “Novus”, melodia do Pe. Abel Alves, e, às despedidas, o popular “Salvé, Salvé, ó Eleito de Cristo”, de C. Costa, regressando a improvisada orquestra, em toque de Hino.
O repertório procurou promover a música litúrgica contemporânea, assim como a tradição musical diocesana, dentro das normas estabelecidas pela Sacrossantum Concilium, vanguarda das disposições litúrgicas emanada do Vaticano II, a qual nunca é demais reler, estudar, interiorizar e praticar:
“A
tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede
todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado,
intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da
Liturgia solene. A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais
intimamente unida estiver à acção litúrgica, quer como expressão delicada da
oração, quer como factor de comunhão, quer como elemento de maior solenidade
nas funções sagradas.
O
sagrado Concílio, fiel às normas e determinações da tradição e disciplina da
Igreja, e não perdendo de vista o fim da música sacra, que é a glória de
Deus e a santificação dos fiéis, estabelece o seguinte: A acção litúrgica
reveste-se de maior nobreza quando é celebrada de modo solene com canto, com a
presença dos ministros sagrados e a participação activa do povo. Guarde-se e
desenvolva-se com diligência o património da música sacra. Promovam-se com
empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum».
A Igreja
reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá
este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro
lugar. Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia,
na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito
da acção litúrgica. Promova-se muito o canto popular religioso, para que
os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas
próprias acções litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam.“
Ao nosso bom Amigo, Padre Jorge Sousa, agradecendo, em nome da nossa Família, a honra e a alegria deste modesto serviço à Santa Igreja, mas que procuramos fazer no melhor que pudemos e soubemos, os votos de muito sucesso na nova e difícil missão de levar Deus aos homens e os homens a Deus.
Ponta Delgada, Casas do Frias, 25 de Julho de 2021
Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Noite de São João 2021
quarta-feira, 9 de junho de 2021
O nosso Senhor França
À hora de Almoço, bateram-me à porta de Casa, aqui no Frias. Pelo toque, era o Senhor Serginho, mas em som mais acelerado e decidido. Percebi que era algo importante. Quando cheguei à varanda, pensou um pouco, deixou primeiro o silêncio falar e só depois concluiu, com tristeza: “venho comunicar-lhe o que soube há pouco”. Não precisei ouvir mais nada…
Desde o Sábado do Senhor Santo Cristo que o nosso comum Amigo, Senhor França, nunca mais cá aparecera. Despedira-se, aliás, nesse dia, com a refinada educação que transportava consigo, mesmo nos dias de menor fortuna, desejando uma Santa Festa do Senhor e até Domingo, se Deus quiser. Estava mais tristonho, mas isso dava-lhe às vezes. E era natural. A má cabeça condenara-o a uma vida de sofrimento. Mas passava-lhe. E acabava por regressar com boa disposição.
Por sinal, era muito devoto do Senhor Santo Cristo. A última gentil oferta que me fizera fora precisamente um bonito prato da Veneranda Imagem, o qual eu já tinha posto na Sala do Consultório, com Fé no Sagrado Representado e orgulho no dedicado gesto, para lhe mostrar quando ele regressasse. Mas afinal, sem o sabermos, após muitos anos de Amizade, simbolicamente, este Sábado do Senhor Santo Cristo era mesmo o último dia em que nos encontraríamos aqui pelo mundo terreno.
Luís António Fernandes França, nascido a 21 de Setembro de 1966, no seio da elegante Família França desta cidade, ligada à fundação da velha Casa de Américo França, antecessora da loja Gil M. Teixeira, já fora estudante, cumpridor do serviço militar e colaborador dos jornais da praça, mas foi-se deixando decair e vivia já sozinho, pela Calheta, alheado do mundo, embora sempre atento às actualidades políticas da terra e às coisas de Deus. Conheci-o já no meio das suas aflições da vida. Passou a ser um frequentador habitual das nossas Casas, o que muito me honrava. Nem lhe fazia qualquer favor, pois nos dias de Festa era, pela sua cultura tradicional e educação natural, uma boa companhia. Havia até celebrado solenemente os seus 50 anos aqui nas Casas do Frias com a honrosa presença do Cónego Constância, que lhe dedicava Amizade, caminhando agora para os 55 anos, os quais não completou por cá, tendo partido para a Terra dos Vivos na passada Sexta-feira, dia 04 de Junho, sendo sepultado no Sábado, dia 05, no Cemitério de São Joaquim, na campa 105 do talhão norte (7ZA), à qual hoje acorri, na habitual saída após o Almoço, a prestar-lhe a minha última homenagem e rezar por sua alma.
Já tinha estranhado ele não ter aparecido no Domingo do Espírito Santo, como era tradição. E nunca mais cá aparecer. Hoje, quando este nosso Senhor Serginho me disse que vinha dar uma notícia, pressenti logo que fosse isso. A vida mete-nos respeito. Isto, de facto, é tudo tão estranho…
Deus o tenha, que bem merece. Tinha essa má cabeça, mas um grande coração. E uma esmerada educação à moda antiga. Era mesmo um Amigo! Nunca fiquei mais pobre por qualquer miséria que lhe tenha dado, mas hoje ele deixou-nos, a mim, à minha Casa e àqueles que a frequentam, muito mais pobres…
Senhor
França, bom Amigo, até à Eternidade, se Deus quiser. Em qualquer dia, que aí é
sempre Domingo…
(Foto das Sopas do Espírito Santo das Casas do Frias - 2017)
sábado, 5 de junho de 2021
Restauros nos Recantos da Casa de Mouronho
quinta-feira, 3 de junho de 2021
domingo, 30 de maio de 2021
Visita Régia a São Miguel
Jardim José do Canto
Casa dos Senhores Condes de Albuquerque
(Fotos gentilmente cedidas pelo Confrade Dr. José de Almeida Mello).
Capela da Casa de Mouronho
30 de Maio de 2021. 17h00 - Toque das Trindades.
Órgão: Gonçalo Botelho de Gusmão.
sábado, 29 de maio de 2021
No Paço de Mouronho
De regresso à velha Casa, com a porta aberta e mesa posta aos Amigos que em dia de Domingo queiram dar um passeio à bucólica Aldeia de Coimbra.
segunda-feira, 24 de maio de 2021
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Agradecimento da Senhora e Convite ao Divino
domingo, 16 de maio de 2021
À Festa do Senhor São Miguel
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Bendizemos o Teu Nome
domingo, 9 de maio de 2021
Registo do Senhor Santo Cristo dos Milagres
segunda-feira, 3 de maio de 2021
José Miranda Gusmão de Medeiros (1933-2021)
Faleceu o meu único primo-irmão pelo lado paterno que ainda pertencia ao mundo dos vivos, por coincidência, que sempre achei engraçada, nascido no mesmo dia do que eu, 03 de Setembro, embora 41 anos antes de mim, em 1933.
Era filho do meu saudoso tio Jacinto Gusmão de Medeiros (1904-1989), Chefe da Secretaria Judicial do Tribunal de Vila Franca do Campo, e de sua esposa, D. Ângela Miranda de Mendonça (1910-1999).
Ingressou na Faculdade de
Direito da Universidade de Coimbra, em 1952, tendo completado a sua
licenciatura em 1957.
Foi então Delegado do Procurador da República e, depois, Juiz de Direito, em diversas comarcas do continente. Em 1986 tomou posse do cargo de Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Évora e posteriormente da Relação do Porto, sendo depois Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, cargo que exerceu até se jubilar.
Residia em Coimbra. Deixa dois filhos: Maria Leonor Duarte Miranda de Gusmão, Juíza de Direito, e Ricardo Duarte Miranda de Gusmão, Médico, Psiquiatra e Doutor em Medicina.
Aos seus filhos e às suas irmãs, minhas estimadas Primas Maria Helena Miranda Gusmão de Medeiros, Maria Olga Miranda Gusmão de Medeiros, Eduarda Natal Miranda Medeiros de Gusmão e Leonor Miranda Medeiros de Gusmão, a manifestação pública do nosso pesar.
Faleceu este fim-de-semana, naquele que, em circunstâncias normais, teria sido o tempo da Festa do nosso São Miguel, em Vila Franca, por coincidência num tempo Solene, tal como o nosso Avô havia falecido no Domingo do Senhor da Pedra e o meu Pai partiu em dia de Fiéis Defuntos.
Que descanse em Paz.
segunda-feira, 26 de abril de 2021
domingo, 18 de abril de 2021
Do Paço de Mouronho - Coimbra
Foi tempo de regressar aos
recantos desta nossa Casinha, cujas solenes ruínas tanto me encantam. A peste
obrigou-me a dela me desapartar por cinco longos meses. Mas a velhinha,
pacientemente, sem se ofender, chorando apenas alguns merecidos pingos do
telhado, ali nos aguardou. Afinal cinco meses para ela são tempo bem singelo
para os seus cinco serenos séculos de história.
Eu ajudo-a a prolongar-se genuína na cadência do tempo e ela ajuda-me a perceber a insignificância da nossa existência individual: somos apenas mais uma pedra no curso da História.
E ali, acompanhado dos nossos guardiões da Casa, deixo o meu Menino, de volta à Coimbra da Velha Academia. Assim, regressado a este meu velho torreão do Frias, nesta Santa Ilha do Arcanjo, continuo também por essa áurea de candura que a envolve e embeleza...
PAÇO DE MOURONHO - COIMBRA
(Património da Casa Botelho de Gusmão - Vila Franca do Campo) Imagens de António Paiva (Topaiva), de 14 de julho de 2020, em boa hora encontradas no Youtube, pela minha estimada Irmã, Cármen Gusmão Fins.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Páscoa 2021: Uma Semana Santa ao Serviço do Canto Litúrgico.
Aqui fica um pouco destes dias
vividos com o meu bom Compadre Padre Norberto e o esmerado Coro de Nossa
Senhora de Fátima, membro do nosso Grande Coro de São Miguel. A todos os que
pacientemente colaboraram e à jovem e repleta comunidade que tão amavelmente
nos recebeu, o meu profundo obrigado.
Seja tudo para Glória de Deus e o bem da Santa Igreja!
sábado, 27 de março de 2021
Cantar a Semana Santa
A convite do nosso Compadre, Reverendo Padre Norberto Brum, estaremos esta Semana Santa com o Coro de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, o qual também sempre participa connosco quando sai o Grande Coro de São Miguel. Repertório simples e Solene. Conforme costumo fazer, os ensaios são 1h15 antes de cada Celebração, aqui ficando o convite, como sempre, a quantos nos queiram acompanhar nesta Semana Maior de 2021:
Domingo de Ramos: 12h00 (Ensaio às 10h45);
Quinta-Feira Santa: 20h00 (Ensaio às 18h45);
Sexta-Feira Santa: 15h00 (Ensaio às 13h45);
Sábado Santo: 21h00 (Ensaio às 19h45);
Domingo de Páscoa: 12h00 (Ensaio às 10h45).














