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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A nossa Vila e mais os Filhos seus...

27 de Agosto – Sábado

21.30 – Mudança da Imagem do Senhor da Pedra, da Igreja da Misericórdia para a Igreja Matriz, acompanhada da Banda Lealdade e da Banda União Progressista.

22.00 – Te Deum de Perosi, na Igreja Matriz, cantado pelo Grande Coro de São Miguel.
22.30 – Arraial com Concerto pela Banda Lealdade.

28 de Agosto– Domingo

12.00 – Missa Solene, cantada pela Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel.
18.00 – Procissão.
20.00 – Arraial.

29 de Agosto – 2ª Feira

11.00 – Missa Solene, cantada pela Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel.
20.00 – Arraial.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ao Bom Jesus da Pedra.

No último fim-de-semana de Agosto, Vila Franca do Campo volta a ser a Capital. De toda a Ilha acorrem milhares de peregrinos e forasteiros para a maior festa religiosa que ocorre durante o Verão nesta Ilha do Arcanjo.
Sentado numa pedra, numa das Suas mais trágicas horas, escarnecido pelos homens como pretenso rei dos Judeus, Jesus Cristo é festejado pela Igreja como verdadeiro Rei do Universo.
No Sábado, pelas 21.30, a Mudança leva a Imagem da Igreja da Misericórdia para a mais antiga Matriz da Ilha, onde é acolhida no templo repleto de fiéis, com um grande Coro, constituído pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel, pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada, pelo Grupo Coral de Nossa Senhora da Piedade, e por muitos bons cantores da Ilha que, em jeito de homenagem ao próprio Senhor, juntam o seu canto, num total de mais de uma centena de vozes, acompanhados ao Órgão pela estimada e sempre prestável Mestre, Dr.ª Ana Paula Andrade Constância, e por uma pequena Orquestra de instrumentos de sopro da Banda Lealdade, todos entoando o emblemático Gloria do Padre Vivaldi.
No final da cerimónia, ao Coro trajado com a sobriedade do preto e do vermelho escuro da Paixão, juntam-se as milhares de vozes sentidas do povo que ali acorre, acompanhados, dentro do templo, pelas duas Bandas da Vila, a Lealdade e a União, ficando uma no Guarda-vento da Igreja, outra na Capela da Senhora da Soledade, e pelo centenário Órgão de Tubos, todos executando em conjunto o carismático Hino do Senhor da Pedra, cuja composição é de 1890, do então maestro da Banda Lealdade, Guilherme Cabral, com letra já dos anos 50 do século XX, do Dr. Armando Côrtes-Rodrigues.
No Domingo, a Missa de Festa é ao Meio-Dia, solenemente cantada do Coro Alto, já só com os cantores e músicos da terra, este ano num total de 65 vozes, estreando a Missa de Angelis, na versão polifónica que é actualmente cantada no Vaticano.
E, como manda a tradição, o almoço é para a Família. Para juntar primos de muitas idades, dispersos pela Ilha, que regressam nesse dia à sua Vila de tantas gerações passadas.
Às seis da tarde, como sempre, de há tantos anos, sai então em Procissão a Imagem do Senhor da Pedra, percorrendo as ruas da velha Capital, como naquela tarde de 26 de Agosto de 1956, em que passando a Veneranda Imagem ao canto da nossa Casa, no seu leito, vencido pela doença, partia nosso avô deste mundo. Em Casa um momento sempre lembrado em dia de Festa. Lembrando o nosso natural destino...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Irró, ó meu Santo Irró.

É já Domingo, na velha Capital, a festa de São Pedro Gonçalves, chamada de festa do Irró, em alusão ao grito dos homens do mar a puxarem os seus barcos para terra, avenida acima, para serem devidamente ornamentados em homenagem ao Santinho.
Domingo, sai à Rua a Procissão, pelas 15.00, entrando na Igreja de São Miguel para a Missa de Festa, cantada pelo Coro da Prioral Matriz e celebrada pelo conterrâneo Padre Norberto Brum, prosseguindo, por entre magníficos tapetes, de regresso à hoje também sua Ermida que, santamente, divide com Santa Catarina, sua titular, desde que a sua centenária Capelinha, junto à Praia do Corpo Santo, a que deu o nome, foi ao chão, no início do século XX, com o peso do tempo.

Com velas de esperança,
A navegar,
O cais da vida
Buscamos sem cessar.

Ao Porto da Glória
E nas tempestades
Conduz os homens
São Pedro Gonçalves.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"Um mero assento"

Um artigo de BENTO SAMPAIO:
Deveras baralhado com o insólito, apercebi-me que o desgraçado, de mãos atadas, cansado da caminhada, estava rodeado de outra gentalha.
“Tenho sede, tenho fome e tenho medo dos dias e dos vales…”, isso me pareceu ouvir da boca de um homem, alquebrado, sem fala que se lhe ouvisse, sentado numa pedra.
Abeirei-me da criatura, e um semblante sofredor, escorrendo suor farto, dizia bem da sua penosa jornada, de rumo incerto, “quem sois?”, nada me disse, apenas arfava, “claro, estais estafado, bom homem…”, e a resposta do pobretana foi a de menear simplesmente a cabeça – pudera, estava enfraquecido e despojado de si.
Descansava ali numa pedra, depauperado, já se vê, num mero assento que me pareceu ser o contrapeso de um lagar desmantelado. Talvez de alguém que deixara vinha, terra, casa, tudo que tinha, para ir em cata de fortuna fácil nas Américas, pensei.
Mas, ao menos, não teria aquilo que abandonara, um pequeno valor, qualquer coisa que desse para comprar uma pequena casa, para início de vida?
Pois claro, então a terra, pouca que fosse, empoleirada na rocha, a vinha descuidada de anos, o lagar uma boa peça para o museu, nada disso se aproveitaria?
Logo apareceu um outro homem, explicando-me que de nada lhe servia o que os seus de sangue lhe deixaram, “não, meu caro senhor, estou desiludido…”, e eu ainda tentei demovê-lo, “e os filhos, veja lá o que faz…”, mas ele, determinado, “vou seguir esse homem”, e juntou-se a outros, “e nós também”, secundaram.
Deveras baralhado com o insólito, apercebi-me que o desgraçado, de mãos atadas, cansado da caminhada, estava rodeado de outra gentalha, esfaimada de ódio, de sangue, e clamavam vingança, “mas de quê, santo Deus?”, interroguei-me perplexo, que a arraia não arredava pé do seu troféu, “crucifica-o!”, gritavam para um opulento guardião da ordem, “crucifica-o!”, e dali não desarmavam.
Já se percebeu que a minha Vila, diria, lembrou a via crucis, pois que não é caso para se dizer que festejou a afligida andada do Senhor Bom Jesus da Pedra a caminho do Calvário.
Ainda há um mês, na Ponta Garça, O vira no regaço de Sua extremosa Mãe, expondo-se morto aos fiéis viventes, esses derriçados em depravadas cabanas de divertimento, numa louca orgia de berreiro – que pena me fez.
E eu que me gabava das gentes da minha terra, paciência…
Oh, se me lembra de ver passar, à nossa porta, magotes de gente, meia-tarde, atravessando os Tufos, vindos da Ribeira Quente, para assistir à impressionante Mudança, sem aparato, apenas o andor carregando a Imagem do Condenado – só a “Fanfarra Lealdade” e a “União Progressista” suplicavam, em sons cavos, o amparo a todos nós.
E aquele rancho de almas, gente feliz com lágrimas, saudava-nos alegremente, “vamos para o Fogo do Senhor da Pedra!”, e eu perguntava a meu pai, deveras espantado, “que fogo?!” – ai, tão diferente era o amor à terra.
Hoje, o Fogo é outro, majestoso, admirável, de encher os olhos de deslumbramento, é verdade; mas passeamo-nos rapidamente, encurtando caminho, abrindo a direito, derrubando o viço – e para quê tamanhas esteiras de betão – numa ânsia de tudo se ver por fora, sem o mínimo empenho de se mirar por dentro a alma de outra gente que urdiu o belo em obras consagradas, e lá se foi de nossas vistas o campo, a flor e a madrugada.
É óbvio que não faço a apologia do céu brilhado para gáudio de poetas, ou a quimera de Improvisos e Nocturnos, em noites cálidas do imenso estrelado, nada disso.
Agora, com o Verão a ir-se para outras bandas, talvez fosse de bom-tom acalmar os ânimos exaltados, sentamo-nos num mero assento de pedra, e retomar as veredas de algum discernimento, acautelando a beleza dos Tufos, na minha Ponta Garça e a orla costeira ainda intacta, tudo o que o Criador – pronto, Esse ou Alguém por Ele – nos legou.
E agora o meu reparo: não repitam, noutras voltas da nossa Costa, outros atentados como o do Pesqueiro, o da Calheta de Pedro de Teive e de outras enseadas, para que vingasse o delírio de se ter uma Litoral à maneira…
Pois alevá… os banhos de ruralidade puseram-me assim. Coisas minhas, só isso.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

São Pedro Gonçalves.

Com velas de esperança,
A navegar,
O cais da vida
Buscamos sem cessar.

Ao Porto da Glória
E nas tempestades
Conduz os homens
São Pedro Gonçalves.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Irró, ó meu Santo Irró.

É já Domingo, na velha Capital, a festa de São Pedro Gonçalves, chamada de festa do Irró, em alusão ao grito dos homens do mar a puxarem os seus barcos para terra, avenida acima, para serem devidamente ornamentados em homenagem ao Santinho.
Domingo, sai à Rua a Procissão, pelas 15.00, entrando na Igreja de São Miguel para a Missa de Festa, cantada pelo Coro da Prioral Matriz e celebrada por sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom António, Bispo de Angra, prosseguindo, por entre magníficos tapetes, de regresso à hoje também sua Ermida que, santamente, divide com Santa Catarina, sua titular, desde que a sua centenária Capelinha, junto à Praia do Corpo Santo, a que deu o nome, foi ao chão, no início do século XX, com o peso do tempo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Concerto de Natal.

Sábado, dia 20 de Dezembro, pelas 21 horas, a Banda Lealdade fará um Concerto de Natal na Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo, na velha Capital. Uma iniciativa inovadora da mais antiga Banda do concelho de Vila Franca e de uma das mais antigas da Ilha, fundada em 1867.
Pela ideia estão de parabéns a sua dinâmica direcção e o seu presidente, Carlos Medeiros. Por esta e pelo Concerto que certamente terá a qualidade a que a Lealdade já nos habituou, muito se deve ao seu competente Maestro, Carmino Melo, músico da Banda Militar, feito artista, de criança, nos bancos da centenária Banda.