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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Quaresma micaelense.

As cinzas, que nos foram impostas, simbolizam o dever da conversão, a mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. "Lembra-te ó homem que és pó e que em pó te hás-de tornar", como celestialmente as crianças enchem a Igreja com o canto feito para elas.
Assim se inicia a Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, pois que os Domingos não são nela incluídos.
Pelas ruas, as romarias estão por toda a Ilha, timbrando, em toadas de Ave-Marias, adros e vielas. De cajado na mão, aí vão, percorrendo a Ilha do Arcanjo. Como sempre. Desde o tremendo terramoto de 1522, que nos levou a velha Capital e milhares das suas vidas. Para que tragédia assim não nos assole semelhante. Em cada fim-de-semana uns saem, outros regressam.
Os que ficam também oram. Porque de oração se faz a Quaresma. A mais Solene de todas é o Lausperene. Louvor eterno. É tradição bem antiga, nestas nossas Ilhas, a Exposição Solene do Santíssimo Sacramento no mais alto lugar do templo, no trono da Capela-Mor, o qual ficava tapado, com damasco, no resto do ano, só se abrindo nesta Festa, ornamentando-se a preceito a Igreja, com as aromáticas flores próprias da época e as luzes cintilantes de lamparinas e velas fervorosamente a arder.
Na cidade de Lisboa, o Santíssimo Sacramento está exposto à adoração dos fiéis desde 1556, por instituição do seu arcebispo, D. Luís de Sousa, ininterruptamente, percorrendo, por escala, as diversas igrejas da cidade, por quarenta e oito horas.
O Lausperene, originariamente com a duração de quarenta horas, em memória do período que o corpo de Jesus esperou no túmulo pela vitória sobre a morte, na nossa tradição cingia-se a uma noite, ou, em alguns casos, às vinte e quatro horas do dia.
Mesmo assim, foi o piedoso costume caindo em desuso. Felizmente, hoje, começa a recuperar-se, percebendo-se o brilho e a solenidade a que deve estar associada a Exposição do Santíssimo Sacramento. Assim é que, ao fim de décadas, e com o empenho do seu novo Prior, ao II Domingo da Quaresma, na mais velha Matriz desta Ilha, o Sagrado Lausperene regressou.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Viver a Quaresma.

Renúncia, Jejum e Caridade
Será que deixaram de ter sentido?
Para todo o Cristão de verdade
Dão rumo ao homem perdido!

Um dia de fraca alimentação
Dando o seu preço a quem precisa
Continua a fazer sentido no Cristão
Que esta sociedade desigual ajuíza

Amanhã terei Água e apenas Pão
De mais coisa nenhuma me sustentarei
E não é mania nem masoquismo não

É ter um dia igual ao de muita grei
Composta por muito faminto irmão
E assim tentar cumprir um pouco a Lei.

Autor desconhecido (enviado por JBS)

quarta-feira, 18 de março de 2009

As Romarias.

"Pelas veredas do monte,
Vai passando a Romaria,
Cantam ecos e Romeiros:
Padre-Nosso, Avé Maria."

As romarias estão por toda a Ilha, timbrando, em toadas de Avé Marias, adros e vielas. De cajado na mão, aí vão eles percorrer a velha Ilha do Arcanjo. Como sempre. Desde o tal terramoto de 1522, que nos levou a velha Capital e milhares das suas vidas. Para que tragédia assim não nos assole semelhante.
Em cada fim de semana uns saem, outros regressam. Neste, é a vez dos do bastião do Arcanjo. E com eles nosso irmão Tibério.
Um abraço fraterno.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Sagrado Lausperene.

Lausperene significa louvor perene ou eterno. É tradição bem própria da Quaresma, nestas nossas Ilhas, a Exposição Solene do Santíssimo Sacramento, no trono da Capela Mor, ornamentando-se a preceito a Igreja, com as flores próprias da época e as luzes cintilantes de lamparinas e velas ferforosamente a arder.
O Lausperene teria originariamente a duração de 40 horas, em memória do período que o corpo de Jesus passou no túmulo até à Ressurreição.
Em Lisboa, o Santíssimo Sacramento está exposto à adoração dos fieis desde 1556, por instituição do arcebispo de Lisboa, D. Luís de Sousa, ininterruptamente, percorrendo, por escala, as diversas igrejas da cidade, durante 48 horas.
Por cá a tradição cingia-se a uma noite, ou, em alguns casos, às 24 horas do dia. Mesmo assim, foi caindo em desuso. Felizmente, hoje, começa a recuperar-se, percebendo-se o brilho e a solenidade a que deve estar associada a Exposição do Santíssimo Sacramento. Assim é que, ao fim de décadas, e com o empenho do seu novo Prior, Domingo, na Matriz do Arcanjo desta Ilha, o Sagrado Lausperene está de regresso.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Em Dia de Cinzas.

As cinzas, que hoje nos são impostas, simbolizam o dever da conversão, a mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Assim se inicia a Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, pois que os Domingos não são nela incluídos.
"Lembra-te ó homem que és pó e que em pó te hás-de tornar."