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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A noite do Madeiro.

No silêncio que oferece a serena noite, só o estalar da madeira timbra o tempo, aquecendo os cantares ao Menino, num sentimento comum que centra naquele aconchegante fogo a imagem da Luz que Ele trouxe ao Mundo. É essa a tradição do madeiro: o calor, também humano, que rasga a gélida escuridão.
Um Menino nasceu! Começou um tempo novo.
O madeiro do Menino é o símbolo do Sol que nasceu para iluminar todo o homem que vem ao mundo.
Os povos antigos faziam o ritual sagrado do fogo no solstício de Inverno para que o sol voltasse a brilhar com maior intensidade. O povo cristão acende o madeiro para que o Menino nascido volte a brilhar na nossa civilização.
Na Casa de São Domingos, à velha Rua do Senhor, cumpre-se o antigo uso. Ali, no coração da sempre Vila, em Domingo da Sagrada Família, este ano 27 de Dezembro, às oito horas da noite, as chamas da tradição iluminam o tempo que passa.
Em redor do madeiro cantam-se laudas ao Menino, recita-se um conto de Natal, as crianças esboçam poesia e aconchega-se a amizade.
Ao entrar em casa, percorrem-se, em serenata, os recantos em que está representado o afecto do Menino, ornamentado por toda a Casa de três modos, pois que o três simboliza todos: em altares, lapinhas e présépios. E para que não falte o número da perfeição: sete altares, sete lapinhas e sete presépios.
E ao terminar, a partilha de singelas mesas postas com os doces típicos e os calicezinhos, popularmente calzins, aguardando, anualmente, neste dia, a fraterna presença dos amigos à visita do Natal.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Concerto de Natal.

No Sábado anterior ao Natal, este ano 19 de Dezembro, pelas 21 horas, é noite de estrear, com a Banda Lealdade, o repertório para o Natal, num pequeno Concerto, por esta promovido, na Matriz de Vila Franca do Campo com o Coro da Prioral.
Em tempo de Advento, mais do que um Concerto, é uma noite de ensaio geral para o Natal, partilhada com a comunidade.
Após uma primeira parte em exclusivo com a Banda Lealdade, juntam-se as vozes, aos timbres dos sopros, para entoar o "Príncipe do Egipto", com o som puro das crianças; o Puer Natus in Betlheem, em processionário beneditino; a sempre bucólica "Pastoral" de Mendelson; a homenagem à Virgem, com a Ave Maria de Witt; e o "Coro 12" do Messias de Haendel, no velho latim, a fechar o canto na secular Matriz micaelense.
Entre silêncio e elevação do espírito, que palmas na Igreja é euforia já em desuso e o importante ainda está para vir: a Noite de Natal.
O tempo, para os cantores, é assim de participados ensaios, que a Festa está à porta. A Grande Noite tem um encanto especial que ainda mais se aviva quando envolta na vontade de dar corpo à arte dos sons, tão intimamente a ela ligada.
Ao toque festivo dos sinos, o Gloria in excelsis Deo marca-a com a harmonia das vozes e a imponência do Órgão de Tubos, mero rei dos instrumentos, prostrando tons de júbilo ao Rei dos reis. Mas é dali, do Coro Alto, que se percebe que aquele será sempre o melhor palco do mundo, de onde a música se eleva não ao agrado dos homens mas à magnificência do Criador.