
quarta-feira, 20 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Senhora Sant'Anna 2011
20.00 – TRÍDUO - Missa cantada.
14 De Julho – Quinta-feira
20.00 – TRÍDUO - Missa cantada.
15 De Julho – Sexta-feira
20.00 – TRÍDUO - Missa cantada.
21.00 – Arraial com bazar e barraquinha com petiscos, junto à Igreja de Sant’Anna.
23.00 – SAÍDA das Imagens para a Arquinha, onde serão ornamentados os andores.
16 De Julho – Sábado
20.00 – REGRESSO das Imagens: Saída da Ermida, Rua da Arquinha, Travessa da Arquinha, Rua do Amorim, Rua de São Gonçalo e Rua José do Canto, acompanhado da Banda Lealdade.
21.00 – TE DEUM, cantado pela Capela do Coro Alto da Matriz.
21.30 – Arraial com a Banda Lealdade.
17 de Julho – Domingo
11.00 – Procissão – Sai da Ermida, desce a Rua do Frias e sobe Sant’Anna, pela Cícero Medeiros. 12.00 – Missa Solene, presidida pelo Rev. Pe. Pedro Maria Tavares Carreiro, Vigário Paroquial da Matriz de Ponta Delgada, e cantada pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada.
18.00 – Arraial.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
São João da Vila
Na velha Casa de São Domingos, em Vila Franca, também se cumpre a tradição, festejando, com cor e alegria, São João, um dos três chamados de populares.
Entre o pôr-do-sol e a alvorada.
A entrada é pelo engalanado portão da antiga Rua do Senhor, aberto a todos, que a Menina Cristiana assim o manda.
E lá fora, na rua, Vila Franca volta a ser, por uma noite, o destino da Ilha.
E a sorte é a cadência dos que vão entrando e ali passando, pois que melhor traria São João do que tão bons amigos e gente de sangue tão querida?
E quando tudo serena, do alto do campanário dos Paços do Concelho, o Hino é tocado em alegre outrora despertar, por músicos filarmónicos que assim devolvem a tradição a São João e alegram quantos se mantêm fiéis à Vila até ao dia do Santinho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Santíssima Trindade 2011
17.00 – MISSA de Pentecostes com coroação das crianças que o pretendam.
18.00 – PROCISSÃO DA MUDANÇA das Insígnias do Divino Espírito Santo da Igreja Matriz para a Rua do Frias.
Recitação do TERÇO.
13 a 17 de Junho – Segunda-feira a Sexta-feira
20.30 – Recitação do TERÇO.
18 de Junho – Sábado
20.30 – Recitação do TERÇO.
BENÇÃO DA DISPENSA.
19 de Junho – Domingo da Santíssima Trindade
11.00 – PROCISSÃO– Ruas: Frias, d’Água, Valverde, Largo da Matriz.
12.00 – MISSA SOLENE com Coroação.
13.00 – PROCISSÃO – Rua Nova da Matriz, Pedro Homem e Frias.
SOPAS DO ESPÍRITO SANTO.
O Mordomo. Gonçalo Madeira de Bettencourt Botelho de Gusmão
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Matriz de Ponta Delgada,
Rua do Frias
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Domingo é dia de Partidos…
Em vésperas de eleições, vêm-me à memória, com satisfação, as alegres campanhas de rua que, normalmente fugindo à imprensa e aos encontros com opinativos aspirantes a políticos, percorriam os recantos de toda a Ilha, palmilhando-a à Canada e ao Outeiro, juntando, à sua volta, descontraída caravana que, sem grandes preocupações em convencer o povo do que quer que fosse, pois que o genuíno já partilhava naturalmente das causas daquelas cores, rapidamente se deixava convencer pela beleza do mundo rural e pela grandeza desse Povo profundo. Talvez por isso, por essa empatia à primeira vista, vá-se lá saber como, na hora da verdade, os votos sempre caíam naquela sigla com desusada abundância…Não sei se hoje, habituado a esta mais pacata vida de estudioso e conselheiro, instalado em simpático torreão do Frias, as pernas se readaptariam àquela romagem anual de trinta dias em caminhada de sol a sol, com tradicional paragem nas mais puras adegas que salpicam a Ilha da cor da felicidade de quem partilha o melhor vinho que lhe enche a adega...
Mas, essa parte hoje já só é memória.
Outra há, porém, o dia dos votos, que permanece na rotina da vida, dizendo-se até, com alguma verdade, que é esse um dever ético e moral desde que, com a malfadada Revolução Francesa, perdemos o distinto título de respeitosos súbditos e nos rotularam com esse estranho epíteto de “cidadãos”…
Ora, se nas presidenciais nem a doutrina do mal menor me consegue convencer a sair de casa, nas legislativas, apesar de tudo, ainda há escolhas interessantes, algumas até menos conhecidas.
Chego a lamentar o facto de só poder votar uma vez.
Claro, gosto de votar no CDS. Nem que seja por tradição familiar ou tantos anos de ofício. Mas ainda mais agora que Paulo Portas está em franca recuperação e Artur Lima tem engrandecido o Partido nos Açores, há óptimas razões para o fazer.
Mas depois, agora que não tenho obrigações partidárias, há sempre o meu Partido de infância, daqueles 6 e 7 anos, em que assistia aos tempos de antena do PPM com o mesmo entusiasmo que me despertavam as aventuras do D’Artacão… Mas, claro, mais importante do que isso: o PPM merece o voto dos monárquicos. Ainda mais agora que está com uma boa organização. Tem história e tem carisma. E gente extraordinária que vive a nossa História e os nossos valores tradicionais, como o bom amigo Gonçalo da Câmara Pereira. E o candidato dos Açores, Paulo Estévão, tal como Artur Lima do CDS, também daria um óptimo Deputado ao Parlamento.
Mas agora, para complicar as contas, aparece o PPV. O Portugal Pró Vida é um novo Partido que tem como objectivo a defesa dos valores em que eu acredito: a Vida e a Família. Segue a Doutrina Social da Igreja e é um movimento cívico sem pretensões de poder, tendo-se constituído a partir dos movimentos de defesa da vida humana. É gente de princípios e com muita garra em defesa do bem comum.
E talvez até desse também um voto ao PNR. É verdade que tem umas tropas repletas de cavaleiros do asfalto, forrados de tatuagens e com o cabelo curto de mais para o frio que às vezes faz em Lisboa. Mas o líder, Pinto Coelho, diz aquilo que toda a gente tem medo de dizer, é o único que não presta vassalagem ao 25 de Abril e está próximo de ser eleito deputado por Lisboa, o que seria uma pedrada no charco esquerdoso que domina a Nação. E para combater essa virulenta esquerda só mesmo com as tropas que tem à volta!
E, claro, em última instância, o PSD. Apesar de tudo, sociologicamente é aparentado com quem valoriza a Nação. Felizmente que desta vez o candidato é Passos Coelho, pois assim não me faz perder muito tempo a dar voltas à cabeça…
Mesmo assim, no Domingo, só tenho um voto! Pouca sorte. Se alguém também o tiver, ajude-me a distribuir por esta prezada lista….
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Festas do Senhor Santo Cristo
21.30 - Concerto do Coral de São José -Primavera - Abertura Solene das Festas, na Igreja de São José;
Sexta-feira, 27 de Maio
21.30 - Concerto do Orfeão Edmundo Machado de Oliveira - Festa do Emigrante, com a participação de Ranchos Folclóricos, no Coliseu Micaelense;
Sábado, 28 de Maio
16.30 - Solene Te Deum, cantado pelo Coral de São José, junto ao Convento da Esperança;
- Mudança da Veneranda Imagem;
18.30 - Missa Vespertina na Matriz de Ponta Delgada, cantada pela Capela do Coro Alto;
Domingo, 29 de Maio
10.30 - Missa Solene no Campo de São Francisco, presidida pelo Cardeal William Levada, descendente de açoreanos oriundos da Ilha de São Jorge e actual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e cantada pelo Coral de São José, o qual tem preparado um solene repertório que muito dignificará a celebração;
15.00 - Procissão;
16.30 - Saída da Imagem.
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Senhor Santo Cristo dos Milagres
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O Coro de São Miguel
Este Sábado, dia 21 de Maio de 2011, tem lugar o 5º ensaio mensal, desta vez na Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo. Neste ensaio, o Coro da nova Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, passará também a integrar o Coro de São Miguel, o qual ficará assim constituído por mais de uma centena e meia de vozes.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O Padroeiro da Ilha
São Miguel Arcanjo, padroeiro da Ilha, é este ano festejado no dia próprio, 8 de Maio, por coincidir com o Domingo, na velha capital e Matriz da Ilha, da qual é titular.
No Sábado, 7 de Maio, a noite é para visitar os quartos onde são ornamentados os Santos Patronos das diversas profissões.
No Domingo, a Missa Solene é ao Meio Dia, cantada conjuntamente pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada. À tarde, pelas 18.00, a única Procissão ainda organizada por profissões existente em Portugal, chamada de Procissão do Trabalho, sai à Rua, incorporando as corporações e seus Patronos: S. Pedro Gonçalves, com os pescadores; S. Crispim, com os sapateiros; S.to Antão, com os lavradores; N.ª Sr.ª do Egipto, com os arrieiros; S.ta Catarina, com os barbeiros; São João Baptista, com os pedreiros; S. José, com os carpinteiros; S.to António, com os oleiros; São Nuno Álvares Pereira, com as profissões liberais; e N.ª Sr.ª da Paz, com os militares. A fechar, a majestosa imagem de São Miguel que aqui chegou no século XVIII.
No Sábado, 7 de Maio, a noite é para visitar os quartos onde são ornamentados os Santos Patronos das diversas profissões.
No Domingo, a Missa Solene é ao Meio Dia, cantada conjuntamente pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e pela Capela do Coro Alto da Matriz de Ponta Delgada. À tarde, pelas 18.00, a única Procissão ainda organizada por profissões existente em Portugal, chamada de Procissão do Trabalho, sai à Rua, incorporando as corporações e seus Patronos: S. Pedro Gonçalves, com os pescadores; S. Crispim, com os sapateiros; S.to Antão, com os lavradores; N.ª Sr.ª do Egipto, com os arrieiros; S.ta Catarina, com os barbeiros; São João Baptista, com os pedreiros; S. José, com os carpinteiros; S.to António, com os oleiros; São Nuno Álvares Pereira, com as profissões liberais; e N.ª Sr.ª da Paz, com os militares. A fechar, a majestosa imagem de São Miguel que aqui chegou no século XVIII.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Irró, ó meu Santo Irró
Irró, em alusão ao grito dos homens do mar a puxarem os seus barcos para terra, avenida acima, para serem devidamente ornamentados em homenagem ao Santinho.
No Domingo, sai a Procissão, pelas 15.00, entrando na Matriz de São Miguel para a Missa de Festa, cantada pelo Coro da Prioral Matriz e celebrada pelo conterrâneo Padre Norberto Brum, prosseguindo, por entre magníficos tapetes, de regresso à hoje também sua Ermida que, santamente, divide com Santa Catarina, sua titular, desde que a sua centenária Capelinha, junto à Praia do Corpo Santo, a que deu o nome, foi ao chão, no início do século XX, com o peso do tempo.
Com velas de esperança,
A navegar,
O cais da vida
Buscamos sem cessar.
Ao Porto da Glória
E nas tempestades
Conduz os homens
São Pedro Gonçalves.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sugestões para a Semana Santa
20.30 - Lava-pés e Missa da Ceia do Senhor, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.
Sexta-feira Santa:
19.00 - Celebração da Paixão e Morte do Senhor, seguida de Procissão do Enterro do Senhor, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.
20.30 - Celebração da Paixão e Morte do Senhor, seguida de Procissão do Enterro do Senhor, Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ponta Garça.
Sábado Santo:
21.00 - Vigília Pascal, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.
Domingo de Páscoa:
11.00 - Procissão da Ressurreição e Missa de Páscoa, Matriz de São Miguel, Vila Franca do Campo.
13.00 - Procissão da Ressurreição e Missa de Páscoa, Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ponta Garça.
17.00 - Missa de Páscoa, Matriz de São Sebastião, Ponta Delgada.
Todas estas cerimónias são cantadas por Coros que integram o Coro de São Miguel, com canto gregoriano e polifonia sacra.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
A Quaresma Micaelene
As cinzas que nos foram impostas simbolizam o dever da conversão, a mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. "Lembra-te ó homem que és pó e que em pó te hás-de tornar", como celestialmente as crianças enchem a Igreja com o canto feito para elas.Assim se inicia a Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, pois que os Domingos não são nela incluídos.
Pelas ruas, as romarias estão por toda a Ilha, timbrando, em toadas de Ave-Marias, adros e vielas. De cajado na mão, aí vão, percorrendo a Ilha do Arcanjo. Como sempre. Desde o tremendo terramoto de 1522, que nos levou a velha Capital e milhares das suas vidas. Para que tragédia assim não nos assole semelhante. Em cada fim-de-semana uns saem, outros regressam.
Os que ficam também oram. Porque de oração se faz a Quaresma. A mais Solene de todas é o Lausperene. Louvor eterno. É tradição bem antiga, nestas nossas Ilhas, a Exposição Solene do Santíssimo Sacramento no mais alto lugar do templo, no trono da Capela-Mor, o qual ficava tapado, com damasco, no resto do ano, só se abrindo nesta Festa, ornamentando-se a preceito a Igreja, com as aromáticas flores próprias da época e as luzes cintilantes de lamparinas e velas fervorosamente a arder.
Na cidade de Lisboa, o Santíssimo Sacramento está exposto à adoração dos fiéis desde 1556, por instituição do seu arcebispo, D. Luís de Sousa, ininterruptamente, percorrendo, por escala, as diversas igrejas da cidade, por quarenta e oito horas.
O Lausperene, originariamente com a duração de quarenta horas, em memória do período que o corpo de Jesus esperou no túmulo pela vitória sobre a morte, na nossa tradição cingia-se a uma noite, ou, em alguns casos, às vinte e quatro horas do dia.
Mesmo assim, foi o piedoso costume caindo em desuso. Felizmente, hoje, começa a recuperar-se, percebendo-se o brilho e a solenidade a que deve estar associada a Exposição do Santíssimo Sacramento.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Casa na Rua de Sant'Anna
Está à venda, na Rua de Sant'Anna, a velha Casa que foi de Cícero de Medeiros e, até há poucos anos, da Família Medeiros Andrade. Bonita Casa, entretanto totalmente restaurada, com 8 quartos, com estacionamento em frente, em Rua de Procissão da Senhora Sant'Anna.Por 250.000,00€ na vizinha Remax. Recomenda-se aos amigos. http://www.remax.pt/120961002-848
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ao Cónego José Garcia
Requiem æternam dona eis, Domine,
Et lux perpetua luceat eis
Riquiescant in pace.
Amen.
Que a sua alma descanse em paz, no seio da Eternidade que tão solenemente anunciou ao mundo, em 57 anos de dedicado sacerdócio.
Et lux perpetua luceat eis
Riquiescant in pace.
Amen.
Que a sua alma descanse em paz, no seio da Eternidade que tão solenemente anunciou ao mundo, em 57 anos de dedicado sacerdócio.
Ao grande mestre da liturgia desta diocese, maior entre aqueles a quem foi dado o dom de compreender a extraordinária beleza e riqueza da ars celebrandis, dessa profunda reverência que é devida pelo homem perante Deus sacrificado no altar.
Nascido a 11 de Agosto de 1928 no Salão, na Ilha do Faial, foi ordenado presbítero a 8 de Dezembro de 1954 na igreja de Nª. Sª. da Conceição de Angra do Heroísmo. Exerceu o seu ministério em 16 Paróquias desta Diocese, tendo sido marcante a sua passagem pela Sé Catedral. Foi aí um mestre prático da Liturgia, marcante para a geração dos que, como eu, alunos do Seminário, tinham na Catedral de então uma presença viva da Igreja Católica, bem mais rica e espiritual que as novas experimentações que faziam as modas... Riqueza que a nossa Sé mantém e cultiva, não fosse o seu actual Pároco e Vigário Geral da Diocese nado e criado nos territórios da Catedral e seu paroquiano.
O Cónego José Garcia fez parte de uma geração de padres que muito deram à Igreja com dedicado zelo e carinho. Era um verdadeiro padre do seu tempo. Dedicava-se e amava a Igreja. Se às vezes não escondia tristeza com o estado a que os novos tempos tinham conduzido as coisas de Deus, também mostrava sempre a sua alegria pelo mais pequeno pormenor que viesse ao serviço da Santa Madre.
Homem de cultura superior, nestes últimos anos em que serviu a nossa cidade, mostrava um carinho muito grande pelo seu precioso Coral de São José. Os dois anos em que tive o gosto e a honra de dirigir o Coro, no Natal e na Semana Santa, foram uma experiência extraordinária pelos pequenos gestos de bondade e ensinamento deste grande Homem.
Lembro-me da primeira Missa em que cantámos, em que o nosso Gonçalo, com 6 anos, como não podia deixar de ser, acompanhou-nos acolitando com o seu traje de Menino do Coro. Foi com os olhos molhados que o velho senhor se dirigiu num repente a casa, no final da Missa, para vir trazer uma caixinha de chocolates, manifestando com aquele gesto simples o seu apreço e agradecimento pela postura da criança, lembrando-lhe os seus próprios tempos de menino...
Uma outra vez ensaiávamos no grandioso Coro Alto o belíssimo Te Deum de Perosi para o final do ano. Qual não foi o meu espanto ao ver àquela hora da noite entrar o Reverendo Pároco embevecido pela música que conseguira escutar em casa, pedindo-me se o autorizava a cantar com o Coro naquele ensaio: "Senhor Maestro, nós cantavamos isto no Seminário. Eu era tenor. Dá-me licença que vá para os tenores? Ouvi ao longe e não consegui não vir aqui..."
Penso que dificilmente um maestro ou um Coro conseguem ter melhor elogio de um Pároco.
Falecido ontem, 15 de Março de 2011, é hoje enterrado no cemitério de São Joaquim, havendo solenes exéquias às 14.00 na sua última menina dos olhos - a opulenta Igreja de São José.
segunda-feira, 14 de março de 2011
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