segunda-feira, 26 de abril de 2010
A Semana...
01 de Maio - SábadoDia de São José Operário - Feriado
18.00 - Ensaio do Coro da Prioral (Repertório de São Miguel).
Noite - Visita aos quartos onde estão ornamentados os Santos Patronos.
02 de Maio - Domingo
Festa de São Miguel Arcanjo
11.00 - Ensaio do Coro da Prioral com a Capela da Matriz de Ponta Delgada.
12.00 - Missa Solene.
18.00 - Procissão.
Noite - Arraial.
03 de Maio - Segunda-Feira
Festa de São Miguel Arcanjo - 1ª Oitava
11.00 - Missa Solene cantada pelo Coro da Prioral.
13.00 - Cortejo de Oferendas .
21.00 - Concerto da Banda Lealdade.
As Festas do Patrono da Ilha
São Miguel Arcanjo, Patrono desta nossa Ilha, é festejado no Domingo mais próximo ao dia 8 de Maio, que não coincida com a Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres.Desde os primórdios escolhido para Protector da maior Ilha dos Açores, o Chefe dos Anjos acolhe todos aqueles que, nestes dias, visitam Vila Franca do Campo.
A singeleza do acontecimento relembra a grandiosidade das nossas tradições. À boa maneira dos festejos em honra dos Patronos de cada uma das nossas Cidades, Vilas e Freguesias, a homenagem secular ao Patrono da Ilha cumpre-se conciliando a grandeza do Divino com a simplicidade da mensagem: Quis Ut Deus?
A beleza da tradição passa assim pela junção, num mesmo acontecimento, ano após ano, de gerações e gerações, de antes e, é de crer, de anos que de hoje ainda distam, como se o tempo fosse desafiado…
Esta é uma das maiores características de todas estas festas que a partir de agora e até ao fim do Verão vão acontecendo por estas nossas Ilhas: fazem-nos pensar na nossa curta existência e no significado da tradição em si mesma. Não é criação de ninguém, mas vivência de gerações.
No caso das festas de São Miguel Arcanjo, é a sua singularidade que as torna numa das mais ricas tradições desta nossa Ilha. Não apenas por ser o Padroeiro da Ilha. Sobretudo pela forma como é organizada a sua procissão e os seus preparativos.
Esta é a única procissão em Portugal que conserva, durante estes séculos que nos separam do fim da Idade Média, o modelo da organização por artes e ofícios.
Cada profissão homenageia, nesta festa, o seu Santo Patrono.
Cada Imagem é ornamentada numa das casas dos do ofício e aí fica exposta na véspera da Festa. Ao longo do Domingo, os homens de cada arte acompanham o seu protector até à Igreja, participando, dessa forma, na Procissão de São Miguel Arcanjo, presidida pela majestosa imagem que aqui chegou no século XVIII.
S. Pedro Gonçalves, com os pescadores; S. Crispim, com os sapateiros; S.to Antão, com os lavradores; N.ª Sr.ª do Egipto, com os arrieiros; S.ta Catarina, com os barbeiros; São João Baptista, com os pedreiros; S. José, com os carpinteiros; S.to António, com os oleiros; São Nuno Álvares Pereira, com as profissões liberais; e N.ª Sr.ª da Paz, com os militares.
Hoje que os tempos são outros, algumas das profissões participam na Procissão com poucos. As profissões vão mudando e as mudanças fazem parte do mundo. Pena é que não faça parte do nosso mundo alguma preocupação por se assistir ao abandono por completo de alguns ofícios. Não por saudosismo, apenas porque as artes de ontem, hoje continuam a ser uma riqueza.
Data de aniversário da Banda Lealdade, herdeira do Hino que só nas suas mãos tem aquele magnífico timbre marcial. Hino que, de manhã, é tocado no também aniversariante Órgão de Tubos, que acompanha o Coro da Prioral na sua Festa mais emblemática, em dia de uso da batuta dos velhos Mestres de Capela, com várias composições no Canto deste, entre as quais a do Breve concedido à Ilha de S. Miguel por S.S. Pio IX, em 1872.
Dia de visita da Capela da Matriz de Ponta Delgada ao Coro Alto da Vila, a acompanhar a Missa Solene, e, à Casa de São Domingos, ao almoço da Festa…
Encontro 2010
Assim se chama o novo blogue do Padre Nemésio Medeiros, Prior da Matriz de Ponta Delgada. Actualizado quase diariamente com reflexões muito actuais sobre a nossa vivência cristã e colectiva, merece a visita de quem gosta de ver o mundo pela positiva. Aqui fica a nossa saudação pela oportuna iniciativa!
http://www.encontro-2010.blogspot.com/
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sevilha
Viajar no tempo é descobrir mundos onde o que pensamos como passado ou futuro é presente bem vivo. Assim é Sevilha. Jovialmente tradicionalista ou, se preferirmos, tradicionalmente jovem. Respira-se um mundo edílico com um vaidoso toque de perfeição.Tudo é Belo: a alma do povo, a simpatia, a imperial cidade, a Fé, a festa permanente, as pessoas… Gente bonita, aperaltada, educada e bem-disposta. Segura de si. Aberta ao mundo e aos outros. Como é isso possível? Que protecção tem esse povo para não merecer, como os demais, uma nova geração maioritariamente transvestida de piercings e cabelos sebosos?
Será apenas da sua auto-estima? Do seu brio ou cultura? Da sua Fé?
Afinal, nesse grandioso recanto do mundo, a Catedral não se enche com cabelos brancos como as Igrejas dos quatro cantos da nova evangelização. É de gente nova que se compõem as assembleias litúrgicas que acorrem às solenidades da centenária construção. Elas de véu. Todos de boa voz, cantando em uníssono o Pater Noster entrelaçado nos magníficos acordes do sumptuoso Órgão.
Não fora a inigualável companhia do Padre Saldanha, aí concelebrante, e certamente não teria tido a alegria de, juntamente com o grande colega e amigo da velhinha Escola de Angra, Luís Leite, ter vivido no Coro a riqueza da Semana Santa, dirigido por um experiente Cónego, acompanhado ao Órgão por um admirável organista, claro, também ele sacerdote, que, na sua modéstia, me contava com honra ser titular daquele magnífico instrumento há 51 anos.
Na mesma Catedral à volta da qual, tantas vezes perdido, passeou toda a Semana o estimado cunhado Edgardo. Na mesma em que atravessam em penitência as 60 Procissões que se realizam naquela Semana Maior. De madrugada, ou noite dentro, elas percorrem a cidade durante toda a Semana, saindo das diversas Igrejas e capelas da urbe. E se logo à primeira impressão fazem estremecer os sentidos pela opulência e beleza, ou pela envolvência da Música que irrompe a noite numa alegria em choro, maior agitação causam ao espírito pela devoção que transbordam os milhares que as acompanham, anonimamente, encapuçados de nazarenos, com belíssimos trajes que lhes tapam a feição em mais de oito horas de caminhada contínua pela noite fora, muitas vezes até descalços. Assim também as três dezenas que levam em turnos o andor, completamente escondidos debaixo dele, transportando em tonelada e meia de preciosa arte um sinal bem vivo de devoção, Fé e Caridade, pois que todas estas Irmandades se destinam, durante todo o ano, ao auxílio aos mais desfavorecidos.
E, pelas ruas, a cidade agita-se. Sem os velhos preconceitos que continuam a habitar entre nós com o mesmo à vontade que o estilo barato das novelas brasileiras. Sem os novos puritanismos da sociedade dita moderna.
As tascas enchem-se. Abarrotam. E não é de jovens imberbes em bebedeira fácil, nem de maridos rabugentos de botequim de dia inteiro.
Enchem-se do Povo. Do mesmo que enche a Catedral e as Procissões. As touradas e as festas. Os passeios de fim de tarde e a vida da cidade. De homens e mulheres de todas as idades e condições. Conversando, petiscando as omnipresentes tapas, degustando os óptimos vinhos da Região. Sem que se ouçam brigas futebolísticas ou o fanático debate político que persegue o nosso tempo.
Uma lição de vida a quem acredita que é na Identidade de um Povo que está a sua riqueza. Acompanhando o tempo sem nos reduzirmos a caricatura das ilusões que nos emborcam os media…
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Irró, ó meu Santo Irró.
É já Domingo, na velha Capital, a festa de São Pedro Gonçalves, chamada de festa do Irró, em alusão ao grito dos homens do mar a puxarem os seus barcos para terra, avenida acima, para serem devidamente ornamentados em homenagem ao Santinho.Domingo, sai à Rua a Procissão, pelas 15.00, entrando na Igreja de São Miguel para a Missa de Festa, cantada pelo Coro da Prioral Matriz e celebrada pelo conterrâneo Padre Norberto Brum, prosseguindo, por entre magníficos tapetes, de regresso à hoje também sua Ermida que, santamente, divide com Santa Catarina, sua titular, desde que a sua centenária Capelinha, junto à Praia do Corpo Santo, a que deu o nome, foi ao chão, no início do século XX, com o peso do tempo.
Com velas de esperança,
A navegar,
O cais da vida
Buscamos sem cessar.
Ao Porto da Glória
E nas tempestades
Conduz os homens
São Pedro Gonçalves.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
A Semana Maior
Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam.Et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquiatatem meam.
Amplius lava me ab iniquitate mea: et peccatto meo munda me.
Quoniam iniquitatem meam ego cognosco: et peccatum meum contra me est semper.
Tibi soli peccavi, et malum coram te feci: ut justificeris in sermonibus tuis, et vincas cum judicaris.
Ecce enim in inquitatibus conceptus sum: et in peccatis concepit me mater mea.
Ecce enim veritatem dilexisti: incerta et occulta sapientiae tuae manifesti mihi.
Asperges me, Domine, hyssopo, et mundabor: lavabis me, et super nivem dealbabor.
Auditui meo dabis gaudium st laetitiam: et exsultabunt ossa humiliata.
Averte faciem tuam a peccatis meis: et omnes iniquitates meas dele.
Cor mundum crea in me, Deus: et spiritum rectum innova in visceribus meis.
Ne projicias me a facie tua: et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.
Redde mihi laetitiam salutaris tui: et spiritu principali confirma me.
Docebo iniquos vias tuas: et implii ad te convertentur.
Libera me de sanguinibus, Deus, Deus salutis meae: et exsultabit lingua mea justitiam tuam.
Domine, labia mea aperies: et os meum annuntiabit laudem tuam.
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique: holocasutis non delectaberis.
Sacraficium Deo spiritus contribulatus: cor contritum, et humiliatum, Deus, non despicies.
Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion: ut aedificentur muri Jerusalem.
Tunc acceptabis sacrificium justitiae, oblantiones, et holocausta: tunc imponent super altare tuum virtulos.
Gloria Parti, Filio, et Spiritus Sancto.
Sicut erat in principo, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amen
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Dia Mundial da Juventude em São Miguel
No Domingo de Ramos já é tradição celebrar-se o Dia Mundial da Juventude nesta Ilha com grande dimensão, acolhendo cada Ouvidoria, em cada vez, as centenas e centenas de jovens que, de toda a Ilha, aí acorrem.Em prol do maior dos ideais, em nome do verdadeiro Homem e verdadeiro Deus, provando que a Igreja continua viva como a de sempre, por Fé, por partilha ou por simples motivação, os jovens católicos de São Miguel mostram força, dinamismo, entusiasmo e dedicação, e que nem todos andam “à rasca”: por não terem um Ideal, um rumo para a sua própria vida, um desafio que os motive, senão mesmo uma família que os eduque.
Dão provas de que estão longe de ser apáticos, com certeza que os há, até em abundância maior do que a desejável, mas a capacidade de criar e executar algo que os motive fica bem patente nos tantos e tantas que, para além da sua participação viva, ali levam canções, teatros e coreografias, com qualidade e de forma saudável.
A grandiosidade do momento mostra ser a Igreja a única que consegue mobilizar uma tão rica massa de juventude.
Ter personalidade não é ser uma cópia do estereotipado “jovem radical”. É procurar realização como pessoa e ter a coragem de ser feliz.
De anos a anos cruzo-me com este dia e, embora não sendo um entusiasta do “festival litúrgico”, impressiona-me sempre o dinamismo que o dia consegue congregar.
Lembro-me de, na Lagoa, em 1990, me ter cabido a regência do Coro dos Seminaristas; em 1992, ter ensaiado o grande Coro na Ribeira Grande, com o Coro Jovem da Matriz de Ponta Delgada e centenas de jovens daquele concelho; em 2001, ter integrado o Júri do Festival da Canção, em Vila Franca; em 2009, também em Vila Franca, ter composto a singela Música para o Festival novamente em Vila Franca, embora já desabituado do estilo; e, em 2010, ser chamado a, passados 18 anos, voltar a dirigir o Canto tentando dar solenidade ao dia e o devido cunho litúrgico ao momento.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
A Quaresma micaelense.
As cinzas, que nos foram impostas, simbolizam o dever da conversão, a mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. "Lembra-te ó homem que és pó e que em pó te hás-de tornar", como celestialmente as crianças enchem a Igreja com o canto feito para elas.Assim se inicia a Quaresma, quarenta dias antes da Páscoa, pois que os Domingos não são nela incluídos.
Pelas ruas, as romarias estão por toda a Ilha, timbrando, em toadas de Ave-Marias, adros e vielas. De cajado na mão, aí vão, percorrendo a Ilha do Arcanjo. Como sempre. Desde o tremendo terramoto de 1522, que nos levou a velha Capital e milhares das suas vidas. Para que tragédia assim não nos assole semelhante. Em cada fim-de-semana uns saem, outros regressam.
Os que ficam também oram. Porque de oração se faz a Quaresma. A mais Solene de todas é o Lausperene. Louvor eterno. É tradição bem antiga, nestas nossas Ilhas, a Exposição Solene do Santíssimo Sacramento no mais alto lugar do templo, no trono da Capela-Mor, o qual ficava tapado, com damasco, no resto do ano, só se abrindo nesta Festa, ornamentando-se a preceito a Igreja, com as aromáticas flores próprias da época e as luzes cintilantes de lamparinas e velas fervorosamente a arder.
Na cidade de Lisboa, o Santíssimo Sacramento está exposto à adoração dos fiéis desde 1556, por instituição do seu arcebispo, D. Luís de Sousa, ininterruptamente, percorrendo, por escala, as diversas igrejas da cidade, por quarenta e oito horas.
O Lausperene, originariamente com a duração de quarenta horas, em memória do período que o corpo de Jesus esperou no túmulo pela vitória sobre a morte, na nossa tradição cingia-se a uma noite, ou, em alguns casos, às vinte e quatro horas do dia.
Mesmo assim, foi o piedoso costume caindo em desuso. Felizmente, hoje, começa a recuperar-se, percebendo-se o brilho e a solenidade a que deve estar associada a Exposição do Santíssimo Sacramento. Assim é que, ao fim de décadas, e com o empenho do seu novo Prior, ao II Domingo da Quaresma, na mais velha Matriz desta Ilha, o Sagrado Lausperene regressou.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Ramalho Ortigão o escreveu...
Pobres homens, mais dignos de piedade que de rancor os que imaginam que é com um carapuço frígio, talhado à pressa em pano verde e vermelho, manchado no lodo de uma revolta num bairro de Lisboa, que mais dignamente se pode coroar a veneranda cabeça de uma pátria em que se geraram tantos grandes homens, a cuja memória imperecível, e não aos nossos mesquinhos feitos de hoje em dia, devemos ainda os últimos restos de consideração a pudemos aspirar no mundo! Pobre gente! Pobre pátria!(…)
Tais resultados, que eu acho melhor encarar pelo lado cómico, que pelo lado trágico, demonstram, com a evidência científica de uma operação química, que a experiência política da Rotunda prolongada até hoje não está deixando, no fundo das retortas, senão indisciplina, desordem, deseducação, desnacionalização, imoralidade, irreligião, empobrecimento, charlatanismo, cabotinismo e miséria.
Evaporada a infantil e burlesca ilusão de que um país pode continuar a viver, como vive uma minhoca em postas, uma vez esquartejado nas suas tradições, nas suas crenças, nos seus usos e costumes, na continuidade da sua experiência histórica, governado por um pessoal improvisado pelo favoritismo político, com uma instrução pública de pedantes, uma religião de ateus, uma polícia de sicários, uma maioria parlamentar de ineptos, um ministério de energúmenos, uma burocracia de vagabundos e uma diplomacia de curiosos, da qual só é dado esperar através das chancelarias e dos salões da Europa a mais estercoraria pingadeira de "gaffes".
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Jovens Organistas
Em colaboração com a Capela da Matriz de Ponta Delgada que canta a Missa Dominical das Cinco horas, no Coro Alto da Igreja, os jovens estudantes de Órgão executaram, cada um, uma peça, durante a celebração, e acompanharam, alternadamente, o Coro nos diversos Cânticos próprios do Tempo Comum.
A experiência decorreu em três Domingos, 17 de Janeiro, 31 de Janeiro e 7 de Fevereiro, visando a integração dos aprendizes na realidade litúrgica e coral, para que estão vocacionados os Órgãos de Tubos existentes na Ilha de São Miguel.
As referidas celebrações na Matriz, as quais costumam ser à tarde as mais participadas da Cidade, contaram também com as famílias dos alunos.
Além destes, colabora de modo permanente, com a referida Capela da Matriz, o aluno Frederico Costa, do 5º grau da classe da Professora Cristiana Spadaro, o qual, todos os Domingos, às Cinco horas, toca o Centenário Instrumento.
O Órgão da Matriz foi construído em 1828 por António Xavier Machado e Cerveira.
Quatro promissores organistas…
No próximo Domingo, 21 de Fevereiro, I da Quaresma, é a vez de 40 crianças da catequese, os alunos do 5º ano, cantarem a Missa com o Coro, na sua cerimónia de Cinzas.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Baile
Melhor novidade trouxe ao Carnaval a complexidade das composições da nossa velha Terra de Vera Cruz, em que músicas cheias de ritmo, com alegres acordes, ainda que muitas vezes peculiarmente menores, dão vida a letras de vidas sofridas, em um dia no ano teoricamente aliviadas...
Mesmo assim, quão mais belo é o nosso Entrudo, ainda que ao som de samba, por não servir de fuga à vida, mas de sua parte feliz.
Ora também nas Casas do Frias, com traje de Gala ou Fantasia, é o Baile iniciado à Meia-Noite, antecedido de Ceia com as iguarias próprias, logo após o peculiar Bailinho, que, com a prestimosa ajuda das crianças, traz, em rima, à boca de cena, as verdades do ano de alguns convidados mais incautos, até que em Coro encerre:
“Nesta festa sem idade:
Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade,
Só na Rua do Frias.”
Carnaval são só três dias.
Com estas cores na Cidade,
Só na Rua do Frias.”
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
02 de Fevereiro de 1967.
Nasceu, no Ultramar Português, em Angola, Manuel António Pereira Fins, filho de Francisco Xavier Fins e de Guilhermina dos Prazeres Pereira, naturais de Mirandela e aí residentes.Fez o Ensino Secundário em Mirandela, tendo então ingressado na Guarda-Fiscal, a qual veio a ser integrada na Guarda Nacional Republicana.
Completou o curso de Oficial do Instituto Superior Militar, tendo actualmente o posto de Major.
Exerce as suas funções em Lisboa, em Santa Apolónia, tendo anteriormente estado em serviço no Carmo; nas Janelas Verdes; em Queluz; em Beja; em Portalegre; e em Ponta Delgada.
Foi também docente da Escola Superior Politécnica do Exército, onde exerceu funções de Regente de disciplinas e foi membro dos Órgãos Científico-Pedagógicos.
Casou com Cármen Maria Alves Gusmão, em 1997, na Igreja da Memória, em Belém, Lisboa.
É pai dedicado aos seus filhos Maria Helena, nascida em 2000, e Francisco, nascido em 2002.
Ao estimado aniversariante, os nossos Parabéns.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A Música e a Liturgia
116. “A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar”.
118. “Promova-se muito o canto popular religioso…”
36. “Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos…poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo … em algumas orações e cantos…”
In Constituição A Sagrada Liturgia
Ou, no saber de Joseph Ratzinger: “Gandhi evidencia três espaços de vida do Cosmo e mostra como cada um destes três espaços vitais comunica também um modo próprio de ser. No mar vivem os peixes e silenciam. Os animais sobre a terra gritam, mas os pássaros, cujo espaço vital é o céu, cantam. Do mar é próprio o silenciar, da terra o gritar e do céu o cantar. O homem, porém, participa de todos os três: ele carrega em si a profundidade do mar, o peso da terra e a altura do céu; por isto são suas as três propriedades: o silenciar, o gritar e o cantar. Hoje (...) vemos que ao homem privado de transcendência permanece somente o gritar, porque deseja ser somente terra e procura transformar também o céu e a profundidade do mar em sua terra. A verdadeira liturgia, a liturgia da comunhão dos santos, devolve-lhe a sua totalidade. Ensina-lhe novamente o silenciar e o cantar, abrindo-lhe a profundidade do mar e ensinando-o a voar, o ser do anjo; elevando o seu coração, faz ressoar de novo nele aquele canto que se havia adormecido. Ou ainda, podemos dizer que a verdadeira liturgia se reconhece exactamente no facto de que esta nos liberta do agir comum e nos restitui a profundidade e a altura, o silêncio e o canto. A verdadeira liturgia reconhece-se no facto de ser cósmica, e não sob a medida de um grupo. Ela canta com os anjos. Ela silencia com a profundidade do universo à espera. E assim ela redime a terra”.
In Cantate al Signore un Canto Nuovo, pp. 153-154
Eis em breves linhas as principais determinações para o papel da Música na Liturgia e o seu sentido último aqui metaforicamente descrito pelo actual Pontífice Reinante, Bento XVI.
Os Coros e Capelas têm assim a dificílima tarefa de ajudar os fiéis a participar espiritualmente no Sacrifício Eucarístico, o que exige elevação, missão bem mais profunda e trabalhosa do que pôr a Assembleia meramente em acção, a como infelizmente nos acomodamos em muitas das nossas comunidades.
Infelizmente, ou por muitos dos responsáveis eclesiásticos não serem gente da Música ou da arte, ou por muitos dos responsáveis da Música e da arte na Igreja não serem gente crescida na liturgia, só agora, com o refrescar da memória do verdadeiro conteúdo dos documentos conciliares, com a subida ao trono pontifical do grande teólogo citado, com o esforço incansável, persistente e decido do Santo Padre, passados quarenta anos, se começa a perceber o erro de algumas das ligeirezas que nos foram ensinadas por responsáveis da própria Igreja, às gerações mais novas, muito próprias dos devaneios da época, certamente com a melhor das intenções, mas que afinal eram fruto de falta de estudo e má interpretação do próprio Concílio – “diz-se que agora é assim” - além de terem resultado no esvaziamento das Igrejas a que fomos assistindo nestes anos de “aproximação aos tempos de hoje”!
Claro que a verdadeira Música Sacra dá trabalho a ensaiar, a executar e, às vezes, até a fazer compreender e chegar ao seu fim último, que é a interiorização e a espiritualidade.
Claro que, à primeira vista, sobretudo nos meios mais periféricos que não são nem bucolicamente rurais, nem culturalmente urbanos, as pessoas, ao primeiro instinto, preferem coisas mais ligeiras, que lhes puxe ao sentimentalismo primário que está à flor da pele. Dá a mesma alegria de quem traz para casa sacos cheios de compras.
Nessa versão a Missa é festa, é folia, é palmas… rapidamente se transformando em biatisse e a pieguisse de muito calor entre os homens, mas de conteúdo muito frio entre os homens e o Sacrificado no Altar!
A Missa serve para fazer o Homem encontrar-se com Deus, interiorizar, participar da Sua paixão e morte, crendo na Sua Ressurreição.
Aliás, só esse é o sentido do apelo à participação do Concílio Vaticano II, conforme o Magistério da Igreja, muitas vezes confundido com o perturbador activismo dos leigos na liturgia.
A Missa será assim Ritual? Claro!
Mas vamos ficar presos a fórmulas? Não devemos inovar e adaptar? Devemos, quem? Quem é um para se achar superior a quantas gerações nos legaram a Tradição ou aos tantos que estudam a Liturgia com profundidade ou a vivem com tão maior espiritualidade?
A Missa só é Solene se for Ritual: com a sacralidade que cada palavra transporta, na oração ou no canto!
Aliás, a discussão sobre o tema é quase inócua. Só há uma forma de o fazer: mostrando na prática quão mais rica é a liturgia quando envolta na arte da música sacra trabalhada sobre a intemporalidade do latim.
Hoje, que a maior parte dos que gritavam por simplismo e banalidade abandonou a Igreja à medida que o foi conseguindo, restando já apenas alguns saudosistas das velharias ideológicas dos anos sessenta, o tempo para os cristãos é de amadurecermos e entendermos a riqueza da Liturgia, de alma e coração, convictamente, aprofundando o trabalho litúrgico que a Igreja nos tem desafiado a fazer, percorrendo na celebração da Fé o caminho que distingue a nossa pequenez e miséria da grandeza e do esplendor de Deus.
Só é digno de Deus o melhor que cada Homem consegue.
Desde logo o Canto e a Liturgia.
In Cantate al Signore un Canto Nuovo, pp. 153-154
Eis em breves linhas as principais determinações para o papel da Música na Liturgia e o seu sentido último aqui metaforicamente descrito pelo actual Pontífice Reinante, Bento XVI.
Os Coros e Capelas têm assim a dificílima tarefa de ajudar os fiéis a participar espiritualmente no Sacrifício Eucarístico, o que exige elevação, missão bem mais profunda e trabalhosa do que pôr a Assembleia meramente em acção, a como infelizmente nos acomodamos em muitas das nossas comunidades.
Infelizmente, ou por muitos dos responsáveis eclesiásticos não serem gente da Música ou da arte, ou por muitos dos responsáveis da Música e da arte na Igreja não serem gente crescida na liturgia, só agora, com o refrescar da memória do verdadeiro conteúdo dos documentos conciliares, com a subida ao trono pontifical do grande teólogo citado, com o esforço incansável, persistente e decido do Santo Padre, passados quarenta anos, se começa a perceber o erro de algumas das ligeirezas que nos foram ensinadas por responsáveis da própria Igreja, às gerações mais novas, muito próprias dos devaneios da época, certamente com a melhor das intenções, mas que afinal eram fruto de falta de estudo e má interpretação do próprio Concílio – “diz-se que agora é assim” - além de terem resultado no esvaziamento das Igrejas a que fomos assistindo nestes anos de “aproximação aos tempos de hoje”!
Claro que a verdadeira Música Sacra dá trabalho a ensaiar, a executar e, às vezes, até a fazer compreender e chegar ao seu fim último, que é a interiorização e a espiritualidade.
Claro que, à primeira vista, sobretudo nos meios mais periféricos que não são nem bucolicamente rurais, nem culturalmente urbanos, as pessoas, ao primeiro instinto, preferem coisas mais ligeiras, que lhes puxe ao sentimentalismo primário que está à flor da pele. Dá a mesma alegria de quem traz para casa sacos cheios de compras.
Nessa versão a Missa é festa, é folia, é palmas… rapidamente se transformando em biatisse e a pieguisse de muito calor entre os homens, mas de conteúdo muito frio entre os homens e o Sacrificado no Altar!
A Missa serve para fazer o Homem encontrar-se com Deus, interiorizar, participar da Sua paixão e morte, crendo na Sua Ressurreição.
Aliás, só esse é o sentido do apelo à participação do Concílio Vaticano II, conforme o Magistério da Igreja, muitas vezes confundido com o perturbador activismo dos leigos na liturgia.
A Missa será assim Ritual? Claro!
Mas vamos ficar presos a fórmulas? Não devemos inovar e adaptar? Devemos, quem? Quem é um para se achar superior a quantas gerações nos legaram a Tradição ou aos tantos que estudam a Liturgia com profundidade ou a vivem com tão maior espiritualidade?
A Missa só é Solene se for Ritual: com a sacralidade que cada palavra transporta, na oração ou no canto!
Aliás, a discussão sobre o tema é quase inócua. Só há uma forma de o fazer: mostrando na prática quão mais rica é a liturgia quando envolta na arte da música sacra trabalhada sobre a intemporalidade do latim.
Hoje, que a maior parte dos que gritavam por simplismo e banalidade abandonou a Igreja à medida que o foi conseguindo, restando já apenas alguns saudosistas das velharias ideológicas dos anos sessenta, o tempo para os cristãos é de amadurecermos e entendermos a riqueza da Liturgia, de alma e coração, convictamente, aprofundando o trabalho litúrgico que a Igreja nos tem desafiado a fazer, percorrendo na celebração da Fé o caminho que distingue a nossa pequenez e miséria da grandeza e do esplendor de Deus.
Só é digno de Deus o melhor que cada Homem consegue.
Desde logo o Canto e a Liturgia.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
As Festas do Patrono da Cidade.
Já diziam os antigos que Janeiro é mês santeiro. Dos mais populares desta quadra pós natalícia, São Gonçalo abre a época no dia 10, Santo Amaro e Santo Antão intermedeiam a 15 e a 17, e São Sebastião, o soldado romano invocado contra a peste, tal como aconteceu em Ponta Delgada, nos anos 1523 a 1531, em que a população formulou um voto de levantar um templo maior no local da pequena Ermida da então Vila, quando o flagelo acabasse, é festejado a 20 de Janeiro.Terminada a peste, logo os habitantes de Ponta Delgada tomaram São Sebastião por seu padroeiro, iniciando a construção de uma Igreja maior.
Desde então, o Município encarregou-se de promover as festividades em honra do Patrono da Cidade, com Missa Solene, seguida de Procissão, onde se incorporavam as autoridades, a oficialidade, o senado, uma força militar e a respectiva Banda.
Por deliberação de 18 de Janeiro de 1578, pagava também a Câmara, das suas rendas, uma dança e folia na festa do excelso padroeiro, que grande era a devoção que lhe tinha este povo e a popularidade desta festa entre as gentes da cidade, que, logo na véspera do dia vinte, saiam à rua em descantes, cantando, ao som de violas e guitarras, as conhecidas sebastianas.
E rezam também as crónicas que na característica procissão da Cidade integravam-se 23 andores, fechando com o do Glorioso Mártir, profusamente ornamentado, em cujo andor, levado por quatro artilheiros, lá ia a mais bela e farta das laranjeiras da época, como hoje, na Capela Mor.
Percorria toda a cidade, em percurso semelhante ao do Senhor, sendo o venerando soldado efusivamente saudado, com vinte e um tiros de peça, ao passar no castelo de São Brás.
Mas veio a República e vieram as proibições de exteriorização de fé, para não ofender a minoria laica que entretanto foi crescendo como a erva à solta. E lá se foi a Tradição. Parte da tradição. A principal continua bem viva. No Domingo, dia 18, há Missa Solene, às 5 da tarde, na Igreja Matriz de Ponta Delgada, onde toma assento a Senhora Câmara, o Reverendo Clero e a cristandade micaelense da secular cidade.
Nas velhas casas, a fruta do dia, que outrora era dada aos amigos ou, por vezes, festivamente atirada, à saída da Igreja, a laranja, ornamenta o santinho e dá o requintado sabor ao bolo típico da festa que, no recato do lar, a tradição vive e tempera a vida e enche a alma, pois que o corpo, em dia de batalha, cá em casa se fica por umas boas tripas à moda do Porto...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O Regresso da Liturgia...
In The New York TimesPor Kenneth J. Wolfe
AO ENTRAR na igreja há 40 anos atrás muitos católicos romanos talvez tenham se indagado onde estavam. O sacerdote não somente falava em inglês ao invés de latim, mas também estava voltado para os fiéis e não para o sacrário; os leigos assumiam os deveres anteriormente reservados aos sacerdotes; a música popular enchia o ar. As grandes mudanças do Vaticano II haviam chegado a casa.
Tudo isso foi uma ruptura radical da Missa Tradicional em Latim, codificada no XVI século, do Concílio de Trento. Durante séculos a Missa servia como um sacrifício estruturado com diretrizes, chamadas “rubricas” que não eram opcionais. É assim que a coisa é feita, dizia o livro. Tão recentemente quanto 1947, o Papa Pio XII havia emitido uma encíclica sobre liturgia que zombava da modernização. Ele dizia que a ideia de mudanças à Missa Tradicional em Latim lhe “afligia dolorosamente”.
Paradoxalmente, entretanto, foi o próprio Pio [XII] o grande responsável pelas mudanças significativas de 1969. Foi ele que nomeou o arquiteto chefe da Missa nova, Aníbal Bugnini, para a comissão de liturgia do Vaticano, em 1948.
Bugnini nasceu em 1912 e foi ordenado sacerdote vicentino em 1936. Embora Bugnini mal tivesse uma década de trabalho em paróquia, Pio XII constituiu-o secretário para a Comissão da Reforma Litúrgica. Nos anos 1950, Bugnini conduziu uma grande revisão das liturgias da Semana Santa
O papa seguinte, João XXIII, nomeou Bugnini secretário para a Comissão Preparatória para a Liturgia do Vaticano II, cargo no qual ele trabalhou com clérigos católicos e, surpreendentemente, alguns ministros protestantes nas reformas litúrgicas. Em 1962 ele escreveu qual viria a ser a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, o documento que deu a forma da Missa nova.
Muitas das reformas de Bugnini objectivaram agradar aos não católicos, e foram feitas alterações imitando cultos protestantes, incluindo a colocação de altares virados para o povo, em vez de um sacrifício em direção ao oriente litúrgico. Como ele afirmou, “precisamos tirar da nossa liturgia católica tudo o que possa constituir a sombra de uma pedra de tropeço para os nossos irmãos separados, ou seja, para os protestantes.” (Paradoxalmente, os anglicanos que se unirão à Igreja Católica em razão da mão estendida do papa actual usarão a liturgia que sempre apresenta o sacerdote voltado na mesma direção da assembleia).
Como foi que Bugnini foi capaz de fazer mudanças tão avassaladoras? Em parte porque nenhum dos papas a quem ele serviu eram liturgistas. Bugnini modificou tantas coisas que o sucessor de João, Paulo VI, algumas vezes, não sabia das últimas diretrizes. Certa vez o papa questionou as vestes que sua equipe lhe havia designado, dizendo que elas eram da cor errada, somente para ouvir que ele havia eliminado a celebração de Pentecostes com duração de uma semana e que não podia vestir os respectivos trajes vermelhos para a Missa. O mestre de cerimónias do papa à época assistiu Paulo VI a debulhar-se em lágrimas.
Bugnini caiu da graça nos anos 70. Rumores espalharam-se na imprensa italiana de que ele era maçom, que, caso seja verdade, teria merecido a excomunhão. O Vaticano nunca negou as queixas, e em 1976 Bugnini, que naquela época era um arcebispo, foi exilado para um cargo formal no Irã. Ele faleceu no esquecimento, em 1982.
Mas o seu legado sobreviveu. O Papa João Paulo II continuou as liberalizações da Missa, permitindo que mulheres actuassem no lugar de acólitos e permitiu que homens e mulheres não ordenados distribuíssem a comunhão nas mãos de fiéis de pé. Mesmo organizações conservadores como a Opus Dei adoptaram as reformas da liturgia liberal.
Porém, Bugnini poderá ter finalmente encontrado o seu antagonista à altura em Bento XVI, ele mesmo um renomado liturgista que não é fã dos últimos 40 anos de alterações. Cantar em latim, vestir trajes antigos e distribuir a comunhão somente nas línguas (em vez das mãos) de católicos ajoelhados, lentamente Bento reverteu as inovações de seus predecessores. E a Missa em Latim está de volta, pelo menos, de maneira limitada, em locais como Arlington, Va., onde uma em cada cinco paróquias oferecem a liturgia antiga.
Bento compreende que os seus jovens padres e seminaristas – a maioria nascida depois do Vaticano II – estão ajudando a conduzir uma contra-revolução. Eles apreciam a beleza da Missa solene e o seu respectivo canto, incenso e cerimónia. Sacerdotes de batina e freiras de hábito podem ser vistas novamente; sociedades tradicionalistas como o Instituto Cristo Rei estão se expandindo.
No início desta década, Bento (então Cardeal Joseph Ratzinger) escreveu: “O facto do sacerdote se voltar para as pessoas fez com que a comunidade se transformasse num círculo fechado. Em sua forma externa, ela não mais se abre para o que está acima, mas está fechada em si mesma.” Ele estava certo: 40 anos de Missa nova trouxeram o caos e a banalidade no sinal mais visível e externo da igreja. Bento XVI quer um retorno à ordem e ao sentido. Assim, ao que parece, a próxima geração de católicos faz a mesma coisa.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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