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quinta-feira, 2 de abril de 2009

O exemplo britânico.

Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Desordem social?

Intitulado Educação Bestial, aqui fica um recomendado artigo de E. Madeira:
"Embora tal não seja por amiúde explicável aos “paisanos” – como António Lobo Antunes aos comuns mortais, asnos, chama – o mesmo ser anormal, escritor superior, mais uma vez, e já mais provavelmente a última, anunciou que já não deverá sentir mais a metafísica, ou mesmo física, gana de escrever. Que já terá, basicamente, exprimido o que tinha.
Tal, embora contra ambas as vontades, conduz a emparelhar com a outra besta viva, que é Saramago – nome não de origem; não como, de origem, foi deitado ao mundo por “camponeses sem terra”. No fim, ambos os seus corpos serão baixados ao chão. Ainda que, higiénica ou ecologicamente, optando para a incineração de seus restos, algum pó, que se respira, sempre descerá. Isso porque, enquanto por cá, seus estros (junto com suas carcaças) bem alto ergam.
Como das suas heranças, em volumes, não como leve pena sobre o mundo pesará, alguma coisa convirá ir aditando. Por exemplo: a linhas tantas do seu Intermitências da Morte, com os habituais trajes exteriores de sabedoria, vem a referir que da divindade, antigamente, se dizia que era omnipresente… Como que coisa, para todos, passada, portanto.
Por mais rígida e obtusamente tecido mundo de utopia em que quase se creia – não religiosamente – haverá que convir que, em algumas partes do mundo, ainda persistem algumas crenças de divindade… E que, para algumas destas menosprezadas pessoas, ajunta-se a crença de que em toda a parte presencia o mesmo Divino…
Ficção, literatura, portanto. Liberdade, portanto. Pregação, portanto.
Como é sabido, por toda a parte da obra de Saramago está presente a divindade… Na sua negação, portanto.
Outra questão será a de estas mais modernas, contemporâneas, arejadas obras estarem a instalarem-se nas leituras obrigatórias de Escola, comodamente.
Já não choca O Amor de Perdição. Já não é consentido atingir qual susceptibilidade a reprodução de o A Origem do Mundo, de Courbet, enormemente em capa, para captação de qualquer distraído que por uma montra passe. Já explicita os seus avanços a disciplina de Educação Sexual.
A Educação anti-Moral ou, pelo menos, anti-Religiosa é que ainda se encontra numa fase subtil de doutrinação e arregimentação de minorias. Mais adiante um pouco, em nome destas minorias já se poderá justificar muito mais…"