segunda-feira, 23 de maio de 2011

Festas do Senhor Santo Cristo

Quinta-feira, 26 de Maio


21.30 - Concerto do Coral de São José -Primavera - Abertura Solene das Festas, na Igreja de São José;



Sexta-feira, 27 de Maio


21.30 - Concerto do Orfeão Edmundo Machado de Oliveira - Festa do Emigrante, com a participação de Ranchos Folclóricos, no Coliseu Micaelense;



Sábado, 28 de Maio


16.30 - Solene Te Deum, cantado pelo Coral de São José, junto ao Convento da Esperança;


- Mudança da Veneranda Imagem;



18.30 - Missa Vespertina na Matriz de Ponta Delgada, cantada pela Capela do Coro Alto;



Domingo, 29 de Maio


10.30 - Missa Solene no Campo de São Francisco, presidida pelo Cardeal William Levada, descendente de açoreanos oriundos da Ilha de São Jorge e actual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e cantada pelo Coral de São José, o qual tem preparado um solene repertório que muito dignificará a celebração;


15.00 - Procissão;


16.30 - Saída da Imagem.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Coro de São Miguel

Iniciado em Janeiro, é constituído pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada, o Coro da Matriz das Feteiras, o Grupo Coral de Nossa Senhora da Piedade de Ponta Garça, o Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e distintos cantores que individualmente dão a sua preciosa colaboração, sendo aberto a todos os Coros litúrgicos e cantores que queiram participar neste projecto comum. O Coro destina-se a acompanhar a Liturgia em momentos mais solenes de apoteose, promovendo o canto gregoriano, a música sacra e o canto popular religioso na sua primeira finalidade: a arte devolvida ao Criador. Já tem agendada a entrada solene do Senhor da Pedra, em Agosto de 2011, em Vila Franca, e as Festas do Senhor Santo Cristo, em Maio de 2012.
Este Sábado, dia 21 de Maio de 2011, tem lugar o 5º ensaio mensal, desta vez na Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo. Neste ensaio, o Coro da nova Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, passará também a integrar o Coro de São Miguel, o qual ficará assim constituído por mais de uma centena e meia de vozes.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ao Menino Francisco

Dia 15 de Maio, na Paróquia de Cristo Rei, em Algés, toma a sua Primeira Comunhão o estimado sobrinho e afilhado Francisco Manuel Alves Gusmão Fins. A sua Família açoreana associa-se a tão grande dia!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Padroeiro da Ilha

Foto de Aristides Gusmão, anos 50

São Miguel Arcanjo, padroeiro da Ilha, é este ano festejado no dia próprio, 8 de Maio, por coincidir com o Domingo, na velha capital e Matriz da Ilha, da qual é titular.
No Sábado, 7 de Maio, a noite é para visitar os quartos onde são ornamentados os Santos Patronos das diversas profissões.
No Domingo, a Missa Solene é ao Meio Dia, cantada conjuntamente pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada. À tarde, pelas 18.00, a única Procissão ainda organizada por profissões existente em Portugal, chamada de Procissão do Trabalho, sai à Rua, incorporando as corporações e seus Patronos: S. Pedro Gonçalves, com os pescadores; S. Crispim, com os sapateiros; S.to Antão, com os lavradores; N.ª Sr.ª do Egipto, com os arrieiros; S.ta Catarina, com os barbeiros; São João Baptista, com os pedreiros; S. José, com os carpinteiros; S.to António, com os oleiros; São Nuno Álvares Pereira, com as profissões liberais; e N.ª Sr.ª da Paz, com os militares. A fechar, a majestosa imagem de São Miguel que aqui chegou no século XVIII.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Irró, ó meu Santo Irró

A 1 de Maio, II Domingo Pascal, tem lugar a Festa do padroeiro dos homens do mar, popularmente conhecida por festa do Irró, em honra de São Pedro Gonçalves.
Irró, em alusão ao grito dos homens do mar a puxarem os seus barcos para terra, avenida acima, para serem devidamente ornamentados em homenagem ao Santinho.
No Domingo, sai a Procissão, pelas 15.00, entrando na Matriz de São Miguel para a Missa de Festa, cantada pelo Coro da Prioral Matriz e celebrada pelo conterrâneo Padre Norberto Brum, prosseguindo, por entre magníficos tapetes, de regresso à hoje também sua Ermida que, santamente, divide com Santa Catarina, sua titular, desde que a sua centenária Capelinha, junto à Praia do Corpo Santo, a que deu o nome, foi ao chão, no início do século XX, com o peso do tempo.

Com velas de esperança,
A navegar,
O cais da vida
Buscamos sem cessar.

Ao Porto da Glória
E nas tempestades
Conduz os homens
São Pedro Gonçalves.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sugestões para a Semana Santa

Quinta-feira Santa:



20.30 - Lava-pés e Missa da Ceia do Senhor, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.



Sexta-feira Santa:


19.00 - Celebração da Paixão e Morte do Senhor, seguida de Procissão do Enterro do Senhor, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.


20.30 - Celebração da Paixão e Morte do Senhor, seguida de Procissão do Enterro do Senhor, Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ponta Garça.




Sábado Santo:


21.00 - Vigília Pascal, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.



Domingo de Páscoa:


11.00 - Procissão da Ressurreição e Missa de Páscoa, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.


13.00 - Procissão da Ressurreição e Missa de Páscoa, Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ponta Garça.


17.00 - Missa de Páscoa, Matriz de São Sebastião, Ponta Delgada.


Todas estas cerimónias são cantadas por Coros que integram o Coro de São Miguel, com canto gregoriano e polifonia sacra.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Procissão de Passos em Vila Franca

Depois da belíssima Procissão de Passos em Ponta Garça, no V Domingo da Quaresma, tem lugar, no próximo domingo, 17 de Abril, Domingo de Ramos, a Procissão de Passos em Vila Franca do Campo, pelas 17.00 horas. Tradição secular, promovida pela Santa Casa da Misericórdia, a abrir a Semana da Paixão.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Quaresma Micaelene

As cinzas que nos foram impostas simbolizam o dever da conversão, a mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. "Lembra-te ó homem que és pó e que em pó te hás-de tornar", como celestialmente as crianças enchem a Igreja com o canto feito para elas.
Assim se inicia a Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, pois que os Domingos não são nela incluídos.
Pelas ruas, as romarias estão por toda a Ilha, timbrando, em toadas de Ave-Marias, adros e vielas. De cajado na mão, aí vão, percorrendo a Ilha do Arcanjo. Como sempre. Desde o tremendo terramoto de 1522, que nos levou a velha Capital e milhares das suas vidas. Para que tragédia assim não nos assole semelhante. Em cada fim-de-semana uns saem, outros regressam.
Os que ficam também oram. Porque de oração se faz a Quaresma. A mais Solene de todas é o Lausperene. Louvor eterno. É tradição bem antiga, nestas nossas Ilhas, a Exposição Solene do Santíssimo Sacramento no mais alto lugar do templo, no trono da Capela-Mor, o qual ficava tapado, com damasco, no resto do ano, só se abrindo nesta Festa, ornamentando-se a preceito a Igreja, com as aromáticas flores próprias da época e as luzes cintilantes de lamparinas e velas fervorosamente a arder.
Na cidade de Lisboa, o Santíssimo Sacramento está exposto à adoração dos fiéis desde 1556, por instituição do seu arcebispo, D. Luís de Sousa, ininterruptamente, percorrendo, por escala, as diversas igrejas da cidade, por quarenta e oito horas.
O Lausperene, originariamente com a duração de quarenta horas, em memória do período que o corpo de Jesus esperou no túmulo pela vitória sobre a morte, na nossa tradição cingia-se a uma noite, ou, em alguns casos, às vinte e quatro horas do dia.
Mesmo assim, foi o piedoso costume caindo em desuso. Felizmente, hoje, começa a recuperar-se, percebendo-se o brilho e a solenidade a que deve estar associada a Exposição do Santíssimo Sacramento.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Casa na Rua de Sant'Anna

Está à venda, na Rua de Sant'Anna, a velha Casa que foi de Cícero de Medeiros e, até há poucos anos, da Família Medeiros Andrade. Bonita Casa, entretanto totalmente restaurada, com 8 quartos, com estacionamento em frente, em Rua de Procissão da Senhora Sant'Anna.
Por 250.000,00€ na vizinha Remax. Recomenda-se aos amigos. http://www.remax.pt/120961002-848

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ao Cónego José Garcia

Requiem æternam dona eis, Domine,
Et lux perpetua luceat eis
Riquiescant in pace.
Amen.

Que a sua alma descanse em paz, no seio da Eternidade que tão solenemente anunciou ao mundo, em 57 anos de dedicado sacerdócio.
Ao grande mestre da liturgia desta diocese, maior entre aqueles a quem foi dado o dom de compreender a extraordinária beleza e riqueza da ars celebrandis, dessa profunda reverência que é devida pelo homem perante Deus sacrificado no altar.
Nascido a 11 de Agosto de 1928 no Salão, na Ilha do Faial, foi ordenado presbítero a 8 de Dezembro de 1954 na igreja de Nª. Sª. da Conceição de Angra do Heroísmo. Exerceu o seu ministério em 16 Paróquias desta Diocese, tendo sido marcante a sua passagem pela Sé Catedral. Foi aí um mestre prático da Liturgia, marcante para a geração dos que, como eu, alunos do Seminário, tinham na Catedral de então uma presença viva da Igreja Católica, bem mais rica e espiritual que as novas experimentações que faziam as modas... Riqueza que a nossa Sé mantém e cultiva, não fosse o seu actual Pároco e Vigário Geral da Diocese nado e criado nos territórios da Catedral e seu paroquiano.
O Cónego José Garcia fez parte de uma geração de padres que muito deram à Igreja com dedicado zelo e carinho. Era um verdadeiro padre do seu tempo. Dedicava-se e amava a Igreja. Se às vezes não escondia tristeza com o estado a que os novos tempos tinham conduzido as coisas de Deus, também mostrava sempre a sua alegria pelo mais pequeno pormenor que viesse ao serviço da Santa Madre.
Homem de cultura superior, nestes últimos anos em que serviu a nossa cidade, mostrava um carinho muito grande pelo seu precioso Coral de São José. Os dois anos em que tive o gosto e a honra de dirigir o Coro, no Natal e na Semana Santa, foram uma experiência extraordinária pelos pequenos gestos de bondade e ensinamento deste grande Homem.
Lembro-me da primeira Missa em que cantámos, em que o nosso Gonçalo, com 6 anos, como não podia deixar de ser, acompanhou-nos acolitando com o seu traje de Menino do Coro. Foi com os olhos molhados que o velho senhor se dirigiu num repente a casa, no final da Missa, para vir trazer uma caixinha de chocolates, manifestando com aquele gesto simples o seu apreço e agradecimento pela postura da criança, lembrando-lhe os seus próprios tempos de menino...
Uma outra vez ensaiávamos no grandioso Coro Alto o belíssimo Te Deum de Perosi para o final do ano. Qual não foi o meu espanto ao ver àquela hora da noite entrar o Reverendo Pároco embevecido pela música que conseguira escutar em casa, pedindo-me se o autorizava a cantar com o Coro naquele ensaio: "Senhor Maestro, nós cantavamos isto no Seminário. Eu era tenor. Dá-me licença que vá para os tenores? Ouvi ao longe e não consegui não vir aqui..."
Penso que dificilmente um maestro ou um Coro conseguem ter melhor elogio de um Pároco.
Falecido ontem, 15 de Março de 2011, é hoje enterrado no cemitério de São Joaquim, havendo solenes exéquias às 14.00 na sua última menina dos olhos - a opulenta Igreja de São José.

segunda-feira, 14 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

O XII Baile de Carnaval das Casas do Frias

Ao som de Strauss se abrem, à Meia-Noite, os velhos bailes de Carnaval. Daqueles que se propagavam nas velhas casas da cidade, antes que a aurora do século XX invadisse a tradição com o omnipresente toque do colectivo.
Melhor novidade trouxe ao Carnaval a complexidade das composições da nossa velha Terra de Vera Cruz, em que músicas cheias de ritmo, com alegres acordes, ainda que muitas vezes peculiarmente menores, dão vida a letras de vidas sofridas, em um dia no ano teoricamente aliviadas...
Mesmo assim, quão mais belo é o nosso Entrudo, ainda que ao som de samba, por não servir de fuga à vida, mas de sua parte feliz.
Ora também nas Casas do Frias, pelo 12º ano consecutivo, com traje de Gala ou Fantasia, é o Baile iniciado à Meia-Noite, antecedido de Ceia com as iguarias próprias, logo após o peculiar Teatro-Bailinho, que, com a prestimosa ajuda das crianças, traz, em rima, à boca de cena, as verdades do ano de alguns convidados mais incautos, até que em Coro encerre:

“Nesta festa sem idade:
Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade,
Só na Rua do Frias.”

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Exposição Real na Biblioteca Municipal de Ponta Delgada

"Se mandarem embora os Reis, hão-de tornar a chamá-los". Foi com esta frase de Alexandre Herculano que José de Almeida Mello iniciou o seu didático discurso de inauguração da exposição "Dona Amélia e Dom Manuel II - os Ùltimos Reis de Portugal", a qual chama ao presente estes importantes vultos do nosso País, numa belíssima iniciativa da Associação Cultural Mnesis 9 e da Biblioteca Municipal em defesa do nosso património histórico.
De registar que José de Mello tem sido dos poucos, nesta Região, a promover eventos que evocam a Monarquia, enquanto precioso legado da nossa memória colectiva. Lembremos o aniversário da visita Régia. Independentemente das opções de regime de cada um, a verdade é que a Monarquia representa oitocentos anos da nossa História que não podem nem devem cair ingratamente no esquecimento, como se cada geração se sentisse o "umbigo" do universo: o princípio e o fim...
Aqui ficam os nossos Parabéns, recomendando uma visita à interessante exposição, a qual estará patente ao público até 11 de Março, durante a semana, entre as 10.00 e as 18.00.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dos Amigos ao Entrudo

É tradição bem açoreana. Nas quintas-feiras que antecedem o Carnaval, cultiva-se a amizade e a boa disposição durante a tarde; em uma, os amigos; em outra, as amigas; na próxima, os compadres; e, a terminar, as comadres.
O anoitecer é dedicado aos serões, onde se louva a amizade e se degustam as bebidas e os doces típicos da época, sejam malassadas, bombas ou coscorões. O importante é que quinta-feira, das quatro que caminham para o Domingo Gordo, é dia de assalto. Por isso, casa de traça que se preze tem um salão grande para que ao assalto não falte o baile. Ao baile, como é bom de ver, vão amigos e amigas, compadres e comadres, que a tarde já se foi e a noite faz-se com todos. Sadiamente, pela madrugada dentro. E o povo, que não é de bailes, também festeja. De forma mais simples, mas, nem por isso, menos genuína. E enquanto restarem três amigos numa Adega, quatro amigas numa Sala, ou um baile em casa própria, aí está a tradição. Pronta a reflorescer quando tudo serenar...

É tradição muito nossa,
Que em quinta antes das comadres,
É dia para que se possa
Reunir nossos compadres.

Vivam as Comadres,
Em dia de Quinta-feira,
Já lá foi a de compadres,
Já lá vem a Terça-feira.

Comadre melhor não há-de haver
Que não seja enfermeira,
Ou que saiba então reger,
Ou que mande na prateleira.

E outras também o são,
Qual irmã logo em Algés,
Ou na Canada, outra então,
Ou a Santo Amaro, grandes mulhés.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Coral de São Miguel

A Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada.

O Coro da Matriz das Feteiras.

O Grupo Coral de N.ª Sr.ª da Piedade com o Coro da Prioral.

O Coro da Matriz Prioral do Archanjo São Miguel.

O 1º ensaio mensal, em Janeiro, na Matriz de Vila Franca.


Sábado, 19 de Fevereiro, às 20.00, na Matriz de Ponta Delgada, tem lugar o 2º ensaio mensal do Coral de São Miguel, onde participam a Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada, o Coro da Matriz das Feteiras, o Grupo Coral de Nossa Senhora da Piedade de Ponta Garça, o Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e distintos cantores que individualmente dão a sua preciosa colaboração.
O Coro destina-se a acompanhar a Liturgia em momentos mais SOLENES de apoteose, como a entrada de uma Procissão na Igreja, como a do Santíssimo Sacramento ou a Mudança do Senhor da Pedra ou do Senhor Santo Cristo.
Com vista a preparar e dinamizar essa junção dos Coros, da qual se tira um efeito sonoro muito rico, pois trata-se de bastante mais de uma centena de vozes, iremos fazer durante o ano de 2011 um ensaio mensal, um mês em cada uma das respectivas Igrejas.
Este ensaio será dedicado ao Veni Creatorem gregoriano e Fá bordão e à segunda parte do Te Deum de Perosi. No final haverá uma pequena confraternização no Centro Paroquial da Matriz.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"A Obesidade Mental"


"O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

Do Prof. João César das Neves

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A nossa Homenagem!

A 1 de Fevereiro decorrem 103 anos anos dos trágicos acontecimentos do Terreiro do Paço em que foi barbaramente assassinado o então Chefe de Estado da Monarquia Portuguesa. Nas principais cidades do País são celebradas Solenes Eucaristias de sufrágio pelas almas de Sua Majestade o Rei Dom Carlos, e de seu filho, o Príncipe Real Dom Luís Filipe.
Aqui fica a nossa humilde Homenagem!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Doutoramento com Summa Cum Laude

No passado dia 20 de Janeiro, o Padre António Manuel de Saldanha e Albuquerque, Oficial da Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, natural da cidade da Horta, defendeu a sua tese de Doutoramento, na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, aonde se havia licenciado, em História da Igreja, no ano 2000.
A sua tese, que versa sobre as relações entre a Igreja e o Estado, com a temática da cidade da Horta no século XIX, foi não só muito elogiada e aplaudida, como mereceu o Summa Cum Laude, a distinção máxima entre as três distinções de honra: Cum Laude, Magna Cum Laude e Summa Cum Laude.
Ao solene momento, próprio da distinta academia romana, assistiram dois cardeais, um arcebispo, alguns monsenhores, dois embaixadores portugueses, a Família e muitos amigos, entre os quais alguns colegas açoreanos: Pe. Dr. José Paulo Machado; Pe. Dr. José Júlio Rocha; Pe. Dr. Adriano Borges e o Padre Dinis Silveira, antigo aluno do Padre Saldanha.
As obrigações jurídicas e judiciais impediram-me de assitir a tão importante momento para a vida deste ilustre amigo e antigo colega de Seminário, deixando aqui o meu registo de superior congratulação pelo feito que é motivo de orgulho para os Açores, de modo especial para a Igreja Açoriana, a qual tem no Padre Saldanha um dos seus mais distintos e dedicados Padres.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Patrono da Cidade

Bem diziam os antigos que Janeiro é mês santeiro. Dos mais populares desta quadra pós- natalícia, São Gonçalo abre a época no dia 10, Santo Amaro e Santo Antão intermedeiam a 15 e a 17, e São Sebastião, o soldado romano invocado contra a peste, tal como aconteceu em Ponta Delgada, nos anos 1523 a 1531, em que a população formulou um voto de levantar um templo maior no local da pequena Ermida da então Vila, quando o flagelo acabasse, é festejado a 20 de Janeiro.
Terminada a peste, logo os habitantes de Ponta Delgada tomaram São Sebastião por seu padroeiro, iniciando a construção de uma Igreja maior.
Desde então, o Município encarregou-se de promover as festividades em honra do Patrono da Cidade, com Missa Solene, seguida de Procissão, onde se incorporavam as autoridades, a oficialidade, o senado, uma força militar e a respectiva Banda.
Por deliberação de 18 de Janeiro de 1578, pagava também a Câmara, das suas rendas, uma dança e folia na festa do excelso Padroeiro, que grande era a devoção que lhe tinha este povo e a popularidade desta festa entre as gentes da cidade, que, logo na véspera do dia vinte, saiam à rua em descantes, cantando, ao som de violas e guitarras, as conhecidas sebastianas.
E rezam também as crónicas que na característica procissão da Cidade integravam-se 23 andores, fechando com o do Glorioso Mártir, profusamente ornamentado, em cujo andor, levado por quatro artilheiros, lá ia a mais bela e farta das laranjeiras da época, como hoje, na Capela-Mor.
Percorria toda a cidade, em percurso semelhante ao do Senhor, sendo o venerando soldado efusivamente saudado, com vinte e um tiros de peça, ao passar no castelo de São Brás.
Mas veio a República e vieram as proibições de exteriorização de fé, para não ofender a minoria laica que entretanto foi crescendo como a erva à solta. E lá se foi a Tradição. Parte da tradição. A principal continua viva. No Domingo seguinte ao dia 20 há Missa Solene, às cinco da tarde, na Igreja Matriz de Ponta Delgada, onde toma assento a Senhora Câmara, o Reverendo Clero e a cristandade da secular cidade.
Nas velhas casas, a fruta do dia, que outrora era dada aos amigos ou, por vezes, festivamente atirada, à saída da Igreja, a laranja, ornamenta o santinho e dá o requintado sabor ao bolo típico da festa que, no recato do lar, a tradição vive e tempera a vida e enche a alma, pois que o corpo, em dia de batalha, cá em casa se fica por umas boas tripas à moda do norte...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

10 de Janeiro - São Gonçalo.

Passado o Natal, aí está Janeiro: mês santeiro. Dia 10, São Gonçalo.
Patrono das Casas do Frias e do Menino Gonçalo.
São Gonçalo de Amarante, carinhosamente tratado por São Gonçalinho, em Aveiro, é um Santo português do século XII, de grande devoção popular, tendo na sua terra, Amarante, a sua festa litúrgica em Janeiro e a Festa grande no Verão. Filho de nobre família, foi sacerdote, conhecido pelos seus dons de oratória e exemplo de virtudes cristãs e humildade. Foi Pároco de São Paio, visitou a Terra Santa e, no regresso, ingressou na Ordem de São Domingos de Gusmão, construindo a sua Capela, onde acolhia o povo em Amarante. É invocado como santo casamenteiro, da fertilidade, das danças e das festas.
Além de tudo isso, cá em Casa, é também lembrado como patrono do torrão natal do nosso ramo madeirense. Não fosse esta a Festa que, no Funchal, na freguesia de São Gonçalo e em toda a cidade, marca o fim da quadra natalícia.
A bonita Imagem esculpida em madeira de cedro, oferta de baptismo dos avós ao Gonçalo, em 2001, foi obra de um velho santeiro da cidade de Amarante, recomendada e trazida pelo amigo Padre José Paulo Machado, que aí trabalhara pastoralmente nos seus tempos de seminarista da cidade Invicta.
De Amarante nos foi gentilmente oferecido o seu Hino próprio, o qual foi aqui estreado na
inauguração da pequena ermidinha de São Gonçalo nas Casas do Frias, em Julho de 2007, dia em que iniciaram funções os quatro Meninos do Coro: Gonçalo, Francisco, Henrique e Tomás, em Solene Festa celebrada pelo Padre Saldanha.
Que o festejado santinho nos continue a transmitir alegria pela vida!