11 De Julho – Quarta-feira
14 De Julho – Sábado
15 de Julho – Domingo
12.00 – Missa Solene, presidida pelo Rev. Pe. Dr. Augusto Cabral, Capelão do Santuário do Senhor Santo Cristo, e cantada pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada.
Jornal da Casa Botelho de Gusmão
Sábado, 5 de Maio:
Comemorando o 1º aniversário da edição em papel d'A Identidade, acaba de ser editado o seu nº 5 - Páscoa de 2012.
Filha de José Alves e de Jacinta dos Santos Correia, nasceu a 15 de Abril de 1926, quinta-feira, na freguesia de São Gonçalo, na cidade do Funchal, onde foi Baptizada, estudou e passou a infância.
Ao som de Strauss se abrem, à Meia-Noite, os velhos bailes de Carnaval. Daqueles que se propagavam nas velhas casas da Ilha, antes que o século XIX invadisse a tradição com o omnipresente toque do colectivo. Melhor novidade trouxe ao Carnaval a complexidade das composições da nossa velha Terra de Vera Cruz, em que músicas cheias de ritmo, com alegres acordes, ainda que muitas vezes peculiarmente menores, dão vida a letras de vidas sofridas, em um dia no ano teoricamente aliviadas…
Mesmo assim, quão mais belo é o nosso Entrudo, ainda que ao som de samba, por não servir de fuga à vida, mas de sua parte feliz. Ora também nas Casas do Frias, com traje de Gala ou Fantasia, é o Baile iniciado à Meia-Noite, antecedido de Ceia com as iguarias próprias, logo após o peculiar Teatro-Bailinho, que, com a prestimosa ajuda das crianças, traz, em rima, à boca de cena, as verdades do ano de alguns convidados mais incautos, até que em Coro encerre:
“Nesta festa sem idade: Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade, só na Rua do Frias.”

Vídeo: A Ilha de São Miguel em 1960. (carregue aqui)
Um belíssimo vídeo de há 50 anos. Outros tempos. São Miguel profundo, a nossa terra.

"Alva Estrela que brilhais
No céu na Terra e no mar,
Volvei sobre os Vossos filhos
Luz do piedoso olhar."
Assim canta o Hino, da autoria de Tavares Canário, solenemente cantado Domingo, com Te Deum, na Matriz da Ribeira Grande e, logo de manhã, em honra da Senhora do Cabo, padroeira da Banda Estrela d'Alva, na Matriz de Santa Cruz da Lagoa.
No mais, e sobretudo na outrora "Vila Cidade", desfilam cantores ao toque sereno da música que enche o silêncio da noite em honra da Senhora. Quarta-feira, dia 1 de Fevereiro o Grupo de Cantares e Amigos da Banda Lealdade também participa na tradicional noite da Ribeira Grande.
Bem diziam os antigos que Janeiro é mês santeiro. São Sebastião é festejado dia 20, passando a sua Festa para o Domingo, 22 de Janeiro.
Nesse dia, na Matriz de Ponta Delgada, a Missa da manhã, às 11.00, é celebrada por D. António de Sousa Braga e cantada pela Capela do Coro Alto, havendo a celebração do Crisma.
Em 1531 o Município encarregou-se de promover as festividades em honra do Patrono da Cidade, com Missa Solene, seguida de Procissão, onde se incorporavam as autoridades, a oficialidade, o senado, uma força militar e, mais tarde, a sua Banda. Pagava também a Câmara, das suas rendas, uma dança e folia na festa do excelso Padroeiro, que grande era a devoção que lhe tinha este povo e a popularidade desta festa entre as gentes da cidade, que, logo na véspera do dia vinte, saíam à rua em descantes, cantando, ao som de violas e guitarras, as conhecidas sebastianas.
E rezam também as crónicas que na característica procissão da Cidade integravam-se 23 andores, fechando com o do Glorioso Mártir, profusamente ornamentado, em cujo andor, levado por quatro artilheiros, lá ia a mais bela e farta das laranjeiras da época, como hoje, na Capela-Mor.
Percorria toda a cidade, em percurso semelhante ao do Senhor, sendo o venerando soldado efusivamente saudado, com vinte e um tiros de peça,
E ao abrir o novo Ano, dia 10 de Janeiro, São Gonçalo de Amarante. Patrono das Casas do Frias e do torrão natal do nosso ramo madeirense. Não fosse esta a Festa que, no Funchal, em S. Gonçalo e na cidade, marca o fim do Natal.
A bonita Imagem esculpida em madeira de cedro, oferta de baptismo dos avós ao Gonçalo, em 2001, foi obra de um velho santeiro da cidade de Amarante, trazida pelo bom amigo Pe. José Paulo Machado.



REGIMENTO DA VENERANDA IRMANDADE DE SÃO MARTINHO DAS CASAS DO FRIAS
1º É instituída a Irmandade de São Martinho das Casas do Frias.
2º A Irmandade é composta pelo Provador e por oito confrades permanentes: Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão, João Francisco de Sales Bento Sampaio, João Paulo Constância, Frederico André Cabral Sampaio, Cláudio Manuel Pacheco Medeiros, Edgardo Costa Madeira, Válter Manuel de Sousa Xavier e o novo irmão do ano.
3º O Provador é convidado anualmente pelo Guardião da Irmandade, podendo sê-lo também um dos confrades permanentes, quando especiais feitos entretanto realizados o justifiquem.
4º Ao Guardião da Irmandade, Senhor da Adega de São Martinho, cabe zelar pelo cumprimento da Tradição e do Regimento.
5º Ao confrade Cláudio é confiada a tarefa de Batoqueiro, responsável pelo Vinho; ao confrade Edgardo, a de Agitador, responsável pelos garrafões; e ao confrade Xavier, a de Cartoleiro, responsável pela pipa.
6º A Irmandade reúne anualmente, no Sábado anterior ao 11 de Novembro, dia de São Martinho, na Adega das Casas do Frias.
7º Em caso de impossibilidade de participação, o confrade informará o Guardião até nove dias antes, de modo a que seja convidado, a ocupar o lugar, um dos antigos Provadores.
8º São antigos Provadores: Jorge André Branco; Jorge Gago da Câmara; Cláudio Manuel Pacheco de Medeiros; e Pedro Lima de Araújo Pereira.
9º Os confrades reúnem-se à entrada da Casa às 20.30, vestindo as suas capas, recebendo o Provador à porta, escolhendo o seu copo e aguardando as nove badaladas do sino para se iniciar a cerimónia.
10º Às nove badaladas, os confrades saem em cortejo, entoando o Hino, de copo ainda vazio, por ordem decrescente de idades, com o Provador à frente, rumo à Adega, onde, homenageando São Martinho ornamentado, entoarão por nove vezes o seu Hino.
11º Chegados à Adega, estando todos de pé, cabe ao Provador abrir a Pipa e saborear o precioso néctar, servindo, após a Prova, todos os Confrades e povo presente.
12º Provada, por todos, a primeira das nove rodadas, o Provador mandará os confrades sentarem-se em volta da mesa e o povo presente em bancos corridos ao fundo da Adega.
13º Proferirá então o Provador a sua Oração de Sapiência, servindo aos confrades o petisco por si trazido e terminando com uma canção com que brindará os presentes.
14º Vazados todos os copos, proferirá então o Guardião da Irmandade a sua Intervenção, servindo aos confrades a segunda rodada e o petisco por si trazido, terminando com uma canção com que brindará os presentes.
15º Vazados todos os copos, proferirá então o confrade mais novo a sua Intervenção, servindo aos confrades a rodada seguinte e o petisco por si trazido, terminando com uma canção com que brindará os presentes e assim sucessivamente.
16º Terminadas as nove rodadas, será cantado o Hino por nove vezes, intercalando-se com vivas a S. Martinho, ao Provador, ao Vinho de Cheiro, à nossa Adega, aos Confrades, às Mulheres destes, aos seus Rapazes, à Amizade e à Tradição!
Casas do Frias – Adega de São Martinho, 08 de Novembro de 2008
Publique-se. O Guardião da Irmandade. Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão.
Clique para visualisar o video de apresentação do livro.
Mestre de Capela: Paulo Domingos Alves de Albergaria Botelho de Gusmão
A Banda Lealdade, de Vila Franca do Campo, venceu, este fim de semana, na Ilha do Pico, o concurso Filarmonia, organizado pela Antena 1 Açores, no primeiro nível, ou seja, no grau de dificuldade mais elevado na execução das peças.