segunda-feira, 13 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ao Bom Jesus da Pedra.
Sentado numa pedra, numa das Suas mais trágicas horas, escarnecido pelos homens como pretenso rei dos Judeus, Jesus Cristo é festejado pela Igreja como verdadeiro Rei do Universo.
No Sábado, pelas 21.30, a Mudança leva a Imagem da Igreja da Misericórdia para a mais antiga Matriz da Ilha, onde é acolhida no templo repleto de fiéis, com um grande Coro, constituído pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel, pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada, pelo Grupo Coral de Nossa Senhora da Piedade, e por muitos bons cantores da Ilha que, em jeito de homenagem ao próprio Senhor, juntam o seu canto, num total de mais de uma centena de vozes, acompanhados ao Órgão pela estimada e sempre prestável Mestre, Dr.ª Ana Paula Andrade Constância, e por uma pequena Orquestra de instrumentos de sopro da Banda Lealdade, todos entoando o emblemático Gloria do Padre Vivaldi.
No final da cerimónia, ao Coro trajado com a sobriedade do preto e do vermelho escuro da Paixão, juntam-se as milhares de vozes sentidas do povo que ali acorre, acompanhados, dentro do templo, pelas duas Bandas da Vila, a Lealdade e a União, ficando uma no Guarda-vento da Igreja, outra na Capela da Senhora da Soledade, e pelo centenário Órgão de Tubos, todos executando em conjunto o carismático Hino do Senhor da Pedra, cuja composição é de 1890, do então maestro da Banda Lealdade, Guilherme Cabral, com letra já dos anos 50 do século XX, do Dr. Armando Côrtes-Rodrigues.
No Domingo, a Missa de Festa é ao Meio-Dia, solenemente cantada do Coro Alto, já só com os cantores e músicos da terra, este ano num total de 65 vozes, estreando a Missa de Angelis, na versão polifónica que é actualmente cantada no Vaticano.
E, como manda a tradição, o almoço é para a Família. Para juntar primos de muitas idades, dispersos pela Ilha, que regressam nesse dia à sua Vila de tantas gerações passadas.
Às seis da tarde, como sempre, de há tantos anos, sai então em Procissão a Imagem do Senhor da Pedra, percorrendo as ruas da velha Capital, como naquela tarde de 26 de Agosto de 1956, em que passando a Veneranda Imagem ao canto da nossa Casa, no seu leito, vencido pela doença, partia nosso avô deste mundo. Em Casa um momento sempre lembrado em dia de Festa. Lembrando o nosso natural destino...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Em Festas de Ponta Garça - Ave Maria de Witt
A Imagem, que o povo venera, sai à Rua após a Missa de Festa no 1º Domingo de Agosto, solenemente cantada pelo esmerado Coro de Ponta Garça.
E, no meio do tão vasto programa que acompanha estes dias de Festa, sobra tempo ao silêncio da contemplação da Senhora que carrega nos braços o seu Filho. No encerramento da Festa, em apoteose final, dia 8 de Agosto, às onze e meia, a Imagem sai ao adro, à veneração de milhares de fiéis, rasgando-se o silêncio da noite com a surdina de uma centena de vozes, entre cantores e amigos da terra e da arte dos sons, rezando, pelo canto, a serena Ave Maria de Fr. Witt.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Festas de Sant'Anna 2010
20.30 – Tríduo com Missa cantada.
16 De Julho – Sexta-feira
20.30 – Tríduo com Missa cantada.
21.00 – Mudança das Imagens para as casas onde serão ornamentados os andores.
21.30 – Arraial.
17 De Julho – Sábado
18.30 - Confissões
20.00 – Regresso das Imagens à Ermida.
20.30 – Tríduo com Missa cantada.
21.00 – Homenagem a Sant’Ana pela Banda Lealdade.
Entrega das ofertas para arrematar.
21.30 – Arraial com Concerto pela Banda Lealdade, arrematações, bazar e barraquinha com petiscos, junto à Ermida de Sant’Anna.
18 de Julho – Domingo da Festa
11.30 – Procissão – Sai da Ermida, desce a Rua de Sant’Ana, pelos prédios, e sobe a Rua do Frias.
12.00 – Missa Solene, com pregação pelo Reverendo Pe. Dr. António Saldanha e Albuquerque, oficial da Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano.
19.00 – Arraial.
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A Tradição de Sant'Anna
Dia 18 de Julho, Domingo anterior ao dia 26 de Julho, têm lugar as Festas em Honra da Senhora Sant’Anna. Recuperando tão antiga tradição da Paróquia, com alguns interregnos no século XX, os moradores das Ruas do Frias e de Sant’Ana promovem a festa de Verão da comunidade de São Sebastião.A Ermida de Sant’Anna foi construída, pelo licenciado António Frias, no final do século XVI. Ao seu lado encontram-se as ruínas do antigo Recolhimento construído pouco tempo depois também por António Frias. Ali estiveram os frades agostinhos até à construção do Convento da Graça. Quando dali saíram, o Licenciado Frias e a sua mulher, padroeiros dos Conventos de Santo André e de São João, fundaram então o Recolhimento para os parentes mais pobres. A 10 de Agosto de 1624, Frias escreveu o respectivo regulamento e deixou parte dos seus rendimentos à Instituição, no seu testamento de 21 de Novembro desse ano.
António Frias vivia ao cimo da Rua que lhe tomou o nome, onde hoje está a estátua de José do Canto, construindo assim a Ermida ao lado da sua casa, sendo que nesse tempo não existia a actual Rua de Sant’Anna, aberta apenas após a extinção do Convento dos Jesuítas, nas respectivas terras.
Passados cem anos a Ermida estava decaída e necessitando de alfaias, conforme consta das visitas que lhe foram feitas. Restaurada então nos inícios de setecentos, e porque a Paróquia de São Sebastião estava com muita população, foram encetados esforços para a criação do Curato de Sant’Anna, o que veio a acontecer por Alvará Régio de 26 de Outubro de 1753, embora já tivesse Cura desde 1730.
As festas de Sant’Anna vêm assim de tempos imemoriais, com “uma linda procissão, com arraial e fogo preso, organizada pelos paroquianos da parte alta da cidade”, até à volta de 1910, conforme descreve o anuário Micaelense e apenas com a celebração da Missa Solene e arraial até 1989.
Festejado em Janeiro São Sebastião, o Santo Padroeiro da Matriz, chegados a Julho, os paroquianos subiam à chamada zona alta, ao início só com a Rua do Frias e a Ladeira de Sant’Ana e, já mais tarde, com a Rua de Sant’Anna, para as Festas em honra da Mãe da Mãe de Deus, venerada com grande devoção na sua Ermida.
Festejar Sant’Anna é celebrar o encontro entre Deus e os homens através daquela que gerou a Virgem Santíssima, escolhida para Mãe do próprio Deus, na ternura própria que recai do seu olhar de avó. As Festas são, por isso, um momento íntimo de encontro com Deus; uma demonstração pública da nossa identidade cristã; um espaço privilegiado para reunirmos as nossas famílias nestas Ruas da Cidade; um momento anual de encontro e partilha da nossa comunidade.
O Tríduo, com Missa Cantada, na Quinta, Sexta e Sábado, é o início e a preparação da Festa. Terminado o Tríduo de Sexta-feira, o andor com a Imagem de Sant’Ana com a Virgem Maria e o andor de S. Joaquim vão para as casas dos paroquianos que, esmeradamente, os ornamentam. No Sábado regressam à velha Capelinha do cimo da cidade, para o último tríduo.
Nas noites de Sexta, Sábado e Domingo têm lugar os serões à volta da Ermida, em jeito de arraial, com o típico bazar, a barraquinha dos petiscos, arrematações e os sempre apreciados acordes da Banda Lealdade.
No Domingo, o Dia da Festa, os sinos rasgam o silêncio da manhã, anunciando a saída solene da Senhora Sant’Anna com a Virgem ao colo e o andor de São Joaquim a acompanhá-las. Desce a Rua que tem o seu nome, por entre os prédios, e sobe a Rua do Frias, em sinal de caminhada para a Missa de Festa, centro da vida cristã.
A participação na Festa é a principal ajuda que cada um é convidado a dar, havendo depois muitas outras formas de colaborar: seja com flores; com prémios para o bazar ou para as tradicionais arrematações; ou, para aqueles que o desejam, com a colaboração para as despesas fazendo a sua oferta nos dias da Festa.
Repicam os sinos: cristãos engalanados, gente dessas ruas em volta, crianças tão contentes, vizinhos em festa, todos acorrem à Ermida, despertando, no silêncio da cidade que corre, o seu terno coração de aldeia…
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Convite
Convidam-se parentes e amigos à noite de São João, quarta-feira, 23 de Junho, à Casa de São Domingos, na velha Vila, à típica sardinha, temperada ao barril das Grotas Fundas, a partir das 19 horas e enquanto noite for...
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A Noite de São João.
A água corre da fresca fonte, enquanto as crianças saltam a fogueira que desfaz a escuridão. O cheiro é das sardinhas e os risos são de alegria porque a noite é de festa.
Na velha Casa de São Domingos, em Vila Franca, também se cumpre a tradição, festejando, com cor e alegria, São João, um dos três chamados de populares.
Entre o pôr-do-sol e a alvorada.
A entrada é pelo engalanado portão da antiga Rua do Senhor, aberto a todos, que a Menina Cristiana assim o manda.
E lá fora, na rua, Vila Franca volta a ser, por uma noite, o destino da Ilha.
A azáfama, noite dentro, de forasteiros dispersos; o riso de pipas já vazadas; o canto simples e popularucho de marchas alegres e ensaiadas a rigor; a euforia de repenicadas letras a martelo, cantadas com o afinco de gargantas tão festivas; a beleza da juventude engalanada com preciosas vestes, logo guardadas com o preceito que já nem os domingueiros fatos; barulho; tanta gente a passar; e um precioso silêncio por cima de tudo isto…
Um silêncio que admiro daquele feliz alpendre onde se cruzam o cheiro das sardinhas daquela nossa secular Rua, o toque solene do relógio da Câmara, o fogo-de-artifício quando o há e a saudade dessa noite. Onde se cruzam noites de tantos anos, amigos de tantas noites, e a lembrança dos que já por ali se cruzaram sem que o possam voltar a fazer.
E em Casa, do cimo do alpendre, o São João, em tão mimoso quadro, tão devotado como há anos, há décadas, dependurado naquelas paredes, engalanado a papel colorido, portão a dentro, o São João das fogueiras, das fontes, dos bailaricos e das sortes.
E a sorte é a cadência dos que vão entrando e ali passando, pois que melhor traria São João do que tão bons amigos e gente de sangue tão querida?
E quando tudo serena, do alto do campanário dos Paços do Concelho, o Hino é tocado em alegre outrora despertar, por músicos filarmónicos que assim devolvem a tradição a São João e alegram quantos se mantêm fiéis à Vila até ao dia do Santinho.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
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