quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Maria Inês Gonçalves Lopes.

Nasceu, no passado dia 23 de Agosto, a bonita Menina Maria Inês Gonçalves Lopes, filha de Tibério Gil Lopes e Vânia Gorete Gonçalves.
O apreciado nome lembra Santa Inês, seguidora de São Domingos de Gusmão.
Aos seus pais e avós, os nossos Parabéns.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Aventura do Escutismo.

Enquanto se prepara o acampamento anual das crianças para este fim de semana, na Vila, lembrei-me que há, de facto, coisas boas. Ocupamos demasiado do nosso tempo a pensar nas desgraças que nos rodeiam, naquilo que já não vale grande coisa, ou que ainda não é como deve ser, esquecendo, ou não dando o verdadeiro realce, ao que continua a ter um papel essencial na nossa comunidade.
O propósito de ultrapassar o que parece impossível, desenvolvendo no escuta a confiança, em si e nos outros, que lhe ensina a desembaraçar-se das dificuldades, utilizando os meios de que dispõe, assim como a grande escola da natureza, cuja linguagem disponibiliza um conjunto de valores, são dimensões que o escutismo continua a aprofundar em muitas crianças e jovens de hoje, também aqui, nestas nossas ilhas, apontando um caminho ético, intelectual e físico.
Como Lord Baden-Powell of GilWell, o fundador, deixou escrito, em jeito de mensagem, quando, em 1941, procurou o Criador: “Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz. O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros.”
Veio-me à saudade o agrupamento 114, em Angra. Lembrei-me do conforto de espírito de estar materialmente em condições simples, de quão rica é a natureza na sua espontaneidade, embora cada vez mais distante. Dei por mim entre os quilómetros que separam a Lagoa do Ginjal da cidade, e, esta, da Lagoa do Negro. Deparei-me entre o desafio do cume do Pico e o sossego que a noite corvina empresta ao Caldeirão.
E, ao longe, o ritmo dos tambores cadenciando o brio das fardas. Ou o fogo, ou a água, ou o sereno, ou a riqueza das coisas simples.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

À Virgem Maria.

Num sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade,
É que eu vi Teu olhar de piedade,
E mais que piedade, de tristeza ...
Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade.
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza.
Um místico sofrer, uma ventura,
Feita só de perdão, só de ternura,
E da paz da nossa hora derradeira.
Ó visão, visão triste e piedosa,
Fita-me assim calada, assim chorosa,
E deixa-me sonhar a vida inteira.
Antero de Quental

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

São Domingos de Gusmão.

Celebra-se, a 8 de Agosto, São Domingos de Gusmão.
Na noite de 24 de junho do ano de 1170, na pequena cidade de Caleruega, em Castela, Província de Burgos na Espanha, nascia Domingos, o filho caçula do Conde, Dom Félix de Gusmão, e de Dona Joana D’Aza. Antes de nascer, sua mãe, profundamente religiosa, teve um sonho misterioso: viu um cão que trazia na boca uma tocha acesa que irradiava uma grande luz sobre o mundo (assim como o cão é fiel ao dono, São Domingos seria fiel a Deus, e, com a tocha acesa, incendiou o mundo no amor de Deus). Na Pia Batismal recebe o nome de Domingos, em homenagem ao Santo Abade Domingos de Silos.
Ainda pequeno, já em idade escolar, foi confiado aos cuidados de um tio padre que lhe ensinou as matérias elementares, além das funções litúrgicas e pastorais. Quando completa 15 anos, aluga um quarto de pensão na cidade de Valência, e lá, dedica-se integralmente aos estudos na célebre Universidade de Valência. Destaca-se nas ciências liberais, cujo programa era a gramática, dialética, lógica, retórica, aritmética, música, geometria e astronomia. Estudou também filosofia, teologia, sendo ordenado sacerdote.
Como Padre acompanhou o Bispo de Osma e, na viagem, pôde sentir de perto o problema religioso do sul da França e de outras regiões européias, infestadas por grupos religiosos, fanáticos e subversivos. Domingos decidiu permanecer no sul da França, dedicando-se junto com alguns sacerdotes, na simplicidade e na pobreza, ao ensinamento da Doutrina Cristã. Deste grupo de pregadores surgiu a Ordem dos Pregadores ou Dominicanos, cujas características fundamentais eram a espiritualidade sacerdotal com profunda formação teológica; a devoção à Igreja, às almas e ao culto da verdade; a vida comunitária como meio ascético de santificação para maior desempenho da vida e da acção sacerdotal; e a espiritualidade apostólica, sobretudo na pregação.
Domingos era apaixonado pela música e disto fez uso muitas vezes durante sua vida. No entanto, a grande alegria do jovem Pe. Domingos era caminhar por estradas, bosques e montes, cantando a “Salva Rainha”, meio pelo qual não cessava de louvar e enaltecer a Mãe do Filho de Deus, cantando-lhe as maravilhas dentro de uma poesia rica de lirismo e sentimento, muito próprio de sua época. Reconhecia o valor dos que se enclausuravam, mas sabia que era também preciso agir, falar, fazer algo para que o Evangelho fosse anunciado. Assim, ele compreendeu a contemplação como meio principal pelo qual se formaria o missionário, o apóstolo, através da oração, do estudo e da reflexão. É como se o dominicano fosse um vasilhame que colheu água da fonte para que os outros pudessem depois bebê-la. Por isso é que a Ordem tem por lema: “Dar aos outros o fruto da nossa contemplação”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Senhora da Piedade.

No próximo fim de semana decorrem as Festas da Senhora da Piedade, em Ponta Garça.
A Imagem, que o povo venera, sai à Rua após a Missa de Festa no Domingo, dia 2 de Agosto, a qual é solenemente iniciada às 16.30, celebrada pelo novo Vigário, Pe. Jason, e cantada pelo esmerado Coro de Ponta Garça, com Missa de Angelis e Gloria de Vivaldi.
E, no meio do tão vasto programa que acompanha estes dias de Festa, que sobre tempo para lembrar a imortalidade d'Aquele que a Virgem suporta nos braços ou, como como lhe pedimos à Entrada da Festa,
"quando, enfim, descer à terra,
conduzi minha alma à glória,
conduzi minha alma à glória do descanso eterno."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

São Gonçalo.

Em Segunda-Feira de Sant'Ana, a Festa é de São Gonçalo, na Casa do Frias. Patrono da Casa e do Menino Gonçalo que promove a Festa.
São Gonçalo de Amarante, carinhosamente tratado por São Gonçalinho, em Aveiro, é um Santo português do século XII, de grande devoção popular, tendo na sua terra, Amarante, a sua festa litúrgica em Janeiro e a Festa grande no Verão. Filho de nobre família, foi sacerdote, conhecido pelos seus dons de oratória e exemplo de virtudes cristãs e humildade. Foi Pároco de São Paio, visitou a Terra Santa e, no regresso, ingressou na Ordem de São Domingos de Gusmão, construindo a sua Capela, onde acolhia o povo em Amarante. É invocado como santo casamenteiro, da fertilidade, das danças e das festas.
Com Hino próprio, vindo da sua cidade de Amarante, Segunda-Feira, dia 20 de Julho de 2009, às 19.00 horas, cumpre-se a Tradição, seguindo-se arraial popular, com a porta aberta a quantos desejem invocar o Altíssimo, reconhecidamente pela alegria da Vida, através do luso santo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Programa das Festas de Sant'Anna

13 a 17 De Julho – Segunda a Sexta
Entrega das ofertas para o Bazar na Rua Cícero Medeiros, lote 12.

15 De Julho – Quarta-feira
20.00 – Tríduo Preparatório com Missa cantada na Ermida.

16 De Julho – Quinta-feira
20.00 – Tríduo Preparatório com Missa cantada na Ermida.

17 De Julho – Sexta-feira
20.00 – Tríduo Preparatório com Missa cantada na Ermida.
21.00 – Mudança das Imagens para as casas onde serão ornamentados os andores.

18 De Julho – Sábado
19.00 – Terço e Exposição das Imagens à veneração dos fiéis:
- Sant’Ana – Rua Cícero Medeiros, lote 12
- S. Joaquim e S. José – Rua do Frias
20.30 – Desfile da Charanga - Bombeiros Voluntários de Vila Franca.
21.00 – Homenagem a Sant’Ana pela Banda Lealdade
Entrega das ofertas para arrematar.
21.30 – Arraial com Concerto pela Banda Lealdade, arrematações, bazar e barraquinha com petiscos, na Rua Cícero Medeiros.

19 de Julho – Domingo da Festa
10.30 – Repique dos sinos e homenagem dos motards.
11.00 – Procissão – Sai dos prédios de Sant’Ana, desce a Rua de Sant’Ana, sobe a Rua do Frias e recolhe na sua Ermida, acompanhada pela Banda Lealdade.
12.00 – Missa Solene, com pregação pelo Reverendo Pe. Dr. Adriano Borges, cantada pelo Coro da Matriz.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Caritas in Veritate.

Um interessante artigo, do Jornalista Joaquim Franco, publicado na SIC on line.

"A encíclica da crise. Sem preconceitos, porque é assim que deve ser abordada, a encíclica social de Bento XVI é um compêndio, um guia, para compreender a crise e o mundo.

Naturalmente, todo o texto respira e transpira uma visão transcendental, o pensamento católico sobre a vida, o Homem e o mundo. Mas este é um texto que derruba fronteiras. Corajoso, nada conservador, critica governos e gestores de um mercado falido, como nenhum político eleito fez até agora. Rasga, no sentido positivo do termo, uma certa lógica pragmática, sem ética, que domina a economia e a política, motivadora de resignação e imprudência, geradora da crise. Os valores que atravessam a encíclica social de Bento XVI, são os valores da exegese do tempo, propostas de construção de fraternidade, esmagadas por pressupostos com pés de barro que servem de desculpa para adiar opções… radicais.
Apresentada na véspera de mais uma reunião dos “colossos” económicos no G8, A Caridade na Verdade é uma encíclica marcada pela crise, mas que permanecerá actual nas crises e entre as crises do futuro. Na senda de outros documentos importantes que definem a chamada Doutrina Social da Igreja – como a Rerum Novarum de Leão XIII, a Pacem in Terris de João XIII, os documentos do Concílio Vaticano II, a Populorum Progressio de Paulo VI ou a Centesimus Annus de João Paulo II, cada qual com a marca do seu tempo –, Caritas in Veritate retrata um mundo e um tempo de incertezas, com a certeza de que muita coisa tem de mudar. Está lá tudo, com uma gramática criteriosa e uma invulgar capacidade de leitura do tempo e dos sinais. Ética e Justiça serão palavras-chave da encíclica, mas não chegam para compreender a(s) direcção(ões) proposta(s).
Mediaticamente faz eco o apelo, que não é inédito – João XIII já o fizera –, para uma “reforma da ONU” e a criação de uma “Autoridade Política Mundial” reguladora da globalização, reconhecida por todos, “com poder efectivo para garantir a observância da justiça, o respeito dos direitos” e planificar o desenvolvimento, orientada pelos “princípios da subsidiariedade e da solidariedade”. Propostas em jeito de renovadas utopias. Mas o texto é muito mais profundo. Foi elaborado com tempo, amadurecido enquanto se atravessava a crise.
Sob o signo da crise económica, Bento XVI defende também, como dimensão imprescindível, a liberdade religiosa que “não significa indiferentismo religioso”, promotor do afastamento da dimensão transcendental da esfera pública, ou sincretismo que relativiza.
No laicismo, por um lado, ou no fundamentalismo, por outro, “perde-se a possibilidade de um diálogo (…) entre a razão e a fé religiosa”, defende Bento XVI.
A corrupção, o lucro, as deslocações de empresas – “não são lícitas somente para gozar de especiais condições” –, a reavaliação do papel dos Estados, os sistemas de segurança social, a importância das organizações sindicais – embora com novos paradigmas de luta –, a mobilidade laboral, os fluxos migratórios, o “absolutismo tecnológico” que deslumbra, a vida, o ambiente, a agricultura, os recursos naturais, a pobreza, a fome, a liberdade, o desenvolvimento, a comunicação social, a interacção cultural, a interdependência, os dilemas antropológicos… são abordagens aparentemente inconciliáveis numa única reflexão e que ganham, nesta encíclica, a forma de um rendilhado coerente e conciso.
A história já provou que uma crise oferece possibilidades e antecipa mudanças.
Bento XVI fala de confiança, mas não consegue esconder um certo cepticismo, uma dose de desalento com o homem contemporâneo, menos disponível para os valores da religião, da transcendência… da fé, que, no entender do papa, purifica a razão. “Os custos humanos são sempre custos económicos e as disfunções económicas acarretam sempre custos humanos”, por isso, não haverá fraternidade sem “transparência, honestidade e responsabilidade”.
Tendo o homem como meta, e na sequência da encíclica Deus Caritas est (Deus é Amor), a nova encíclica A Caridade na Verdade reabre o leque de intervenção dos cristãos: “O caminho político da caridade não é menos qualificado e incisivo do que é a caridade que vai directamente ao encontro do próximo”.
Nas primeiras linhas, o papa lembra que “a caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja”. Mas a prática também revela que a falta de coerência é a fragilidade maior entre os cristãos, a quem o papa se dirige em primeiro lugar. Bento XVI critica os alicerces do mercado desregrado, o “crescimento de uma classe de gestores” preocupados apenas com o lucro. Muitos gestores, que se dizem católicos, foram cúmplices ou responsáveis pela crise, aproveitaram-se dela ou das fragilidades do mercado sem regras que a provocou. Devem ter as orelhas a arder."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Que rico menino...

No rescaldo da grande Festa de Baptismo, aqui fica um poético artigo, do conhecido avô, João Bento Sampaio.

"Foi então que outra luz, outra amenidade, uma calma desusada me inundou a mente – “será?...”

Vagueava eu no emaranhado de galáxias, esgueirando-me lesto pelo diáfano plasma, fugindo dum buraco negro, pudera; andava mesmo desgarrado de mim, das coisas, das gentes, do mundo, num alheamento de quem a vida nem sempre lhe sorri como desejaria – trrin-trrin – pareceu-me ouvir o telefone, e acordei noite alta, ia a lua cheia no seu passeio, levava um ar de menina radiosa num sonho todo feito de incerteza.
Apressado e ansioso com aquele súbito trrin-trrin, agarrei-o e ninguém se alardeava na outra ponta da linha. Bem, voltei ao conchego ainda quente, “será?...”, mas não, no visor não se mostrava mesmo vivalma.
Mas o sonho... Não era aquela banalidade de mais um remexer de criança inquieta por crescer – “será?...”. Não era esse devaneio de nocturna e indizível ansiedade, tão-pouco de tristeza; era uma outra suavidade, era um lindo sonho de bambino – a criança que teima em brincar dentro de nós, que duas vezes somos meninos, nunca crescemos – nem o ardor banal da mocidade parecia ser.
E que coisa mais bela era a sensação de voltar a enredar-me naquele desatino de criança – uma ventura, feita só de perdão, só de ternura – , e alinhavei as ideias ainda misturadas em cadinho, que derramava a bonança calma e prateada da lua cheia, já a perder-se para a madrugada – “será?...”.
Foi então que outra luz, outra amenidade, uma calma desusada me inundou a mente – “será?...”. E levantei-me de vez. É que aquela brandura de felicidade, a alvorada que adolescia límpida num céu tão generoso quanto o desejo de uma criança feliz, tudo eram de verdade coisas raras, tão escassas que até nem sei se as há na natureza.
Dei comigo agora tão agarrado a mim, às coisas belas tecidas pelas gentes, ao mundo novo que vamos urdindo num convencimento de quem a vida sempre lhe pode sorrir como se deseja.
E outro destino o da paz da nossa hora derradeira soou suave – “será?...”. Um novo trrin-trrin voltara novamente, “é ele!”, e aquele alvor promissor mexeu comigo – um encantamento de arrebatar.
Rasgara-se a Natureza num primor ímpar... e encheu-se a terra inteira de esplendor, enfeitando-se de requintes inestimáveis: um outro Menino, cruzando milhentas galáxias, dera-lhes um toque distinto – “papá, o João vai nascer!”.
E pensei, babado, já se vê... – nesta 2ª feira 15 de Dezembro – “que linda prenda de Natal! Oh, que rico menino será o meu terceiro neto...”

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E a quem esta água molhar...

Domingo, dia 5 de Julho, na sempre Solene Missa das Cinco, da Matriz de Ponta Delgada, de que é Patrono o Mártir São Sebastião, recebe as águas do Baptismo o menino João Vasconcelos Bento Sampaio: primeiro passo na sua vivência cristã, nesta Igreja onde Menino do Coro será, como os seus, e músico de capela, como os de agora e os das gerações anteriores.
O momento é por isso de Festa para a Família e para a Igreja que, além de ter um novo membro, terá um novo colaborador.
Gente boa como o nosso mundo tem falta. Deus o proteja!
Entretanto, no Coro Alto, preparam-se as velhas partituras do antigo Coro do Conservatório, que a ocasião não é para menos...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A noite de São João.

Terça-feira, dia 23, a noite é de São João.
A água corre da fresca fonte, enquanto as crianças saltam a fogueira que desfaz a escuridão. O cheiro é das sardinhas e os risos são de alegria porque a noite é de festa.
Na velha Casa de São Domingos, em Vila Franca, também se cumpre a tradição. Entre o pôr-do-sol e a alvorada. A entrada é pelo engalanado portão da antiga Rua do Senhor, aberto a todos, que a Menina Cristiana assim o manda.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

São João nos Ginetes.

Domingo, 21 de Junho, em terras do Vigário Norberto Brum, há festa de São João. A Missa Solene é às 11.00 horas, cantada pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel e, às 18.00 horas, tem lugar a Procissão.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

Procissão do Santíssimo.

Quinta-Feira, dia do Corpo de Deus, a Procissão do Santíssimo volta a percorrer as artérias da Cidade de Ponta Delgada, saindo da Igreja Matriz após a Missa de Festa, às cinco horas.
Este ano, e como é agora hábito de três em três anos, subirá pela Rua do Frias até Sant'Anna, descendo por esta até à Matriz.
Após a magnífica Festa do Espírito Santo de Domingo passado, a zona alta da Cidade prepara-se agora para receber dignamente a solene passagem do Santíssimo Sacramento.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Programa das Festas na Rua do Frias.

30 De Maio – Sábado
14.00 – Distribuição das opas e do Programa.

31 De Maio – Domingo de Pentecostes
17.00 – Missa Solenizada de Pentecostes com Coroações.
18.00 – Procissão da Mudança das Insígnias do Espírito Santo da Igreja Matriz para a Rua do Frias.
Recitação do Terço.

1 De Junho – segunda-feira
20.30 – Recitação do Terço.

2 De Junho – terça-feira
20.30 – Recitação do Terço.

3 De Junho – quarta-feira
20.30 – Recitação do Terço.

4 De Junho – quinta-feira
20.30 – Recitação do Terço.

05 De Junho – sexta-feira
20.30 – Recitação do Terço.
Entrega das ofertas de Flores e verduras.

06 De Junho – Sábado
Entrega das ofertas de arroz doce na Despensa.
20.30 – Terço.
Bênção da Despensa.

07 De Junho – Domingo da Santíssima Trindade
10.30 – Chegada da Banda.
11.00 – Cortejo Processional – Ruas: Frias, d’Água, Hintze Ribeiro, Largo da Matriz.
12.00 – Missa Solene com Coroação.
13.00 – Cortejo Processional – Ruas: António José de Almeida, Machado dos Santos, Pedro Homem, Frias.
15.00 – Sopas do Espírito Santo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ó Divino Espírito Santo!

Ó Divino Espírito Santo
A Vossa Capela cheira
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor da laranjeira. ´

E assim vão em entoadas os devotos do Divino que por estes dias enche de côr e alegria as nossas terras açoreanas. Assim foi na Lomba das Fagundas. Assim começa Domingo na velha Rua do Frias...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mas que maravilha!

Enquanto aguardamos o seu regresso de Toronto, aqui fica uma crónica bem humorada de Bento Sampaio, no rescaldo das Festas do Senhor.
Ia-se ele já embora, despedindo-se com um beijo, voltou atrás, “ah, o tanque é muito melhor... lava na mesma e trabalha sem electricidade...”
Não é só a Natureza que proporciona o deslumbramento por tanta beleza que vai por esse mundo fora. As cataratas do Niagara, ou as do Duque de Bragança, já me haviam enchido os olhos de assombro. Por cá, a singularidade da Rocha dos Bordões, a mística catedral furnense da Graciosa, os nebulosos algares e também a altivez dos nossos picos, todos avassalavam-me a imaginação.
Mas ainda levaria um bom ror de anos para me pôr céus fora e pasmar-me com as quedas de Iguaçu, ou o sossego relaxante dos fiordes e mais e mais o que a Mãe-Natureza nos deixou como dote.
E outra maravilha havia de chegar na festa do Senhor Santo Cristo com a minha gente a acampar em minha casa por ficar bem perto da festa.
Alegrava-me tê-los naquele reboliço de fora-e-dentro, como se fossem filhos meus os cinco sobrinhos já nascidos. Ainda vinha longe o meu único rebento.
Chegáramos dos States havia seis meses e ainda muito se falava do sedutor american dream, “a gente lá...”, explicava aos meus irmãos a modernidade das soluções do american way of life.
Deixara-me, de facto, impressionar por aquele mundo de tecnologia de ponta – já os computadores eram lá uma realidade matutando dentro de grandes caixotes – “até nos controlavam as entradas e saídas”, e logo eles, “como?!”, e aquele cartão perfurado surpreendeu-lhes o avanço que levavam os americanos. Também as facilidades domésticas de toda a sorte fascinavam a minha gente.
Todavia, só isso tinha a terra dos meus american friends, sem falar do muito saber de tantos laureados com o Nobel. Mas quem sabe se não lhes falta, talvez, uma alma de povo remoto? – deixem para lá, são coisas minhas…
Bem, na sexta-feira da festa do Senhor, veio a mais apreciada maravilha numa casa – a máquina de lavar roupa.
E como podiam os meus ter um brinquedo tão útil, se a nossa Ponta Garça ainda era um refúgio só para poetas? Os tanques de lavar – das Grotas Fundas, da Fonte de Vime e o da Fonte da Sinhara – trabalhavam em grande, e a electricidade só viria um ano e meio mais tarde, como prenda no Sapatinho do Natal de ’73.
Com a rapaziada porta fora para o arraial, que a novidade era mesmo a folia dos carroceis, gelados de pouco a pouco e o folguedo de furar por entre gentes aos magotes no Campo, os maiorais – esses não – quiseram ver a coqueluche instalada no quarto de banho do apartamento que arrendara na rua do Saco, e observar como aquilo funcionava.
A Westighouse, para ser paga em dez prestações, mais parecia o nosso bebé que viria em ’74 – tem a quem saia, é todo loiro, diriam depois – mas era a ela que todos queriam ver e como seria aquilo de lavar roupa fora do tanque...
Sem roupa suficiente para enchê-la, inventou-se outra – o Inverno dispensara-nos da cama os fortes cobertores – “vai ser isto mesmo”, decidiu minha mulher em favor daquele espectáculo ao vivo, que ela, em boa verdade, também queria exibir o trofeu, como se fora ela a obreira da preciosidade.
Pois é... Somos assim. Não há como se lhe dê outro jeito. Tudo o que é nosso, e novo da peça, e a família em primeiro lugar, valem mais que o mundo todo junto, e óptimo que se estime o material e ao sangue se dê o apreço devido. Mas digam lá: todos os cacos... – mesmo um carro padecendo de velho, a pecha da telha corrida – merecem uma defesa férrea como sendo coisa nova do trinco? São presunções.
Adiante...
Um programa para roupa pesada requeria mais tempo, “isto leva quase uma hora”, e ainda por cima cobertores, “vai ter que ser com água quente”, e questionaram-se de pasmo, “ela lava a quente?!”.
Claro está, se quisessem acompanhar todo o programa, boa parte do serão da segunda-feira da festa teria de ser passado na casa de banho...
Que importava se todos queriam contar quantas voltas, e enche e vaza, e ver o sabão que se foi, e torna a encher e esperar que o amaciador também se fosse, “olhem, já está bem quente!”, mais água dentro e outra fora, “pouco me importa a festa...”, descartou-se a minha cunhada mais velha, “e já agora, também quero ver...”, decidiu-se a outra, em vias de se casar, e minha irmã, “isso é mesmo uma maravilha”, e a minha sobrinha mais velha, “também fico com a mãe”. Embasbacados, os manos fumavam... e as outras, ala de se acomodarem na borda da banheira, no bidé e na sanita... Só minha mãe assistiu ao espectáculo numa cadeira fofa.
Meu pai não era homem de festas, desprendera-se cedo da vida, “eu já morri...”, dizia-nos com a convicção de que a velhice é um prefácio que enfeita a morte...
Só o vira uma vez na festa a pagar uma promessa de joelhos, ao Senhor milagreiro, agradecendo mais uns anos de vida, depois da remoção de um tumor maligno, “se Deus ainda me quer por cá, hei-de fazer por isso” – e fez o que lhe estava à mão.
Um dia, sabendo-me em casa ao almoço, apareceu, “venho ver essa admiração...”. Atrapalhado sem roupa à mão, inventei uns panos, toalhas e tapetes... “que mistura...”, puxou-me as orelhas quem era, de verdade, a obreira de uma lavação de jeito.
Meu pai assistiu por pouco tempo, “a lavagem demora, não é?”, e quis saber o consumo de energia, franzindo o sobrolho, “mas é uma maravilha...”, e fiquei satisfeito com a sua apreciação.
Ia-se ele já embora, despedindo-se com um beijo, voltou atrás, “ah, o tanque é muito melhor... lava na mesma e trabalha sem electricidade...” – o seu aparte definia-o como um homem do seu tempo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Água Retorta em Festa.

É já no próximo Domingo que todos os caminhos vão dar a Água Retorta, à Lomba das Fagundas. O Mordomo é o carismático farmacêutico pontagarcence Cláudio Medeiros. O Império é do Divino que, em tão abençoada aldeia, rasga de festa a pacata manhã, entre vielas e outeiros, até à restaurada Igreja da Senhora da Penha de França e, pelas 11.30, junta o povo em solene Missa da Ascensão, que o Vigário local é Vigário Episcopal.
Este ano tocada pela mais Titular das organistas, Ana Paula Andrade, e cantada por quem lá conseguir chegar.
Ao regresso haja dedos para o acordeão que tal Mordomo não quer tristezas à passagem do Senhor Espírito Santo. Em sua casa, de porta aberta, as saborosas sopas são à moda do Pico, mas tudo o mais é bem à moda daquela preciosa terra: simples, genuíno e belo.
Já sinto aquele cheiro a natureza. Vai ser um Domingo extraordinário!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Quase não vinha...

Em tempo de Festa, um artigo do nosso Bento Sampaio, estes dias em terras do Canadá para lançar a sua segunda colectânea de crónicas “Viagens no Tempo”, no dia dos Açores. A Identidade deseja-lhe a merecida recepção nessas nossas terras de Diáspora!

Planava já o Dakota americano sobre um amontoado de nuvens, vastíssimo e alvo, o sol lá em cima clareava-me as ideias, o tino voltou atrás, vinha eu de Angra.
E fervia-me, ainda fresca, no bar da messe, a fala do comandante, apertado no seu blusão de cabedal verde, “o nosso aspirante Sampaio já tem a sua licença?”.
Num relance passei revista aos meus imagináveis pontos fracos – algum relatório por entregar, as contas da Tesouraria não batiam certo, o major do Comando teria engendrado, à socapa, uma aleivosa intentona, eu sei lá… – estava mesmo bloqueado.
É certo que os dias concedidos eram fora da norma, que não os tinha por direito, mas ao dizer-lhe, “não sei se vou ser mobilizado… meu comandante…”. E, antes de o ser, “gostava de ir à festa…” – sabia lá se, indo, vinha inteiro do inferno de África…
Mas como poderia ter vindo ele com aquela pergunta a despropósito, se eu já tinha o passaporte na mão, e fora ele que o assinara?
Bem, fiquei um pouco desconcertado, e ele, o tenente-coronel Garrido Borges, aliás um simpático militar, apercebeu-se disso, apertou-me a mão, “então, boas festas”.
Foi então que caí em mim… o homem, certamente, contava que eu lhe aparecesse no gabinete para lhe acenar, “quer alguma coisa para a sua Lagoa, meu comandante?”.
Não, penosa gafe minha. Em vez disso, meti-me no bar a cavaquear sobre as grandiosas festas do Senhor Santo Cristo, “são as maiores dos Açores!”, exclamei orgulhoso da minha ilha.
Não estando nenhum rabo-torto por ali, animei-me em descrevê-las. Talvez parecendo uma conversa agastada para alguns, “conte lá as lâmpadas nosso aspirante Sampaio…”, rematou o comandante numa farta gargalhada, apagando o aromático Marlboro, e saiu.
Era novato, pouco rodado em subtilezas de sofá…
Pois é. Levaria ainda algum tempo para perceber que o melhor da conversa é escutar os outros…
E por que não me pusera logo ao fresco? Aí sim, deixava o bar, a conversa bacoca, atravessava a parada, acenando à beleza barroca da igreja de São João Baptista, cruzava a porta-de-armas e adeus Castelo, até à próxima, Angra.
O avião fazia-se agora ligeiro sobre um céu ao contrário, com o manto leitoso de nuvens lá em baixo. Aquele cenário único afagava-me o íntimo – percebem-me?
Divagando sobre a criação das coisas – os campos... o mar... o sol imenso... em diálogos belos, transcendentes... – a viagem amolecia o nervoso miudinho de chegar à ilha do nosso Santo milagreiro.
De facto, há coisas que quase não têm explicação, o mundo a medrar de espanto… excelso, “do you want a cofee?”, despertou-me do devaneio o militar americano.
Na verdade, tudo o que era da terra da América tinha aquele gostinho especial, tão do agrado de todos.
Mas logo voltei ao bar do Castelo e, por mais hinos à venerável imagem que ouvisse, aquela gafe não me largava, atazanando-me o tino durante toda a festa. E que poderia eu fazer?
Dava por mim a contar tudo: as bandas, os padres, as inumeráveis promessas, quantos seriam os bombeiros, e até os foguetes… – parecia possesso.
De volta ao Castelo, trazia uma ânsia de ter aquilo que gostaria – a tal subtileza de sofá… – e fui de carreira ao seu gabinete, “tem aqui um mimo da sua Lagoa, meu comandante”.
Ele desembrulhou o cinzeiro de louça da Lagoa, que lhe trouxera, parecendo acariciá-lo, e olhou-me com ternura, como se fora filho seu, “desculpe lá, nosso aspirante Sampaio, eu notei…você ficou atrapalhado, não foi?”.
Era evidente que tinha revelado algum embaraço, mas consolava-me agora aquela reparação, saboreando o seu coração de barrela.
Mais à vontade, rebusquei uma graça desenjoativa, “não fui capaz de contar as lâmpadas, meu comandante…”. Ele levantou-se em mais uma farta gargalhada, mas logo franziu o sobrolho, “você está mobilizado”. Fiquei sem fala, as canelas fraquejavam-me, “mobilizado? …”. Apertou-me o ombro com enternecimento, “vá lá que é para Angola…”.
E de nada serviu gritar – Angola é nossa, Angola é nossa!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

As Festas do Senhor.

Chegaram as festas. Por toda a Ilha, as festas do Senhor marcam este tempo, envolto em alegria e assente no entusiasmo que só os açoreanos sabem pôr nestas coisas.
Engrandece-se, assim, o ciclo de festas que marca, de forma peculiar, estas nossas ilhas.
Cheira a festa na cidade: misturam-se acordes que enchem de música a harmonia do Campo com vozes açoreanas marcadas pelo timbre da diáspora.
E nem por isso a sumptuosidade da festa exterior ofusca a magnificência da interioridade e do encontro de cada homem e mulher com Deus e consigo próprio. As festas constituem um património de vivência em comunidade, numa demonstração pública de fé.
Só há festa porque os homens crêem que festejam Deus na Terra. Com grande solenidade. Com formas diferentes de encarar o acessório. Dirigida a todos. Mesmo àqueles que, sem terem ainda descoberto a fé, participam na festa por dever de ofício. A ninguém aquele olhar passará despercebido.
As festas do Senhor são a conciliação verdadeira da fé e da tradição. À boa maneira do nosso povo, alheio a delongas filosóficas de fúteis conclusões, mais interessado na busca do verdadeiro Bem do que em reflectir no acessório qual é a verdade mais ao jeito de cada um.
Celebramos Deus exteriorizando a fé na forma como o aprendemos de quem nos antecedeu. Vivendo-a.
No nosso tempo e com aqueles que nos rodeiam.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Aos cantores do Arcanjo.

Aos sessenta cantores, onde se inclui o pretigiado ensaiador da Canada, que formaram o celestial Coro do Arcanjo São Miguel, na Solene Missa de Festa, à distinta organista e Mestre Ana Paula Andrade, aos jovens e talentosos músicos Andrade Constância, o velho Coro Alto, que entusiasticamente lhes deu guarida e boa acústica, pede que publicamente aqui fique o agradecimento, em memória dos tantos outros que nestes mais de 500 anos têm dado voz à mais antiga festa da Ilha.
Toda a Festividade merece o muito positivo balanço ao tempo novo do jovem Prior da velha Matriz.
Que os próximos 500 tenham sempre mais brilho em merecida apoteose em honra de tão distinto Patrono e em glória do Bem Supremo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

As Festas do Patrono da Ilha

São Miguel Arcanjo, Patrono desta nossa Ilha, é festejado nestes dias.
Vila Franca do Campo acolhe todos aqueles que prestam homenagem ao Chefe dos Anjos, desde os primórdios escolhido para Protector da maior Ilha dos Açores.
A singeleza do acontecimento relembra a grandiosidade das nossas tradições.
À boa maneira dos festejos em honra dos Patronos de cada uma das nossas Cidades, Vilas e Freguesias, a homenagem secular ao Patrono da Ilha cumpre-se mais uma vez, conciliando a grandeza do Divino com a simplicidade da mensagem: Quem como Deus?
A beleza da tradição passa, além disso, o que é o essencial, pela junção, num mesmo acontecimento, ano após ano, de gerações e gerações, de antes e, é de crer, de anos que de hoje ainda distam.
Esta é uma das maiores características de todas estas festas que a partir de agora e até ao fim do Verão vão acontecendo por estas nossas Ilhas: fazem-nos pensar na nossa curta existência e no significado da tradição em si mesma. Não é criação de ninguém, mas vivência de gerações.
No caso das festas de São Miguel Arcanjo, é a sua singularidade que as tornam numa das mais ricas tradições desta nossa Ilha.
Não apenas por ser o Padroeiro da Ilha. Sobretudo pela forma como é organizada a sua procissão e os seus preparativos.
Esta é a única procissão em Portugal que conserva, durante estes séculos que nos separam do fim da Idade Média, o modelo da organização por artes e ofícios.
Cada profissão homenageia, nesta festa, o seu Santo Patrono.
Cada Imagem é ornamentada numa das casas dos do ofício e aí fica exposta na véspera da Festa.
Ao longo do Domingo, os homens de cada arte juntam-se ao seu protector até à Igreja participando, dessa forma, na Procissão de São Miguel Arcanjo.
S. Pedro Gonçalves, com os pescadores; S. Crispim, com os sapateiros; S.to Antão, com os lavradores; N.ª Sr.ª do Egipto, com os arrieiros; S.ta Catarina, com os barbeiros; São João Baptista, com os pedreiros; S. José, com os carpinteiros; S.to António, com os oleiros; São Nuno Álvares Pereira, com as profissões liberais; e N.ª Sr.ª da Paz, com os militares.
Hoje, que os tempos são outros, algumas das profissões participam na Procissão com poucos.
As profissões vão mudando e as mudanças fazem parte do mundo. Pena é que não faça parte do nosso mundo alguma preocupação por se assistir ao abandono por completo de alguns ofícios. Não por saudosismo, apenas porque as artes de ontem, hoje, continuam a ser uma riqueza.
Saibamos nós apreciar os poucos que, a algumas delas, ainda se dedicam.
A felicidade do homem passa pelo sentimento, senão sobretudo pela alma.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

São Miguel Arcanjo.

Domingo, o Patrono da Ilha festeja-se na Velha Vila.
Missa de Festa ao Meio Dia, presidida pelo Vigário Episcopal de São Miguel, Pe. Dr. Octávio Medeiros, e cantada pelo Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel, acompanhado, no centenário Órgão de Tubos, pela Dr.ª Ana Paula Andrade Constância. Os cantores que possam dar esse contributo à Festa têm ensaio geral no Sábado às 10.30.
A tradicional Procissão com os diferentes patronos sai da Matriz às 18.00 de Domingo, fechando o cortejo o Glorioso Príncipe São Miguel.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Primeira Comunhão.

No passado Domingo do Bom Pastor, bonita e radiosa, tomou a Primeira Comunhão a muito estimada afilhada Maria Helena, na Paroquial Igreja de Cristo Rei, em Algés.
Momento marcante na nossa vida cristã, o primeiro em que se recebe a Sagrada Eucaristia, em que a alegria simples das crianças se faz Festa.
Que o seja por muitos anos e sempre na busca do Bem.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

De Regresso.

Embebido nas ruelas da imponente Cidade que serve de berço à nossa civilização e Capital do Império Cristão, da Roma Eterna agora chegado, volto à escrita deste modesto Jornal atordoado pela magnificência desse outro mundo. Ou melhor, do mundo!
Mas pergunto-me, como os gauleses, serão os romanos loucos? Conservam então tudo quanto têm com tal arte e beleza que nos oprime a vergonha de vivermos em cidadelas inundadas de contemporâneo! Numa cidade de tantos quilómetros porque cargas de água há-de ser tudo belo? Não têm lá também destes artistas de agora ou dos nossos arquitectos de toque actual? Para que querem eles pedras e pedrinhas com dois mil anos? Só para terem milhões de turistas e uma cidade magnífica? Nunca ouviram os nossos intelectuais políticos que sabem que o tempo não pára? O que vale mais: o vosso pedante bom gosto ou o nosso pindérico novo-riquismo? Fiquem lá com os turistas que nós ficamos com o cimento armado!
E os sinais cristãos? Julgam que por serem 60 milhões numa só cidade têm direito a ofender a cavalgada do laicismo que, furiosa, há anos que não sai dos subúrbios? Então milhares de padres envergarem batina com a mesma naturalidade com que também se passeiam pela histórica zona de esplanadas e tasquinhas, ofendendo assim a militante voz progressista do clero fundamentalista dos loucos anos 60 que tanto tem feito pela destruição da Igreja por estas paragens? E a foto do Papa em todo o lado, até em bares e restaurantes? Não sabem que a Odete Santos não gosta do Papa? Não lêem os jornais portugueses que são contra o Papa? Quem pensam os romanos que são para, sem o nosso consentimento, o venerarem a tal ponto?
E tudo é grandioso. Não sabem eles que a verdadeira arte e a cultura digna desse nome são obra do maligno e causa de todos os males? Porquê música quase divina, quando o homem deve chafurdar na guitarrada pimba que nos torna a todos desprezivelmente igualitários? Não sabem os romanos que a grandiosidade que apresentam ao mundo pode ofuscar a pequenez do azedume de quem nada sabe fazer e refugia-se nas virtudes do simplório?
Onde pensam os romanos que vão? Nem sequer são democráticos: entregaram a Câmara à Direita, ignorando todas as regras ditadas em Portugal, mais velha democracia do mundo, única em que à política e ao jornalismo só acedem pessoas de elevada educação e com provas dadas no mundo profissional e no saber.
Estranho Povo!
E por que raio têm um ar bem disposto?
Ainda bem que me vim embora. Não fosse algum dia dar-lhes razão!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Hino popular a Dom Nuno.

Herói e Santo,
Dom Nuno imortal,
Valei à terra de Portugal!

I
Dom Nuno Álvares Pereira
Nosso encanto e nossa glória,
Retomai vossa Bandeira
E levai-nos à vitória.

II
Em vosso peito de crente
E robusto lutador
Ardem continuamente
Chamas de fé e amor

III
Carmelita e Cavaleiro,
Abraçando a Cruz da Espada,
Mostraste ao mundo inteiro
O valor da Pátria Amada.

IV
Ébria de sonho e de aurosa,
Voss'alma fremente e bela,
Brilhou nas eras de outrora
Mais alto do que uma estrela.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ao Beato Nuno de Santa Maria.

O túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído no terramoto de 1755. O seu epitáfio era: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
Domingo, na Cidade Eterna, a Pátria engrandece-se. Como disse o Cardeal Patriarca, em Lisboa, o Beato Nuno é do melhor que Portugal teve na sua História: um Homem da causa pública e de fé.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

À Cidade Eterna.

Acabado de chegar ao centro da civilização, para o grande acontecimento do próximo Domingo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Carros Antigos

Para quem aprecia carros antigos, um bom sítio com sugestões de aquisição e instruções de restauro:



http://www.portalclassicos.com/forum/