Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

O XII Baile de Carnaval das Casas do Frias

Ao som de Strauss se abrem, à Meia-Noite, os velhos bailes de Carnaval. Daqueles que se propagavam nas velhas casas da cidade, antes que a aurora do século XX invadisse a tradição com o omnipresente toque do colectivo.
Melhor novidade trouxe ao Carnaval a complexidade das composições da nossa velha Terra de Vera Cruz, em que músicas cheias de ritmo, com alegres acordes, ainda que muitas vezes peculiarmente menores, dão vida a letras de vidas sofridas, em um dia no ano teoricamente aliviadas...
Mesmo assim, quão mais belo é o nosso Entrudo, ainda que ao som de samba, por não servir de fuga à vida, mas de sua parte feliz.
Ora também nas Casas do Frias, pelo 12º ano consecutivo, com traje de Gala ou Fantasia, é o Baile iniciado à Meia-Noite, antecedido de Ceia com as iguarias próprias, logo após o peculiar Teatro-Bailinho, que, com a prestimosa ajuda das crianças, traz, em rima, à boca de cena, as verdades do ano de alguns convidados mais incautos, até que em Coro encerre:

“Nesta festa sem idade:
Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade,
Só na Rua do Frias.”

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dos Amigos ao Entrudo

É tradição bem açoreana. Nas quintas-feiras que antecedem o Carnaval, cultiva-se a amizade e a boa disposição durante a tarde; em uma, os amigos; em outra, as amigas; na próxima, os compadres; e, a terminar, as comadres.
O anoitecer é dedicado aos serões, onde se louva a amizade e se degustam as bebidas e os doces típicos da época, sejam malassadas, bombas ou coscorões. O importante é que quinta-feira, das quatro que caminham para o Domingo Gordo, é dia de assalto. Por isso, casa de traça que se preze tem um salão grande para que ao assalto não falte o baile. Ao baile, como é bom de ver, vão amigos e amigas, compadres e comadres, que a tarde já se foi e a noite faz-se com todos. Sadiamente, pela madrugada dentro. E o povo, que não é de bailes, também festeja. De forma mais simples, mas, nem por isso, menos genuína. E enquanto restarem três amigos numa Adega, quatro amigas numa Sala, ou um baile em casa própria, aí está a tradição. Pronta a reflorescer quando tudo serenar...

É tradição muito nossa,
Que em quinta antes das comadres,
É dia para que se possa
Reunir nossos compadres.

Vivam as Comadres,
Em dia de Quinta-feira,
Já lá foi a de compadres,
Já lá vem a Terça-feira.

Comadre melhor não há-de haver
Que não seja enfermeira,
Ou que saiba então reger,
Ou que mande na prateleira.

E outras também o são,
Qual irmã logo em Algés,
Ou na Canada, outra então,
Ou a Santo Amaro, grandes mulhés.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Baile

Ao som de Strauss se abrem, à Meia-Noite, os velhos bailes de Carnaval. Daqueles que se propagavam nas velhas casas da cidade, antes que a aurora do século XX invadisse a tradição com o omnipresente toque do colectivo.
Melhor novidade trouxe ao Carnaval a complexidade das composições da nossa velha Terra de Vera Cruz, em que músicas cheias de ritmo, com alegres acordes, ainda que muitas vezes peculiarmente menores, dão vida a letras de vidas sofridas, em um dia no ano teoricamente aliviadas...
Mesmo assim, quão mais belo é o nosso Entrudo, ainda que ao som de samba, por não servir de fuga à vida, mas de sua parte feliz.
Ora também nas Casas do Frias, com traje de Gala ou Fantasia, é o Baile iniciado à Meia-Noite, antecedido de Ceia com as iguarias próprias, logo após o peculiar Bailinho, que, com a prestimosa ajuda das crianças, traz, em rima, à boca de cena, as verdades do ano de alguns convidados mais incautos, até que em Coro encerre:
“Nesta festa sem idade:
Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade,
Só na Rua do Frias.”

quinta-feira, 5 de março de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dia de Entrudo.

Já lá vem dia d’Entrudo. Por ora, Domingo Gordo. À tarde, malassadas, croscrões, bombas e fatias douradas dão às mesas postas a razão do nome. Lá fora, mafarricos à solta, crianças disfarçadas, adultos transfigurados, só eles dão brilho às ruas, nestes dias de euforia.
E terça-feira, a cera colorida, quebrada ou esmagada nas calçadas da cidade, denuncia que, mesmo ali, o Entrudo foi a sério. Não é zona segura, pois, atrás da varanda donde partiu, outras mais lá estarão ansiosas por saltar.
Este é o nosso Entrudo: o melhor dos Carnavais. Claro que também há outros que na sua terra têm fulgor, mas quando importados perdem o brilho.
Duas das manifestações muito destas nossas ilhas são os bailes, na do Arcanjo, e as danças, na de Jesus Cristo. Na Terceira, é o povo comum quem faz de modelo, sobressaindo nos palcos, no seu jeito de ser e maldizer, misturando nas plateias todas as classes e gentes. Em Ponta Delgada, o modelo parte de cima, mas a beleza está na forma engalanada como cada um se apresenta – no vestir, na dança ou no estar – paramentando todos de igual toque aristocrático, sem olhar à idade ou ao meio social. Ambas as tradições não têm paralelo nas paragens mais próximas. A terceirense mais antiga. A micaelense do início da modernidade. Ambas da vontade genuína deste povo, de provar que é capaz. Na Terceira, daqueles que à volta das colectividades puxam pelas suas freguesias. Em Ponta Delgada, do povo que, a pulso no comércio, formou a nova elite micaelense do século XIX, que trouxe à cidade o toque cosmopolita e europeu que ainda hoje a envolve.
Em ambas, há um fenómeno que envolve as massas e dá um timbre muito próprio ao Carnaval açoreano. Certamente uma boa rota a promover. Para visitantes de gosto.